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02/09/2026

Lá porque uma marca, tal como está, deixa de fazer sentido, não quer dizer que esteja mal feita.

Deixou de acompanhar o negócio e a pessoa que está por trás dela. Faz parte da evolução de um negócio.

Porque os negócios mudam.
As pessoas mudam.
Os objetivos mudam.
O público pode mudar e aquilo que queremos que percebam de nós também.

No meio disto tudo, onde f**a a marca?

Nem sempre acompanha.

E isto não signif**a que seja preciso deitar tudo fora e começar do zero.

Signif**a perceber se aquilo que estás a mostrar ainda representa aquilo que és, o valor que entregas e o lugar que queres ocupar.

Porque uma marca pode continuar bonita e já não ser tua.

Quando isso acontece, sente-se.

31/08/2026

Gosto de fechar os olhos e ouvir as pessoas.

Não propriamente as conversas, não penses que sou cusca, não é isso.

Gosto de ouvir as vozes, os sotaques, os tons, as formas de falar. Dou por mim, muitas vezes, a tentar adivinhar idades, de onde vêm, como serão.

É quase uma espécie de estudo social!

No outro dia, na praia, voltei a reparar nisso.

No meio de tantas vozes, não havia duas iguais e essa é a beleza da diversidade.

É também por isso que me faz cada vez mais confusão esta necessidade de sermos todos *by the book* e não estou a falar só de design.

Está por todo o lado.

Na forma como nos vestimos, como decoramos as casas, como comunicamos, como nos mostramos, como construímos negócios.

Há referências que deixam de ser referências e passam a ser modelos para copiar e, aos poucos, as coisas perdem identidade.

Nas marcas sinto isso todos os dias.

Marcas feitas de pessoas diferentes, com histórias diferentes, negócios diferentes, ambições diferentes mas que chegam com a expectativa de parecer a marca X, comunicar como a marca Y ou ter “aquele estilo” que já viram não sei onde.

Quando a proposta nada tem a ver com isso, às vezes estranha-se.

Reconhecer o que já vimos em algum lado é mais confortável do que assumir aquilo que nos distingue.

Mas se as pessoas são tão diferentes umas das outras, porque haveriam as marcas de nascer todas do mesmo molde?

Não tenho uma resposta fechada.

Mas ouvir aquelas vozes fez-me pensar nisto.

27/08/2026

A minha filha resolveu filmar-me quando ia fazer uma bomba para a piscina e ainda bem!

À minha volta estavam outras mães, algumas mais novas do que eu. Umas dentro de água, outras à beira da piscina e dei por mim a reparar numa coisa.

Existe uma espécie de código invisível sobre a forma como nos devemos comportar.

Há coisas que, a certa altura, aparentemente “já não f**am bem”.

Talvez “fique melhor” a mãe que entra devagar na piscina, que não faz bombas, que não faz confusão com os filhos na água e que, se calhar, nem molha o cabelo.

Atenção que isto não é sobre a forma como cada uma escolhe estar. É sobre a quantidade de regras que vamos absorvendo sobre aquilo que é suposto sermos.

Eu senti os olhares.

Não sei se pensavam “esta mulher já não tem idade para isto” ou “quem me dera fazer o mesmo”, na verdade, isso nem interessa.

Muitas vezes nem precisamos que alguém nos diga como devemos comportar-nos, basta imaginarmos o que os outros vão pensar para sermos nós a colocar limites.

Já fui assim mas agora não quero saber.

Quero brincar com os meus filhos enquanto eles quiserem brincar comigo.

Quero fazer bombas para a piscina se me apetecer.

Quero que se lembrem de mim como eu sou, não como a versão de mim que parecia mais adequada para a minha idade.

Já pensaste que é exatamente isto que acontece com as marcas?

Por medo do julgamento, retiramos tudo aquilo que poderia tornar uma marca verdadeiramente dela.

“Será que isto é demasiado?”
“Será que vão achar pouco profissional?”
“Será que posso falar assim?”
“Será que esta cor afasta pessoas?”

No meio de tantos “ses”, a resposta acaba por ser: mais vale jogar pelo seguro.

Jogar pelo seguro pode até evitar algumas críticas mas também pode impedir uma marca de ser reconhecida por aquilo que realmente é.

Arrisco a dizer mais.

Quando uma marca não representa quem está por trás dela, chega uma altura em que a própria pessoa também deixa de se reconhecer nela.

Raramente sigo trends.Porque não me identifico com elas ou simplesmente porque não me apetece andar a fazer o que toda a...
26/08/2026

Raramente sigo trends.

Porque não me identifico com elas ou simplesmente porque não me apetece andar a fazer o que toda a gente faz!

Esta fez-me sentido.

Acabou por ser a desculpa perfeita para mostrar uma coisa que também faz parte do meu trabalho e que não aparece no portfólio.

A pessoa que está por trás de cada projeto.

Eu acredito que as marcas são pessoas e eu sou uma pessoa de pessoas.

Há sempre alguém por trás de uma decisão, de uma ideia, de uma ambição, de uma dúvida, de um “quero isto, mas ainda não sei bem explicar porquê”.

É precisamente aí que começa grande parte do meu trabalho.

Eu preciso de conhecer as pessoas com quem trabalho. Perceber como pensam, o que defendem, o que querem construir, aquilo de que gostam e também aquilo de que já estão fartas.

Como não consigo trabalhar uma marca sem perceber quem está por trás dela, acredito mesmo que a relação também funciona ao contrário.

Quem chega até mim deve saber com quem vai falar.

Não chega saberes que tenho experiência e que o meu trabalho de design assenta em estratégia.

Quero que saibas que faço perguntas.

Que tenho opiniões e podem até ser diferentes das tuas.

Gosto de discutir ideias e não vou dizer que sim só porque foi isso que me pediste.

Gosto de cor, tenho as minhas referências e não acredito que tenha de parecer séria para levar cada projeto muito a sério.

Nem todas as pessoas têm de querer trabalhar comigo e eu também não tenho de ser a designer certa para toda a gente.

Mas quando há alinhamento, isso nota-se no processo e no resultado.

Por isso, sim! Desta vez aderi à trend. Quero que me conheças um pouco melhor. À minha maneira, claro!

Acho chiq uma marca ter personalidade.
E uma designer também.

Por Madrid, entre passeios e museus, dei por mim no Thyssen a fotografar pormenores de quadros de artistas que conheço, ...
13/08/2026

Por Madrid, entre passeios e museus, dei por mim no Thyssen a fotografar pormenores de quadros de artistas que conheço, admiro e que até à data só tinha visto em livros.

A certa altura, fez-se aqui um clique.

Como é que passámos disto… Cor, contraste, texturas, combinações improváveis, imagens com presença. Para uma ideia tão limitada daquilo que uma imagem “deve ser”?

Hoje parece que tudo tem de ser neutro, limpo, discreto, controlado.

Casas, cafés, marcas, conteúdos, roupa, até na maneira de falar.

Atenção: eu não tenho nada contra o neutro.

O problema aparece quando deixa de ser uma escolha e passa a ser quase a resposta certa por defeito. Quando começamos a eliminar cor, contraste e personalidade porque parece mais seguro, mais sofisticado. Mais “como deve ser”.

Talvez tenha sido por isso que estes quadros fizeram clique.

Não existe uma única forma certa de construir uma imagem.

Nem tudo precisa de gritar mas também não precisa de soar tudo ao mesmo.

No design, como em tudo o resto, interessa-me muito mais perceber porque escolhemos do que seguir aquilo que parece ser a opção certa.

O problema não é gostar de bege. É só gostar de bege.

Será que escolhemos mesmo o neutro ou simplesmente deixámos de o questionar?

Já paraste para pensar qual é a primeira impressão que a tua marca transmite no primeiro contacto?Quando alguém vê a tua...
29/07/2026

Já paraste para pensar qual é a primeira impressão que a tua marca transmite no primeiro contacto?

Quando alguém vê a tua marca pela primeira vez, ainda não conhece o teu trabalho.

Não sabe se és competente. Se cumpres prazos. Se o teu serviço ou produto são bons. Se tens clientes satisfeitos.

Nem sequer sabe se és a melhor opção.

A única coisa que pode avaliar é aquilo que vê num primeiro contacto.

Essa primeira perceção pesa muito mais do que possas imaginar.

Pode transmitir confiança.
Pode transmitir profissionalismo.
Pode despertar curiosidade.

Ou pode fazer exatamente o contrário.

Não quer dizer que o teu serviço e/ou produto seja mau, mas a forma como o apresentas pode não estar à altura daquilo que realmente entregas.

É por isso que o meu trabalho vai muito além da estética. O design não serve para tornar uma marca mais bonita. Serve para comunicar com intenção, diferenciar e transmitir confiança.

Porque antes de alguém confiar em ti, precisa primeiro de confiar naquilo que a tua marca lhe transmite. E essa decisão começa muito antes da primeira conversa.

Diz que és curiosa sem dizeres que és curiosa...

Assim, à primeira vista, o que é que a minha marca te transmite? 👇

Há quem ainda fique surpreendido quando digo que em Agosto não trabalho. Há quem diga que é um luxo e não percebe como c...
27/07/2026

Há quem ainda fique surpreendido quando digo que em Agosto não trabalho.

Há quem diga que é um luxo e não percebe como consigo.

Há ainda quem diga que não gosto de trabalhar.

Durante algum tempo, muitos destes comentários incomodavam, hoje em dia respondo, eu gosto e mereço esse descanso.

Em Agosto gosto de reduzir o ritmo.

Os clientes com avença vão continuar a ser acompanhados durante este mês, por isso, nada temas que deste lado está tudo assegurado.

Se tens um projeto e gostavas de arrancar em Setembro, fala comigo ainda durante este mês (sei que está quase a acabar mas, com jeitinho, ainda dá!). Assim, conseguimos preparar tudo com calma e começar depois das férias, sem correrias e com a energia renovada.

Setembro começa agora. Envia-me uma mensagem e falamos. 😊

Antes de abrir o Illustrator, o InDesign ou qualquer outro programa, preciso de responder a uma pergunta:O QUE É QUE EST...
21/07/2026

Antes de abrir o Illustrator, o InDesign ou qualquer outro programa, preciso de responder a uma pergunta:

O QUE É QUE ESTA PEÇA TEM DE RESOLVER?

Um flyer não serve apenas para informar.
Uma brochura não serve apenas para mostrar.
Um logótipo não serve apenas para identif**ar.

A minha preocupação não é criar algo bonito, é perceber qual o objetivo e como posso acrescentar valor a cada uma delas.

É por isto que, dificilmente, começo um projeto pelo computador (e quando o faço é quase garantido que dá asneira ou levo o triplo do tempo).

O design nunca é o meu ponto de partida.

Primeiro eu penso.
Faço perguntas.
Escrevo muito.
Rabisco ideias.

Procuro perceber o problema para depois encontrar a solução.

O computador serve dar forma às ideias mas é o pensamento que lhes dá direção.

14/07/2026

Há uma coisa que as redes sociais fazem muito bem.

Mostram o resultado.

Raramente mostram tudo o que foi preciso para lá chegar.

Este vídeo parece natural.
Esta fotografia conta outra história.

Enquanto o vídeo mostra o resultado, a fotografia mostra tudo o que foi preciso para o gravar.

Atrevo-me a dizer que com as marcas acontece exatamente o mesmo.

Quando vês um logótipo, um feed organizado ou um vídeo bem produzido, assumimos quase sempre que foi “só fazer”.

Mas o valor foi trabalhado muito antes.
Nas perguntas certas.
Nas decisões estratégicas.
Nos te**es.
Nas alterações.
Em tudo aquilo que ninguém vê.

Porque o trabalho mais importante de uma marca está no backstage e raramente no que aparece no ecrã.

Aposto que também tens um backstage que ninguém imagina.

Desafio-te a partilhares nos comentários.
Eu quero ver o que eles veem. 😅

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