01/05/2026
Hoje é o Dia do Trabalhador e apesar de estar associado a direitos laborais (e bem), hoje quero pôr o foco noutra coisa: reconhecimento.
Aquele que não aparece no recibo, que não vem em prémios e que, muitas vezes, nem vem. Um “bom trabalho”, um “obrigada”, um “sei que deste o teu melhor”. Parece básico, mas faz falta.
Durante muito tempo dei tudo no meu trabalho sem sentir esse retorno e não estou a falar de dinheiro (mas também podia). Falo de sentir que o meu trabalho fazia diferença, de ser vista como profissional que agregava valor e trazia retorno à empresa onde estava. Esta foi uma das razões que me fez sair de lá e avançar por conta própria, já lá vão quase 11 anos.
Hoje, neste meu “estúdio”, existem várias versões de mim: a que cria, a que pensa, a que executa, a que responde, a que resolve, a que insiste, a que faz contas. Hoje escolho fazer aquilo que muitas vezes faltou: reconhecer.
Reconhecer o esforço, a dedicação e a consistência ao longo deste tempo. Reconhecer que, mesmo quando não corre como esperado, existe sempre a intenção de fazer melhor. Sei que, em cada área do negócio, estou a dar o melhor que sei em cada momento e isso também conta.
Porque a verdade é esta: aquilo que muitos vêem como o “trabalho ideal” vem com incerteza, responsabilidade e um nível de exigência que não se explica num post. Mas vem também com algo que, para mim, faz toda a diferença: a possibilidade de não ignorar o meu próprio valor e daqueles que vão fazendo parte deste caminho.
Obrigada às várias Martas deste negócio