09/26/2026
VRIC-AF DENUNCIA DETENÇÃO DE DOIS MEMBROS DURANTE SONDAGEM SOBRE O FUTURO ESTATUTO POLÍTICO DE CABINDA
A Direção da VRIC-AF — Vanguarda para o Referendo Independentista de Cabinda – Aliança com o Futuro — veio ao público denunciar a alegada detenção de dois dos seus membros, ocorrida durante a realização de uma sondagem destinada a avaliar a preferência dos cabindeses entre os estatutos político-administrativos de independência e autonomia do Enclave.
Segundo a organização, a sondagem teve início no dia 23 de setembro e, na tarde do dia 24, os dois membros que participavam na iniciativa teriam sido detidos na região de Tchiowa, sede do Território de Cabinda, por agentes do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE).
De acordo com a Direção da organização, a iniciativa teria sido financiada em 67 mil euros por organizações internacionais, com o objetivo de avaliar, através de uma amostra da população, qual dos dois estatutos: independência ou autonomia, reúne maior preferência entre os cabindeses para a administração do território.
A organização, sob a condução de Filipe Macaia Luemba, afirma ainda que os dados preliminares enviados pela comissão responsável pela sondagem, a partir de Cabinda, indicariam uma preferência que classifica como “esmagadora” pela independência.
Na interpretação da VRIC-AF, esse resultado representaria a preferência por um estatuto político-administrativo que considera mais adequado para responder ao conflito identitário e nacionalista entre Cabinda e Angola, bem como aos problemas sociais e políticos que, segundo a organização, afetam a população cabindesa.
A Direção da VRIC-AF anunciou que pretende, oportunamente, apresentar mais detalhes políticos, diplomáticos e técnicos sobre a iniciativa, incluindo os procedimentos utilizados na realização da sondagem, a metodologia adotada e os respectivos resultados.
A organização defende igualmente a alteração do atual estatuto político-administrativo de Cabinda enquanto província de Angola, que considera resultado de uma imposição militar e coerciva, associando essa posição à sua interpretação dos acontecimentos de 1975.
As alegações relativas à detenção dos dois membros, ao financiamento da sondagem e aos resultados apresentados pela VRIC-AF não foram, no texto divulgado pela organização, acompanhadas de documentação pública independente que permita confirmar essas informações.
Processado por: Francisca Ngoio, Tchiowa- Cabinda