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13/06/2026

🌪️ DANA subtropical ao largo de Portugal intensifica instabilidade no Centro e Norte 🌩️

As imagens de satélite de hoje mostram com nitidez a pequena DANA (Depressão nos Níveis Altos- identificada com a letra B na imagem de capa), posicionada a sudoeste de Portugal, que se tem organizado em termos de circulação 🛰️. Esta estrutura, situada entre Madeira, Canárias e a fachada ocidental da Península Ibérica, tem vindo a organizar-se nos níveis médios e altos (ver, na animação de satélite🎞️, a velocidade de diferentes bandas estratificadas de nuvens em altura⛅), gerando instabilidade, sobretudo nas regiões do Centro, e, ao longo da tarde, estendendo-se ao Norte. A circulação, embora fraca, é suficiente para canalizar fluxos húmidos de sul 🌬️🌡️, favorecendo o desenvolvimento de células convectivas bem definidas — especialmente no setor dianteiro e a nordeste da DANA, a zona mais propícia aos ascensos convectivos e às trovoadas.

É importante sublinhar que esta DANA não está associada à corrente de jato, mas sim a uma circulação subtropical ligeira, típica de situações estivais 🌴☀️. A ausência de forçante forte em altitude explica por que a convecção se manifesta de forma irregular, localizada e de evolução rápida, com trovoadas que se formam e dissipam no mesmo período diurno. À medida que a DANA se deslocar lentamente para leste e começar a enfraquecer entre o Mediterrâneo ocidental e o Norte de África, a instabilidade deverá persistir, mas com menor organização — ainda permitindo episódios convectivos dispersos nas próximas 24–48 horas ⛈️, em particular para amanhã domingo, dia 14.

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12/06/2026

🌩️ Das trovoadas pós-Santo António até às possíveis orvalhadas do São João 🌫️

Os próximos dias serão marcados por uma mudança gradual no padrão atmosférico que tem dominado a Península Ibérica 🌡️🔥. Depois de um período estável e muito quente, com máximas a ultrapassar os 35–40 °C no interior e algumas noites tropicais na AML — mesmo a tempo das festas de Santo António 🎉 - uma leve depressão em altitude irá aproximar-se pelo Sudoeste da Península. Esta circulação trará fluxos mais húmidos e frescos do Atlântico 🌬️, suficientes para quebrar o domínio do ar extremamente quente irradiado do interior ibérico♨️. O resultado será um aumento da instabilidade já a partir da tarde de amanhã, sobretudo no Vale do Tejo, estendendo-se depois às regiões a norte deste eixo.

A interação entre o ar mais fresco e húmido do Atlântico e a massa de ar muito quente ainda presente sobre o interior peninsular criará um ambiente favorável a movimentos convectivos intensos ⛈️. Entre as tardes e noites de sábado e domingo, poderão ocorrer trovoadas localmente fortes, acompanhadas de rajadas de vento e eventual granizo, especialmente nas zonas mais afastadas da faixa litoral Oeste. À medida que o pequeno núcleo depressionário se desloca e se dissipa entre o Mediterrâneo ocidental e o Norte de África, a instabilidade tenderá a perder organização, embora ainda possam surgir células dispersas na tarde de segunda-feira, sobretudo no interior do Centro e Norte.

Esta dinâmica deverá acelerar a entrada de fluxos atlânticos mais frescos, devolvendo temperaturas mais próximas do normal durante a próxima semana 🌡️➡️🌥️. Contudo, o padrão atmosférico permanece móvel: há sinais de que novas depressões poderão voltar a influenciar a Península Ibérica por volta do dia 19, já na transição para o verão astronómico e antes do São João. Assim, são esperadas oscilações térmicas e alguns períodos adicionais de instabilidade antes do anticiclone se posicionar a sul dos Açores — configuração que costuma favorecer as típicas orvalhadas ou chuviscos fracos por alturas do São João 🌫️🌦️, com fluxos húmidos vindos de oeste.

Aproveite a praia, se estiver na faixa do litoral, e durante as próximas 48 horas, mantenha-se atento aos avisos meteorológicos ⚠️: o calor será intenso, mas mais breve do que a onda de calor de maio 🏖️🏄

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♨️ Calor dispara a meio da semana com possibilidade de instabilidade convectiva e trovoada seca no fim de semana 🔥🌩️Port...
08/06/2026

♨️ Calor dispara a meio da semana com possibilidade de instabilidade convectiva e trovoada seca no fim de semana 🔥🌩️

Portugal entra numa fase claramente estival ☀️, marcada amanhã por uma nortada forte ao longo do litoral de Leiria, Oeste e no litoral da Área Metropolitana de Lisboa 🌬️, trazendo ar mais fresco e húmido a estas regiões e limitando a subida das temperaturas. Este refrescamento litoral contrasta com o que se seguirá: a partir de quarta-feira, uma massa de ar quente vinda do interior da Península Ibérica fará disparar as temperaturas em grande parte do território, com subidas superiores a 10 °C em apenas 48 horas 🌡️. Entre quinta e sábado, várias regiões — de Coimbra às Beiras, passando pelo Alentejo — deverão superar os 35 °C, e áreas da Lezíria do Tejo e do Baixo Alentejo poderão mesmo ultrapassar pontualmente os 40 °C. As exceções serão a faixa litoral Oeste a norte do cabo da Roca e partes do litoral algarvio, onde a influência marítima e o vento manterão valores mais moderados 🌊 e perto dos 32-33°C.

A partir de sexta-feira, o contraste entre este ar quente acumulado no interior da Península Ibérica e a circulação em altitude aumentará o potencial de instabilidade convectiva ⛈️, com possibilidade de trovoadas durante as tardes e inícios de noite. Caso se confirmem, estes episódios poderão incluir trovoada seca🌩️, um fator crítico quando combinado com elevados gradientes de temperatura, humidade muito baixa e ventos moderados, aumentando significativamente a perigosidade de ignição e propagação de incêndios 🔥.

A imagem de satélite desta manhã ilustra bem este padrão: céu limpo em toda a Península Ibérica, típico de subsidência anticiclónica, um sinal clássico de que o padrão de verão já se instalou ☀️.

Associada ao anticiclone, é também visível a formação de vórtices de Von Kármán a sul da Madeira e das Canárias 🌀. Estes formam-se quando o fluxo acelerado pelo Anticiclone dos Açores encontra obstáculos montanhosos: as ilhas funcionam como “pedras no rio”, perturbando o escoamento e criando padrões ondulatórios alternados de nuvens — verdadeiros redemoinhos atmosféricos — que se estendem por centenas de quilómetros no Atlântico. Surgem apenas quando o vento é forte e estável e quando existe alguma humidade residual capaz de condensar em pequenas nuvens, explicando os pequenos focos de nebulosidade alinhados atrás das ilhas. Mais um sinal inequívoco de padrão estival bem estabelecido 🌍☀️.

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04/06/2026

🌡️ O efeito do El Niño em Portugal

Nas últimas semanas têm surgido várias referências ao El Niño, já que o planeta poderá voltar a entrar neste fenómeno que reorganiza a circulação tropical e redistribui calor e humidade a nível global 🌍. Embora os seus efeitos diretos sejam mais fortes nas regiões tropicais, a influência remota pode ajustar a circulação hemisférica e afetar a posição das dorsais e a entrada de ar quente em latitudes médias.

Não existe evidência robusta de que o El Niño, por si só, provoque verões mais quentes ou secos na Península Ibérica; a teleconexão ENSO–Europa no verão é fraca e variável 🔎. Para o período de verão — incluindo o JAS (Julho–Agosto–Setembro) — o sinal relevante para Portugal resulta mais da combinação entre ENSO, as anomalias do Atlântico e Mediterrâneo e modos decadais como AMO/PDO, do que do El Niño isolado. ENSO contribui para a variabilidade global, mas não é o principal determinante do clima europeu.

Para Portugal, a avaliação mais fiável passa por monitorizar as anomalias de SST no Atlântico e Mediterrâneo 🌡️, as plumas sazonais dos modelos e os campos de geopotencial que revelam deslocamentos de dorsais e jatos. Fenómenos como o Atlantic Niño e a variabilidade decadal podem ter impacto mais consistente na Europa do que o ENSO isolado.

O ideal é acompanhar regularmente as previsões iClimate 😼 e manter‑se informado 📡.

📸: IClimateAdviser, chc.ucsb.edu; s43247-025-02971-1

Início da temporada dos furacões 🌪️Com a entrada em junho, inicia-se também a temporada de furacões no Atlântico 🌀, que,...
31/05/2026

Início da temporada dos furacões 🌪️

Com a entrada em junho, inicia-se também a temporada de furacões no Atlântico 🌀, que, este ano, deverá ser abaixo da média, segundo a NOAA. A agência prevê 8 a 14 tempestades nomeadas, das quais 3 a 6 poderão se tornar furacões, incluindo 1 a 3 furacões de categoria maior (≥180 km/h). Esta previsão está associada ao desenvolvimento de El Niño, que tende a aumentar o cisalhamento do vento no Atlântico e a suprimir a formação de ciclones tropicais. Apesar disso, a NOAA reforça que basta uma única tempestade para ter impacto significativo nas regiões costeiras, sublinhando a importância da preparação antecipada.

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Novo recorde do dia para maio no Alentejo ? e em Alvega?O que acha? Diga nos comentários.
25/05/2026

Novo recorde do dia para maio no Alentejo ? e em Alvega?
O que acha?

Diga nos comentários.

22/05/2026

♨️ Onda de Calor, Noites Tropicais e Risco de Incêndio 🔥

Portugal entra nos próximos dias num episódio de calor muito acima do normal ☀️🔥, impulsionado pela ondulação da dorsal africana, que fará subir as temperaturas para valores próximos dos 38 °C em várias regiões do interior e podendo atingir os 40 °C a meio da próxima semana. Esta será a primeira onda de calor verdadeiramente relevante do ano, aumentando o impacto fisiológico, sobretudo entre a população mais idosa, ainda não adaptada ao calor extremo tão cedo na estação. A presença de poeiras em suspensão 😷 nesta circulação reforça o desconforto e agrava os efeitos respiratórios.

Este primeiro pico térmico tende a ser o mais crítico em termos de saúde pública, podendo traduzir-se num aumento da mortalidade nesta faixa etária. Recomendam-se, por isso, vigilância reforçada, hidratação frequente e manutenção de espaços interiores frescos — janelas abertas à noite e fechadas durante o dia para reduzir o aquecimento interior, descendo eventualmente, as persianas para impedir o efeito de radiação.

Em altitude, a presença de uma gota fria ❄️ isolada pela crista anticiclónica, ainda sob hospícios da primavera, deverá gerar instabilidade convectiva durante o fim de semana 🌩️, com possibilidade de trovoadas — que poderão ser parcialmente inibidas pelas poeiras—chuva localmente forte e nuvens de grande desenvolvimento vertical. As próximas duas noites manter-se-ão quentes, com mínimas acima dos 20 °C em várias regiões do interior, e casos como Portalegre, que hoje registou cerca de 26 °C, reforçam o desconforto térmico e dificultam a recuperação fisiológica, sobretudo entre idosos e pessoas com doenças crónicas 👵🧓.

Este episódio de calor deverá prolongar-se até perto do final do mês, quando a entrada de fluxos atlânticos mais frescos 🌬️ associados ao restabelecimento do anticiclone dos Açores, o que poderá quebrar o padrão quente. Até lá, a combinação de temperaturas muito elevadas, baixa humidade e vento de leste fará aumentar significativamente o índice de ignição e propagação de incêndios nas regiões do interior, exigindo atenção reforçada das autoridades e da população.

⚠️ A persistência do calor, aliada à instabilidade convectiva e às poeiras, justifica a atualização de avisos meteorológicos e da saúde, com especial foco nos grupos mais vulneráveis, pelo que deve manter-se atenta aos avisos emitidos pelas entidades oficiais, nomeadamente da sua proteção civil municipal, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, do IPMA ou da Direção-Geral da Saúde.

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14/05/2026

A semana terminará sob a influência de uma crista atlântica, enquanto as baixas pressões no centro da Europa continuam a canalizar ar mais fresco para o continente. Este padrão mantém o tempo relativamente estável, mas com circulação de norte bem marcada 🌬️, típica desta fase de maio. Amanhã, este fluxo poderá ainda trazer chuviscos no litoral Oeste do Centro e Norte 🌦️, mantendo as temperaturas baixas até ao início do fim de semana.

A partir de domingo, dia 17, inicia‑se uma mudança importante: o anticiclone dos Açores reforça‑se e estende uma crista desde a Madeira até ao centro da Europa ☀️. Este domínio anticiclónico deverá prevalecer ao longo da próxima semana, preparando o cenário para um bloqueio escandinavo na semana seguinte 🧭.

As temperaturas irão acompanhar esta evolução, com uma subida progressiva e consistente ao longo da próxima semana ♨️. A presença da dorsal africana deverá impulsionar valores que poderão ser os mais altos desde o início do ano, trazendo um ambiente mais quente e estável e podendo ultrapassar os 35 °C, a sul do Tejo no final da próxima semana — mas também aumentando o risco de incêndios🔥🌿.

Já o vento deverá intensificar‑se no fim de semana, em regime de nortada 💨, devido à movimentação do anticiclone, enfraquecendo depois para valores fracos durante a próxima semana.

Quanto à precipitação, a próxima semana deverá manter‑se seca 🌤️, sem condições favoráveis à formação de chuva. No entanto, com o estabelecimento do bloqueio escandinavo na última semana do mês — ver evolução do anticiclone no início do vídeo — poderá levar a alguma instabilidade, abrindo a porta à precipitação dispersa no território português 🌧️.

Um sabor a verão. Já tinha saudades? ☀️😎
O que planeia fazer?🏄🏖️🏌️🚴

📸: IClimateAdviser, WG

06/05/2026

A atmosfera sobre Portugal encontra-se prestes a sofrer uma mudança drástica, após vários dias dominados por um padrão mais soalheiro e estável. A forte ondulação da corrente de jato — atualmente muito meridional, ler post anterior — irá permitir que um núcleo depressionário desça até latitudes próximas dos Açores e do centro do país, permanecendo depois quase estacionário junto da costa noroeste da Península Ibérica, num movimento oscilante. Esta depressão, alimentada por ar polar marítimo ❄️, influenciará simultaneamente os Açores, a Madeira e o território continental, substituindo o ambiente ameno por um cenário de incerteza e instabilidade crescente, com precipitação frequente, por vezes forte, mas dispersa, e uma descida acentuada da temperatura.

Numa primeira fase, esta circulação deverá gerar instabilidade nos Açores 🌧️ e transportar para o continente um fluxo quente, húmido, eventualmente com alguma poeira do Norte de África. Contudo, à medida que avançamos para o dia 8, a frente associada ao núcleo depressionário deverá intensificar-se, trazendo precipitação mais organizada e períodos de trovoada, sobretudo no sábado ⛈️. A entrada de ar mais frio em altitude reforçará o contraste térmico, aumentando o potencial convectivo e tornando o dia 9 o momento de maior impacto: chuva forte e por vezes persistente, rajadas moderadas a fortes, ondulação significativa 🌊, num ambiente mais frio, típico do início da primavera. Com a queda térmica, não se exclui a possibilidade de neve na Serra da Estrela ❄️🏔️, especialmente durante os períodos mais instáveis desse final do dia.

Este episódio deverá prolongar-se até segunda-feira, mantendo focos de instabilidade e precipitação dispersa, face à oscilação do núcleo (semelhante à movimentação da tempestade Cláudia, mas num raio de ação mais limitado, 📹). Alguns modelos sugerem mesmo que este padrão perturbado poderá repetir-se e estender-se, pelo menos, até à terceira semana de maio, o que deixaria o mês com precipitação acima da média e temperaturas abaixo do normal 1991–2020 📉. Apesar da depressão não apresentar um cavamento muito profundo — cerca de 998–1002 hPa no fim de semana — deverá ser suficiente para elevar os níveis de aviso meteorológico: 🟡 no continente e Madeira e 🟠 nos Açores, devido ao vento, precipitação ou ondulação ⚠️. Para já, não se prevê que o sistema venha a ser nomeado, embora reúna características típicas de episódios relevantes nesta altura do ano.

Por isso, mantenha-se atento às próximas atualizações e às indicações das autoridades oficiais e da Proteção Civil⚠️🟡🟠 .

Já tinha arrumado os seus casacos mais quentes ?
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