27/08/2026
Em 2011, a secretária do escreveu uma recomendação sobre ele.
Em 2026, um engenheiro de dados liderado por ele, escreveu outra. Usaram a mesma palavra.
Entre as duas, quinze anos. Funções que não conversam entre si. Empresas diferentes. Elas nunca se falaram.
A palavra foi: aprendi.
E não foram só as duas. Ana Paula, executiva de contas. Larissa, social media. Isabella, analista de BI. Rafa, estagiário de TI. Seis pessoas, seis funções, três décadas diferentes. A mesma palavra.
Mas o depoimento que mais desmontou o foi o do Rafa.
Ele era estagiário. Podia ter elogiado o cuidado que recebeu de mim. Não foi isso que escreveu. Ele destacou "o comprometimento com o desenvolvimento dos demais estagiários da empresa".
Ele elogiou o cuidado com quem nem reportava ao .
E o João, que hoje lidera dados, escreveu algo que o nem tinha percebido naquele momento: "é um gestor que confia no time, me deu liberdade para assumir responsabilidades de gestão".
Não é só ensinar. É entregar poder.
Aqui está o que o aprendeu relendo tudo isso junto:
Recomendação de chefe é currículo.
Recomendação de par é reputação.
Recomendação de liderado é caráter.
Confira as recomendações na íntegra: https://www.linkedin.com/in/rodrigoarnaut/details/recommendations
Um líder pode ser lembrado com carinho por quem estava do lado e com alívio por quem estava embaixo. O teste real é quando as duas colunas dizem a mesma coisa.
Então f**a a pergunta, para você que lidera:
Se as pessoas que reportam a você escrevessem sobre você amanhã, sem que você lesse antes, qual palavra apareceria mais vezes?
Pensa com calma. E depois vai lá escrever uma recomendação para alguém que você liderou. Hoje.