03/06/2026
Nós últimos tempos tenho pensado muito sobre ausência.
A ausência de energia.
A ausência de motivação.
A ausência de saúde mental.
Aquele cansaço que não passa com uma noite de sono. O burnout. A depressão. A tristeza que às vezes chega sem pedir licença. O peso de continuar quando, por dentro, sentimos que já demos tudo.
E talvez por viver isto em silêncio tantas vezes, comecei a perceber uma coisa:
todos nós só queremos ser vistos.
Vistos na dor. Vistos no esforço. Vistos mesmo quando fingimos estar bem.
Às vezes basta alguém, uma frase, uma presença, uma energia… para nos fazer sentir menos sozinhos. Para nos arrancar um sorriso num dia pesado. Para nos lembrar, nem que seja por segundos, que pertencemos a alguma coisa, que pertencemos a alguém, que pertencemos a algum lugar.
E é impossível não pensar no impacto que certas pessoas acabam por ter em nós, mesmo sem talvez se aperceberem disso.
“Habemos Papa Amore” era mais do que uma frase. Era identidade. Era humor. Era ligação. Era aquele momento que fazia tanta gente sorrir, sentir-se próxima, sentir-se parte. 🖤
Hoje percebo ainda mais o valor das pessoas que deixam marca sem saber. Das pessoas que, através da sua energia, paixão e forma de estar, acabaram por fazer parte da história de tantos de nós.
Porque no fim… talvez o mais importante seja isto: o impacto que deixamos nos outros. O quanto fizemos alguém rir. O quanto fizemos alguém sentir-se visto. O quanto, mesmo sem saber, ajudámos alguém a continuar. Isto não é uma venda, é uma criação. Ele criou o império dele, e as pessoas pensavam que ele tinha tudo e agora questionam o porquê que o fez… e ele tinha… mas não o tinha a ele, a essência perdeu-se e ele perdeu-se na dor. Este não foi um ato para acabar com a vida, foi um ato para acabar com a dor, são duas coisas completamente diferentes. O meu coração está com esta família gigante.
Habemos Papa Amore.
O legado continua. 🖤