07/03/2017
TUDO ISSO QUE TEM VISTO NA INTERNET É REAL?
Com o advento da internet muitas informações onde seriam encontradas apenas em jornais de papel ou telejornais circulam indiscriminadamente em blogs ou paginas do Facebook e whatsapp por exemplo.
MAS SERIAM ESSAS INFORMAÇÕES REAIS?
Notamos que principalmente no campo político houve junto com a popularidade da internet um crescimento de acusadores e defensores de personalidades políticas que antes ocorria apenas no ambiente politico e hoje se extende a toda pessoa com acesso a internet.
Os motivos os quais faz com que esse fenômeno aconteça são vários, dentre a atual recessão que o país enfrenta a exposição de atos de corrupção de muitos dos políticos brasileiros, o que causa revolta ao cidadão e este passa a buscar informações a respeito. Agora é que vem ponto, dentre as informações disponíveis na internet quais são verdadeiras?
Segue então algumas dicas para o internauta não se deixar levar por alguém que publicou algo sem ter o mínimo de responsabilidade a respeito.
CRUZAMENTO DE FONTES: buscar informações-chave relacionadas à notícia em questão no Google e verificar se outros veículos também falaram dela, e em quais termos. Caso você encontre apenas uma ou duas fontes para aquela informação, DESCONFIE!! . Se encontrar várias fontes, mas todas elas forem cópias, também tenha cautela.
BUSCAR A FONTE ORIGINAL: Uma notícia ou print mostra que uma figura pública disse ou fez alguma coisa. Confira nos canais oficiais daquela pessoa se o print é verdadeiro, ou se há uma entrevista original, publicada em um veículo de confiança, que exiba a declaração em questão. Também é importante ficar atento a perfis falsos - muitas vezes, prints de declarações polêmicas têm origens em perfis não-oficiais, às vezes criados com propósitos humorísticos, outras para difamar alguma figura pública.
ADJETIVOS DEMAIS SÃO SUSPEITOS:
O excesso de adjetivos para difamar ou exaltar alguém ou algo, ou seja, um viés muito claro de acusação ou defesa no texto, também merecem sinal amarelo (especialmente em textos noticiosos).
FAÇA UMA BUSCA REVERSA DA IMAGEM:
Muitas fotos que circulam nas redes sociais são montagens. Antes de compartilhar a suposta foto da capa da revista “Time” que mostra uma reportagem bombástica sobre o Brasil, confira no próprio site do veículo - ou faça uma busca reversa, que procura a imagem no Google e encontra outros lugares em que ela (ou versões parecidas) foram publicadas. Para fazer isso, basta acessar a busca de imagens do Google. Então, clique no ícone de câmera dentro do campo de busca e transfira a imagem que gostaria de pesquisar.
HÁ GENTE QUE SE DEDICA A ACHAR BOATOS:
Para qualquer tipo de informação recebida via Whatsapp e Facebook, há sites dedicados exclusivamente a pesquisar e confirmar (ou não) os boatos espalhados nas redes. Dois dos mais famosos são o E-Farsas e o Boatos.org. Uma visita rápida pode evitar o compartilhamento de uma informação falsa.
VERIFIQUE A DATA DA PUBLICAÇÃO:
Em um contexto e data diferente, uma notícia antiga pode servir a uma narrativa atual completamente diferente daquela em que ela estava inserida no passado. Por isso, é comum que links antigos ganhem novas ondas de compartilhamento anos depois de publicados. Para evitar que uma informação fora de contexto contamine seu julgamento, adquira o hábito de checar a data de publicação de uma matéria antes de compartilhá-la. Geralmente, essa informação se encontra embaixo do título.
VÁ ALÉM DO TÍTULO:
É relativamente comum o compartilhamento de informações por Whatsapp e Facebook apenas com base no título do link. O título, no entanto, pode ser modificado: além de o Facebook permitir isso na publicação do conteúdo, também é possível usar ferramentas que mudem o título exibido quando o link é compartilhado. Por isso, evite compartilhar material sem ler o conteúdo completo.
SEM FONTE, NÃO CONFIE:
Em muitos casos, textos ou vídeos compartilhados por mensagens do Whatsapp vêm sem uma fonte ou, então, mencionam fonte sem um link para ela. Cheque sempre, usando o Google, se a informação é verdadeira e está mesmo disponível na fonte mencionada. Se o conteúdo vier sem fonte, é muito improvável que seja real. Além disso, ligue o radar diante de vídeos ou áudios gravados por completos desconhecidos. Qualquer um pode fazer um vídeo ou áudio de Whatsapp e dizer o que quiser, e já temos provas suficientes de que muita gente inventa informações falsas para compartilhar nessas redes.
NA DÚVIDA, PENSE DUAS VEZES:
“Na dúvida, achei melhor compartilhar.” Você já deve ter lido a frase por aí. No entanto, embora a abordagem seja muitas vezes bem intencionada, ela pode ter efeitos trágicos como aqueles mencionados nos primeiros parágrafos deste texto. Caso não consiga obter confirmação de uma informação que consumiu na internet, recomendamos que considere não compartilhá-la.