31/07/2026
Nem todo perfil precisa ensinar o público a fazer.
E isso não significa esconder conhecimento. Significa entender o que você vende e para quem está falando.
Se o seu produto é voltado para quem quer fazer por conta própria, conteúdos educativos fazem sentido. Eles mostram caminhos, ensinam processos e aproximam pessoas que querem aprender.
Mas se você presta um serviço para quem não quer aprender a fazer, transformar o perfil em uma sala de aula pode atrair uma audiência que consome suas dicas, mas não tem intenção de contratar você.
Ensinar não impede uma contratação. Mas ensinar as coisas erradas pode aproximar o público errado.
Quem deseja contratar um serviço nem sempre precisa saber como ele é executado. Muitas vezes, essa pessoa precisa:
• reconhecer o problema que está enfrentando
• entender as consequências de continuar como está
• perceber que existe uma solução
• confiar que você consegue conduzi-la
• enxergar por que vale a pena contratar você
É aí que entra a estratégia.
Ser estratégico não é usar um formato específico, postar todos os dias ou colocar uma chamada para venda no final.
É saber por que aquele conteúdo existe.
Quero construir autoridade?
Quero gerar identificação?
Quero fazer o público perceber um problema?
Quero apresentar minha solução?
Quero vender um serviço ou um produto para quem faz sozinho?
O conteúdo muda conforme a resposta.
Você não precisa publicar tudo o que sabe. Precisa publicar aquilo que ajuda as pessoas certas a entenderem que você pode ajudá-las.
Antes de perguntar “o que eu devo postar?”, responda:
“O que eu vendo, para quem eu vendo e qual pensamento quero provocar nessa pessoa?”
Isso já é ser estratégico.