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23/09/2026

Diga adeus ao verão ♨️: após semanas de calor, Portugal prepara-se para a primeira grande investida do outono 🍁

Inicia-se hoje, 23 de setembro, o outono astronómico🍂, após um verão que acabou por se revelar globalmente normal em Portugal em termos de temperatura, mas significativamente mais chuvoso do que é habitual. O destaque vai para o episódio entre 23 e 28 de agosto 🌧️⛈️, responsável por chuva forte, trovoadas e vento intenso em várias regiões do país, contribuindo para tornar agosto um dos mais chuvosos das últimas décadas. Já no início de setembro, o fenómeno de downburst 🌬️ que afetou a região de Albergaria-a-Velha voltou a demonstrar que a atmosfera parecia antecipar alguns dos sinais da mudança sazonal.

Os próximos dias serão de transição gradual para um padrão mais típico de outono⛅, embora as temperaturas continuem relativamente elevadas em algumas regiões. Depois de semanas marcadas por valores frequentemente superiores a 35°C no interior 🌡️🔥, a circulação atmosférica sobre o Atlântico Norte começa finalmente a reorganizar-se. Curiosamente, o Atlântico está a "acordar tarde" este ano, num período que ficou marcado pela escassez de ciclones tropicais, atribuída em grande parte à influência do fenómeno El Niño 🌊. No entanto, a dinâmica atmosférica característica do outono começa agora a ganhar protagonismo. 🍁

Nos últimos dias assistimos à formação do furacão FAY🌪️, no Atlântico Central, atualmente em fase de dissipação e sem qualquer impacto previsto para território português. Em simultâneo, o Atlântico Norte tem sido palco de episódios de ciclogénese explosiva, definidos por um cavamento superior a 24 hPa em apenas 24 horas 🌀. Após um primeiro evento ocorrido no dia 22, uma segunda depressão explosiva deverá desenvolver-se nos próximos dias, passando nas proximidades dos Açores entre domingo e segunda-feira 🌊💨, antes de iniciar a sua aproximação ao oeste da Península Ibérica.

Entre segunda e terça-feira da próxima semana, a frente associada a esta depressão deverá provocar uma alteração significativa do estado do tempo em Portugal continental🌧️💨 . A precipitação poderá atingir praticamente todo o território, entrando pelo Minho e espalhando-se progressivamente para sul, até ao Algarve ☔, sendo esperados os acumulados mais elevados no Norte e Centro. O vento deverá igualmente intensificar-se, sobretudo junto à costa ocidental e nas terras altas 🌬️🌊, onde poderão ocorrer rajadas fortes a muito fortes. Caso os cenários atualmente previstos se confirmem, não é excluída a eventual nomeação da depressão pelo Met Office, face ao impacto esperado no Reino Unido 🇬🇧, bem como uma subida dos níveis de aviso meteorológico em Portugal, particularmente devido ao vento. Mantenha-se atento ⚠️🌪️

Tudo indica, assim, que estaremos perante uma mudança drástica para padrões claramente outonais, deixando para trás o ambiente tipicamente estival que ainda marcou grande parte deste mês. 🌡️

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Afinal, o que aconteceu no Município de Albergaria-a-Velha no sábado, dia 5?
08/09/2026

Afinal, o que aconteceu no Município de Albergaria-a-Velha no sábado, dia 5?

🌩️ Downburst em Aveiro: o que aconteceu no dia 5 de setembro?

O IPMA analisou o episódio de instabilidade meteorológica que afetou, no dia 5 de setembro, sobretudo a região de Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro.

⛈️ A ocorrência de trovoadas e aguaceiros fortes foi acompanhada por granizo de grande dimensão, com diâmetro superior a 2 cm, e rajadas intensas de vento, que provocaram danos em telhados, viaturas, mobiliário urbano e árvores.

💨 A análise meteorológica permitiu identificar a ocorrência de um downburst — uma corrente de ar que desce rapidamente de uma nuvem de trovoada e, ao atingir o solo, se espalha em várias direções, podendo originar rajadas muito fortes e destrutivas.

📡 Na altura, encontrava-se em vigor um aviso amarelo de trovoada para o distrito de Aveiro, que alertava para a possibilidade de trovoadas acompanhadas de aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas de vento.

👉Leia o artigo completo: https://tinyurl.com/bdrex84p

As regiões do Norte e Centro, em particular a norte do sistema Montejunto-Estrela, atualmente sob aviso amarelo⚠️🟡, deve...
25/08/2026

As regiões do Norte e Centro, em particular a norte do sistema Montejunto-Estrela, atualmente sob aviso amarelo⚠️🟡, deverão ser influenciadas pela passagem de uma frente atlântica com dinâmica frontal muito marcada, que cruzará o território de norte para sul e se integrará numa circulação de oeste/sudoeste associada a uma depressão posicionada a noroeste da Península Ibérica.

Este enquadramento sinóptico reforça o transporte de ar marítimo muito húmido, promovendo nebulosidade compacta desde a madrugada e originando várias linhas de instabilidade, com núcleos convectivos de localização ainda incerta. Os mapas de previsão indicam precipitação por vezes intensa, com picos horários que poderão atingir perto de ~15 mm/h, em grande parte destas regiões, e possibilidade de valores superiores dentro da janela de incerteza (10 - 35 mm/3h), acompanhada de vento de SO moderado a forte, com rajadas que poderão alcançar 40–55 kph, com probabilidade de trovoada ⚠️🟡⛈️.

Face a este cenário, não se excluem alterações nos avisos meteorológicos oficiais, dada a probabilidade de inundações urbanas rápidas e fenómenos locais de elevada severidade durante a manhã.

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25/08/2026

⚡ Arcus colossal surpreende Fos-sur-Mer e anuncia tempestades violentas no sul de França

🌪️A depressão que atravessou o sudoeste europeu no fim de semana canalizou fluxos muito húmidos e energeticamente carregados do Mediterrâneo para o sul de França, criando um ambiente explosivo para convecção severa. A interação entre ar marítimo quente e húmido nos baixos níveis e ar mais frio em altitude reforçou a instabilidade ao longo do Languedoc, Provença e vale do Ródano, originando células convectivas extremamente organizadas, capazes de produzir fenómenos violentos e pouco frequentes na região.

O episódio mais grave ocorreu em Pomas (Aude), onde um tornado raro e poderoso atravessou a localidade a 24 de agosto, deixando 39 feridos e cerca de 300 casas danificadas. As autoridades francesas indicaram que cerca de 100 habitações podem já não ser estruturalmente seguras, dada a violência do impacto. Vídeos recolhidos no interior das casas mostram objetos projetados com força extrema e ruído aerodinâmico característico de vórtices intensos, evidenciando a natureza excecional do fenómeno. Este tornado insere-se num padrão de tempestades mediterrânicas de fim de verão que, quando alimentadas por fluxos persistentes de sudeste, podem adquirir características semelhantes às observadas em ambientes convectivos severos dos EUA.

Mais a leste, sobre o porto de Fos-sur-Mer (Bouches-du-Rhône), formou-se um arco monumental, descrito como uma verdadeira “onda” atmosférica avançando sobre o litoral. Esta estrutura, raríssima, surgiu quando o ar frio descendente da célula convectiva encontrou o ar quente e saturado à frente da tempestade, forçando a sua ascensão abrupta.

Entre o tornado devastador no Aude e o arcus colossal na Provença, o sul de França viveu um episódio de meteorologia severa incomum, marcado por fenómenos espectaculares e impactos significativos.

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22/08/2026

⚠️🟠🟡 𝗥𝗶𝘀𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗙𝗲𝗻𝗼́𝗺𝗲𝗻𝗼𝘀 𝗟𝗼𝗰𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗻𝗼 𝗟𝗶𝘁𝗼𝗿𝗮𝗹 𝗢𝗲𝘀𝘁𝗲⛈️

A depressão em aproximação mantém um padrão favorável ao desenvolvimento de 𝗳𝗲𝗻𝗼́𝗺𝗲𝗻𝗼𝘀 𝗺𝗲𝘁𝗲𝗼𝗿𝗼𝗹𝗼́𝗴𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗹𝗼𝗰𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮𝗱𝗼𝘀, incluindo 𝘁𝗿𝗼𝘃𝗼𝗮𝗱𝗮, 𝗽𝗿𝗲𝗰𝗶𝗽𝗶𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗼𝗿 𝘃𝗲𝘇𝗲𝘀 𝗳𝗼𝗿𝘁𝗲 e 𝘃𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗺𝗼𝗱𝗲𝗿𝗮𝗱𝗼 𝗮 𝗽𝗼𝗻𝘁𝘂𝗮𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗳𝗼𝗿𝘁𝗲. A partir do fim da manhã e durante a tarde de domingo, período de maior instabilidade, os modelos convergem para 𝗽𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗵𝗼𝗿𝗮́𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝟭𝟬–𝟰𝟬 𝗺𝗺/𝗵, sobretudo no 𝗹𝗶𝘁𝗼𝗿𝗮𝗹 𝗢𝗲𝘀𝘁𝗲, onde a interação entre ar quente e húmido e a frente fria será mais marcada. O vento deverá intensificar-se gradualmente, com 𝗿𝗮𝗷𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝟳𝟬–𝟵𝟬 𝗸𝗺/𝗵, ou mesmo mais, no litoral oeste e nas terras altas até segunda. Estes valores permanecem sujeitos a revisão, ajustando-se caso a convecção ganhe organização ou surjam células mais profundas. ⛈️💨

Face ao potencial de 𝗮𝗰𝘂𝗺𝘂𝗹𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗻𝘀𝗼𝘀 𝗲𝗺 𝗰𝘂𝗿𝘁𝗼𝘀 𝗽𝗲𝗿𝗶́𝗼𝗱𝗼𝘀, recomenda-se a preparação de medidas preventivas para minimizar 𝗮𝗹𝗮𝗴𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗿𝗮́𝗽𝗶𝗱𝗼𝘀⚠️, especialmente em zonas urbanas sensíveis. A incerteza geográfica quanto aos pontos críticos mantém-se elevada, típica de episódios convectivos irregulares, pelo que é essencial o 𝗮𝗰𝗼𝗺𝗽𝗮𝗻𝗵𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗳𝗿𝗲𝗾𝘂𝗲𝗻𝘁𝗲 das próximas atualizações e das indicações das autoridades locais e nacionais🧑‍🚒👮‍♀️🚨. A natureza fragmentada das bandas de precipitação implica que diferenças de poucos quilómetros poderão determinar 𝗶𝗺𝗽𝗮𝗰𝘁𝗼𝘀 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝘁𝗼𝘀.

No vídeo, as imagens de satélite 🛰️ evidenciam a 𝗶𝗻𝘁𝗿𝘂𝘀𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗮𝗿 𝗳𝗿𝗶𝗼 𝗲 𝘀𝗲𝗰𝗼 no quadrante Noroeste, acompanhada de 𝗮𝗿 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗮𝘁𝗼𝘀𝗳𝗲́𝗿𝗶𝗰𝗼 𝗿𝗶𝗰𝗼 𝗲𝗺 𝗼𝘇𝗼𝗻𝗼, sinal claro da 𝗺𝗮𝘁𝘂𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝘀𝗶𝘀𝘁𝗲𝗺𝗮 𝗲 𝗱𝗮 𝗼𝗰𝗹𝘂𝘀𝗮̃𝗼. À medida que a depressão avança para nordeste, encontra 𝗯𝗼𝗹𝘀𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗮𝗿 𝘁𝗿𝗼𝗽𝗶𝗰𝗮𝗹 𝗾𝘂𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗵𝘂́𝗺𝗶𝗱𝗼, que serão forçadas pela frente fria, potenciando 𝗰𝗼𝗻𝘃𝗲𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲 𝘁𝗿𝗼𝘃𝗼𝗮𝗱𝗮. Os ventos de 𝗦𝘂𝗱𝗲𝘀𝘁𝗲 antes da passagem da frente irão dinamizar as bandas precipitantes no setor oeste do sistema. Durante a madrugada e manhã de segunda, o vento deverá manter-se 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗻𝘀𝗼, com a depressão a poder entrar na Península Ibérica, no Minho ou mais a norte🏰, ao longo do dia,. ⚠️🟠🟡

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20/08/2026

🌧️🌀 𝗖𝗼𝗿𝗿𝗲𝗱𝗼𝗿 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝗽𝗿𝗲𝘀𝘀𝗼̃𝗲𝘀 𝗮𝘁𝗹𝗮̂𝗻𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀 𝗶𝗻𝘀𝘁𝗮𝗹𝗮‑𝘀𝗲 𝗲 𝗮𝗹𝘁𝗲𝗿𝗮 𝗼 𝗿𝘂𝗺𝗼 𝗱𝗼 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼 𝗻𝗮 𝗽𝗿𝗼́𝘅𝗶𝗺𝗮 𝘀𝗲𝗺𝗮𝗻𝗮 🌬️☁️

Portugal continental entra numa mudança atmosférica pouco habitual, criando um novo corredor de tempestade no Atlântico Norte 🌀. O anticiclone que tem dominado nas últimas semanas começará a ceder, permitindo a aproximação de várias depressões atlânticas a oeste da Península Ibérica. Depois de vários dias de tempo estável, o país prepara‑se para um cenário mais húmido, mais ventoso e com uma dinâmica mais próxima do outono do que do verão.

A partir de domingo, a mudança torna‑se evidente 🌬️. A nebulosidade aumenta, o vento reforça‑se no litoral e surgem os primeiros períodos de chuva dispersa. A primeira depressão aproxima‑se com frentes mais organizadas e linhas de instabilidade bem definidas, criando um ambiente atmosférico mais ativo e menos previsível. Não será um episódio extremo, mas será suficientemente dinâmico para exigir acompanhamento atento — sobretudo após os incêndios recentes, que deixam o solo vulnerável ao escorrimento e à mobilização de inertes⚠️.

Segunda‑feira deverá ser o momento mais marcante deste episódio 🌧️⚠️. Com o núcleo depressionário a posicionar‑se sobre ou próximo da costa, Portugal ficará sob influência direta do setor mais ativo do sistema. Espera‑se precipitação mais frequente, vento de sul mais intenso e maior impacto nas regiões Norte e Centro, sobretudo nas vertentes expostas aos fluxos húmidos. A instabilidade prolonga‑se até terça, mantendo o ambiente saturado e a circulação atmosférica desorganizada.

A meio da semana, uma frente ativa atravessa o território 🌦️, trazendo chuva moderada a forte, vento de sudoeste e humidade persistente. Este será o segundo momento relevante antes de uma estabilização gradual rumo ao final da semana. Agosto termina assim com um padrão atmosférico invulgar, marcado por uma depressão atlântica que quebra a monotonia estival e introduz uma dinâmica mais complexa no estado do tempo 🌀.

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Mar e Oceano em ebulição: Atlântico e Mediterrâneo superam os 30 °C e desafiam o efeito moderador do El Niño na formação...
11/08/2026

Mar e Oceano em ebulição: Atlântico e Mediterrâneo superam os 30 °C e desafiam o efeito moderador do El Niño na formação de ciclones 🌪️

Segundo o ECMWF e a NOAA, o El Niño 2026 continua a intensificar-se de forma gradual e consistente 🌡️📈, com a anomalia NINO3.4 a subir de forma estável ao longo de agosto e setembro. Os plumes mostram uma progressão contínua rumo ao outono 🍂, com o pico previsto entre novembro e dezembro — altura em que o acoplamento oceano–atmosfera deverá estar totalmente estabelecido 🌊🌬️. Este calendário é climatologicamente típico: eventos que se consolidam no verão tendem a atingir a máxima expressão térmica no final do ano, influenciando de forma mais marcada a circulação tropical, a célula de Walker e a convecção do Pacífico central oriental, orientando os padrões de precipitação globais 🌎🌧️.

Já a temporada de furacões no Atlântico Norte segue ativa 🌀, com três depressões tropicais sob monitorização (como referido na publicação de ontem), todas em fase inicial de organização. Apesar de estarmos num ano de El Niño — que normalmente aumenta o cisalhamento vertical do vento e reduz a probabilidade de desenvolvimento ciclónico — o Atlântico apresenta anomalias de SST excecionalmente elevadas 🌡️🌊, em vários setores acima de +1,5 °C, com águas por vezes perto ou acima dos 30 °C (tal como no Mediterrâneo). Este calor oceânico fornece energia suficiente para sustentar tempestades mesmo em ambiente de cisalhamento moderado, mantendo setembro como um mês de risco elevado ⚠️, especialmente no Atlântico central, nas Caraíbas e até no Mediterrâneo, onde a combinação de águas quentes e janelas de menor cisalhamento pode permitir intensificação rápida.

A ligação entre El Niño e a atividade ciclónica no Atlântico é um equilíbrio dinâmico ⚖️: El Niño tende a suprimir a formação de furacões ao aumentar o cisalhamento e deslocar a convecção para o Pacífico, mas o Atlântico extremamente quente tende a amplificar a atividade ao fornecer energia adicional. Em 2026, este balanço é particularmente evidente: o El Niño está a crescer e deverá atingir o pico no final do ano 🔴, mas até lá o Atlântico mantém condições favoráveis ao desenvolvimento de sistemas tropicais.

Em síntese: o El Niño modera a temporada, mas não a neutraliza — e o Atlântico quente mantém a porta aberta para episódios significativos, sobretudo enquanto o cisalhamento não atingir os valores máximos previstos para outubro 🌪️📊. Será depois a corrente de jato a orientar, ou não, alguns destes sistemas para a Europa e quem sabe a PI 🇪🇸 🇵🇹

📷 : IClimateAdviser TomerBurg, ECMWF, NOAA

10/08/2026

Onda de calor marítima persiste e Europa entra na fase crítica de agosto♨️🌡️

A semana arranca com o Atlântico finalmente a despertar 🌊, com a génese das primeiras três perturbações simultâneas no Atlântico Norte central e oeste. São sistemas jovens, ainda desorganizados e sem impacto relevante para a Europa, mas sinalizam que entrámos na fase em que o oceano começa a ganhar dinâmica — algo típico da segunda metade de agosto. Por cá, o continente europeu continua sob um verão muito robusto ☀️, alimentado por intrusões regulares da dorsal africana, que elevam as temperaturas sobretudo na bacia do Mediterrâneo, na Europa Central e do Sul. As anomalias positivas da temperatura do mar 🌡️, tanto no Mediterrâneo como na costa ocidental europeia, mantêm-se persistentes, reforçando a atual onda de calor marítima, que poderá prolongar efeitos até ao outono, especialmente se conjugada com um El Niño do Pacífico em intensificação.

Ao longo desta semana, o fortalecimento conjunto do anticiclone dos Açores e do anticiclone escandinavo deverá manter grande parte da Europa com temperaturas acima da média 🔥, com o sudoeste europeu a aquecer progressivamente. A partir de quarta-feira — dia do eclipse solar 🌚 — várias regiões europeias entram em onda de calor, sobretudo no interior do continente.

Em Portugal, o litoral deverá manter alguma moderação térmica, mas o interior aquece de forma marcada, com índices de ignição a subir. No Alentejo, as máximas poderão atingir ou ultrapassar os 40 °C até ao fim de semana♨️.

Entre sexta e domingo, o posicionamento em crista do anticiclone até às Ilhas Britânicas poderá permitir o desenvolvimento de movimentos convectivos na Península Ibérica ⛈️, favorecendo trovoadas isoladas no interior perto do início da segunda quinzena. Este padrão poderá induzir uma leve correção das temperaturas, embora ainda com muita incerteza: o início da próxima semana poderá trazer tanto persistência de calor quanto episódios convectivos dispersos no interior, dependendo da evolução das perturbações atlânticas, do anticiclone e da resposta térmica do continente.

A segunda quinzena de agosto — e a reta final do verão climatológico — prometem ser operacionalmente exigentes 🚨. A persistência de temperaturas altas mantém o coberto vegetal mais frágil, com stress térmico acumulado e maior suscetibilidade a ignições rápidas🔥⚠️🔴🟠. Com o Atlântico a despertar, o Mediterrâneo muito quente e a dorsal africana ainda ativa, entramos numa fase que exige monitorização contínua, tanto para episódios de calor extremo como para possíveis surtos convectivos no interior ibérico.👂

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09/07/2026

🌡️ Junho de 2026: calor histórico, impacto na saúde e a onda de calor em julho ♨️

Junho de 2026 foi o mais quente alguma vez registado na Europa Ocidental e o segundo mais quente a nível global, segundo o Copernicus Climate Change Service. A combinação de temperaturas recorde, ondas de calor persistentes e temperaturas da superfície do mar excecionalmente elevadas criou condições de stress térmico sem precedentes, com efeitos diretos na saúde pública. 🔥

A Europa registou pelo menos 3 700 mortes em excesso apenas em França, Bélgica e Países Baixos durante a onda de calor de 20–28 de junho, marcada por temperaturas acima dos 40 °C e noites anormalmente quentes. França contabilizou 2 025 mortes adicionais, a Bélgica 1 222, e os Países Baixos cerca de 480, sobretudo entre idosos, mas também com aumento significativo na faixa dos 45–64 anos. As autoridades alertam que estes valores são preliminares e deverão aumentar. ⚠️
O início de julho trouxe a primeira grande onda de calor do verão em Portugal, com temperaturas excecionalmente elevadas e mínimas anormalmente altas na Área Metropolitana de Lisboa (AML). O meteograma integrado iCA confirma noites tropicais persistentes, com mínimas entre 23–26 °C, valores raros tão cedo na estação e que reduziram drasticamente a recuperação fisiológica da população. 🌙

Estas noites quentes♨️, combinadas com humidades noturnas elevadas e fraca ventilação, criaram condições de stress térmico contínuo, contribuindo para o aumento da mortalidade. Segundo dados oficiais, Portugal registou 125 mortes em excesso e 237 mortes em excesso desde o início do ano, com o INEM a reportar picos de procura sem precedentes desde janeiro. Estes valores refletem a vulnerabilidade acrescida da população durante episódios de calor extremo, especialmente em regiões interiores e entre grupos etários mais avançados. 🧓❤️

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