03/04/2018
Pequeno-almoço?
NAO SE PODE FALHAR💚💚💚
É do conhecimento geral que o pequeno-almoço é uma das refeições mais importantes, e que deve ser rico em nutrientes para começar o dia com energia e vitalidade. Ainda assim, apesar dessa ideia já ser transmitida desde longa data, ainda muitas pessoas se dirigem para o seu local de trabalho sem tomar o pequeno- almoço. O mesmo se passa com crianças e adolescentes. De acordo com dados estatísticos, 1 em cada 5 crianças vão para a escola sem tomar o pequeno-almoço. Muitos apontam a falta de tempo e a falta de apetite matinal como principais motivos para saltar esta refeição, e há ainda quem defenda que não identif**am a importância da realização do pequeno-almoço. Contudo, são diversos os estudos que demonstram a enorme importância do pequeno-almoço, principalmente para crianças e adolescentes, e são diversas as estratégias existentes para contornar os obstáculos à sua realização.
PORQUE DEVO TOMAR?
O pequeno-almoço é a primeira refeição realizada após um período de jejum noturno, no qual o corpo necessitou de ir às suas reservas energéticas para obter energia para se regenerar e desempenhar funções básicas. Não tomar o pequeno-almoço é, no fundo, prolongar esse período de jejum e de recurso corporal às reservas energéticas, sendo esse processo menos eficiente do que a obtenção da energia a partir dos alimentos. Isso provoca uma maior sensação de sonolência e fadiga, e a um menor desempenho cognitivo e físico, principalmente no período da manhã. Há ainda quem experimente dores de cabeça, agitação, má disposição geral e mesmo maior irritabilidade.
Os sintomas fazem-se sentir principalmente a nível cognitivo uma vez que, dos vários substratos energéticos que o corpo é capaz de utilizar em jejum, os açúcares são os que mais depressa se gastam, contudo são aqueles que o nosso cérebro realmente necessita para poder desempenhar as suas funções corretamente. A proteína muscular é também um dos substratos utilizados para obter energia, o que leva à redução da massa muscular e, consequentemente, a uma diminuição do gasto energético em repouso – e, consequentemente, a um ganho facilitado de peso, que constitui um factor de risco cardiovascular.
Além desses sintomas, muitas pessoas que saltam o pequeno-almoço tendem a sentir maior fome e apetite no decurso da manhã e ao almoço, compensando com a ingestão de maior quantidade de alimentos e/ou com alimentos mais calóricos e pouco ricos a nível nutricional. A ingestão de grandes quantidades de alimentos numa única refeição leva a um aumento do volume gástrico, estimulando o consumo de maior quantidade de alimentos em próximas refeições, e gera também um maior afluxo da circulação sanguínea para o sistema digestivo, e menos afluxo a nível do sistema nervoso, levando a maior sonolência e menor capacidade de concentração. No que toca à ingestão de alimentos nutricionalmente pobres (com poucas fibras, vitaminas e minerais) mas com elevado contributo energético, pode gerar um pior perfil nutricional, com o aumento de peso acompanhado de carências de vitaminas e minerais. O excesso de peso e obesidade, além de esteticamente indesejados, constituem fatores de risco para diversas doenças, como diabetes, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares.
Um estudo apresentado na American Heart Association Conference demonstrou que a toma de pequeno-almoço todos os dias estava associada à redução de 30%-50% do risco de obesidade e de resistência à insulina. Outros estudos publicados no American Journal of Clinical Nutrition demonstraram um menor risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 e doença cardíaca em pessoas que tinham o hábito de consumir o pequeno-almoço. Contudo, no que toca ao efeito preventivo, importa não só a toma do pequeno-almoço mas também a sua qualidade.