12/04/2025
A toxicidade do chumbo gera desde efeitos claros, ou clínicos, até efeitos sutis, ou bioquímicos. Estes últimos envolvem vários sistemas de órgãos e atividades bioquímicas. Nas crianças, os efeitos críticos atingem o sistema nervoso, enquanto que nos adultos com exposição ocupacional excessiva, ou mesmo acidental, os cuidados são com a neuropatia periférica e a nefropatia crônica. Em situações raras, os efeitos sobre a síntese da heme proporcionam indicadores de exposição ao chumbo na ausência de conseqüências quimicamente perceptíveis. Também os sistemas gastrintestinal e reprodutivo são alvo da intoxicação pelo chumbo.
|⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀|
Dentre os problemas agudos causados pelo chumbo estão perturbações gastrointestinais (náuseas, vômitos, dor abdominal), danos hepáticos e renais, hipertensão e alguns efeitos neurológicos (mal-estar, sonolência, encefalopatia).
|⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀|
Os efeitos a longo prazo mais comuns são anemia, distúrbios neurológicos , incluindo dor de cabeça, irritabilidade, letargia, convulsões, fraqueza muscular, ataxia, tremores e paralisia, além de alguns estudos indicarem a relação do chumbo com o deficit de atenção e má formação do feto em grávidas.
|⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀|
A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) classificou os compostos de chumbo inorgânicos como provavelmente cancerígenos para os seres humanos. Além disso, estudos indicam o chumbo como um disruptor endócrino, podendo alterar a forma natural de regulação hormonal do organismo.