Sertesp SERTESP - Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo

Há mais de 60 anos atuando como um dos órgãos mais representativos do setor da comunicação, o SERTESP - Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo vem desenvolvendo eficiente prestação de serviços aos seus associados, colocando-se sempre em defesa dos interesses da classe. Fundado em 1940 como Associação Profissional das Empresas de Radiodifusão do Estado de São Paulo e ten

do como presidente Manfredo Antonio da Costa, foi reconhecido como sindicato em 1941, com 18 empresas de radiodifusão, sendo 10 sediadas na capital e oito no interior. Atualmente com mais de 300 afiliados em todo Estado e na Grande São Paulo, coloca à disposição dos associados uma ampla e bem montada infra-estrutura em sua sede própria, capaz de prestar a todos os mais relevantes serviços.

20/10/2016

Divulgada primeira lista das emissoras prontas para migração AM/FM

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) divulgou, nesta quarta-feira (19), a primeira lista com 144 emissoras que já estão prontas para migrar do AM para o FM.

A Abert aguarda a divulgação de outras listas para breve, totalizando um número de rádios migrantes maior que 350.

Todas as emissoras que constam da primeira lista já estão convocadas para assinar o termo aditivo em 7 de novembro, quando se comemora o Dia do Radialista. A solenidade de assinatura será no Palácio do Planalto, a partir das 10h, e terá a presença do presidente Michel Temer e do ministro das Comunicações, Gilberto Kassab.

O estado de Minas Gerais tem o maior número de emissoras aptas para a migração, com 15 rádios. Em seguida, estão as emissoras do Ceará (12), Mato Grosso (11), Bahia (11), Paraná (10), Santa Catarina (10), São Paulo (10) e Rio Grande do Norte (8), além das rádios dos demais estados constantes da lista.

Para facilitar o acesso ao Palácio do Planalto, as emissoras deverão confirmar presença, junto à ABERT, o mais breve possível, indicando o nome do participante, identidade e CPF. Posteriormente, deverão informar os dados ao Ministério das Comunicações, onde será concluído o processo de assinatura.

De acordo com a lista divulgada, 48 emissoras já receberam o boleto e ainda não efetuaram o pagamento da diferença de outorga. A ABERT alerta que os radiodifusores interessados em assinar o termo aditivo junto ao MCTIC devem realizar o pagamento do boleto imediatamente.

20/10/2016

Comissão Mista aprova MP que flexibiliza Voz do Brasil de forma permanente

A Medida Provisória 742/16 que flexibilizou o horário do programa A Voz do Brasil durante os jogos olímpicos e paralímpicos foi aprovada, nesta quarta-feira (19), na Comissão Mista do Congresso Nacional.

Pelo texto aprovado, de relatoria do deputado José Rocha (PR-BA), a flexibilização do horário, entre 19h e 22h, será permanente.

O programa deverá ser retransmitido sem cortes com início às 19h, pelas emissoras educativas; e entre 19h e 21h, pelas emissoras comerciais e comunitárias.

Após a aprovação na Comissão Mista, o texto ainda deverá ser analisado e votado no plenário da Câmara dos Deputados e, depois, no plenário do Senado.

A flexibilização permanente do horário da Voz do Brasil é uma antiga demanda da ABERT, que não poupou esforços, mobilizando parlamentares e representantes do setor para a questão. Em pleitos anteriores da Associação, o governo federal autorizou a flexibilização durante os jogos da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio 2016.

Para o diretor geral da ABERT, Luis Roberto Antonik, essa conquista é um mérito da radiodifusão, que dá ao ouvinte a chance de acompanhar a programação da emissora, garantindo assim, uma maior audiência. Todavia, ainda demandará forte mobilização do setor para obter a aprovação definitiva nos plenários da Câmara e do Senado.

“É uma enorme conquista para o rádio e, principalmente, para a sociedade. O ouvinte tem que ter a liberdade de escutar o que quiser às 19h. Quem gosta de música, ouvirá uma rádio que esteja tocando música, quem gosta de notícia, a mesma coisa, e quem prefere as informações da Voz do Brasil, também terá inúmeras emissoras para acompanhar o programa”, afirma Antonik.

Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisã

19/10/2016

Correios distribuirão antenas e conversores digitais na capital paulista

São Paulo será a próxima capital do país a desligar o sinal analógico de TV. As famílias beneficiadas pelos programas sociais do governo federal receberão kits de conversores digitais com antena para assistirem sua programação totalmente em sinal digital. Os Correios distribuirão gratuitamente 1,6 milhão de kits na maior cidade do país.

Previsto pela portaria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), o desligamento deve acontecer em março de 2017.

Na primeira fase, moradores de Embu das Artes, Embu Guaçu, Vargem Grande Paulista, Itapecirica da Serra, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Ibiúna, Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Cajamar e Mairiporã receberão os conversores digitais.

Na segunda fase da operação, além da capital paulista, os equipamentos serão entregues pelos Correios em mais 26 municípios da região metropolitana. A operação vai até fevereiro de 2017 e faz parte do cronograma da Seja Digital, empresa responsável pela digitalização no país.

Até o fim do processo de desligamento do sinal analógico em todo o Brasil, em 2018, mais de 14 milhões de famílias devem receber o kit.

Para mais informações sobre a chegada da TV digital na sua cidade, acesse www.sejadigital.com.br ou ligue grátis para 147.

O Sinal analógico de TV da sua Cidade será migrado para o Sinal Digital.Confira quando isso vai acontecer e os Benefícios da TV Digital. Saiba Mais!

Liberdade de expressão na internet é tema de seminárioO impacto do compartilhamento de matérias em redes sociais, o dire...
11/10/2016

Liberdade de expressão na internet é tema de seminário

O impacto do compartilhamento de matérias em redes sociais, o direito autoral dessas matérias e a privacidade de dados colocados na rede mundial de computadores serão temas debatidos no seminário Privacidade, sigilo e compartilhamento.

Promovido pelo Instituto Palavra Aberta e pelo Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura da ECA-USP, o evento será realizado nos dias 17 e 18 de novembro, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc de São Paulo.

O seminário terá palestras dos professores da USP, Eugênio Bucci e Luli Beiguelman; da advogada da Comissão Especial de Defesa da Liberdade de Expressão da OAB, Taís Gasparian; e de outros especialistas em comunicação.

O segundo dia do evento será dedicado à apresentação de trabalhos acadêmicos sobre os temas. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site: www.palavraaberta.org.br

Seminário Privacidade, sigilo e compartilhamento

Data: 17 e 18 de novembro de 2016 (quinta e sexta-feira)

Horário: 10h às 19h

Local: Centro de Pesquisa e Formação do Sesc de São Paulo | Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar, Bela Vista – São Paulo – SP

Participe deste evento que acontece nos dias 17 e 18 de novembro, em São Paulo, e saiba sobre o impacto das novas tecnologias na comunicação e o exercício da liberdade de expressão em ambientes digitais…

29/09/2016

TCU PREPARA LEVANTAMENTO SOBRE MUDANÇA DO MODELO DE TELECOM

29 de Setembro de 2016
Tela Viva-Notícias

POR SAMUEL POSSEBON
[email protected]

O Tribunal de Contas da União está finalizando o levantamento em que acompanha o processo de revisão do modelo de telecomunicações. O relatório da equipe técnica do TCU deve chegar esta semana ao ministro Bruno Dantas, que acompanha os temas relacionados às telecomunicações. A análise não é, nesse momento, nem decorrente de uma auditoria nem fruto de fiscalização do Tribunal de Contas. Trata-se de um levantamento preliminar sobre as variáveis que estão sendo (ou deveriam estar sendo) consideradas no processo, as alternativas, implicações e elementos de análise que irão, no futuro, fundamentar ações de fiscalização e auditoria do TCU. O relatório, entretanto, já deverá indicar, ainda que em caráter sigiloso, as próximas ações.

Outro assunto crítico que o TCU em algum momento terá que se posicionar, ainda que nesse aspecto não haja, segundo apurou este noticiário, nenhum entendimento prévio, é sobre o pedido de mediação feito pela Oi à Justiça do Rio de Janeiro, onde corre o processo de recuperação judicial da empresa. A Oi quer uma mesa de negociação com o governo, o que incluiria o Tribunal de Contas da União, para resolver o problema das multas da Anatel e negociação de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) com a agência e com a AGU. O problema é que, no caso dos TACs com a agência, o processo está suspenso por determinação cautelar do próprio TCU, e o tribunal não sabe ainda se, caso convidado pela Justiça, participaria de uma mediação, pois isso nunca aconteceu na área de infraestrutura e não há precedentes legais, segundo apurou este noticiário junto a fontes do tribunal.

Também está na agenda da Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura de Telecomunicações (SeinfraAero Telecom) uma auditoria sobre o programa de Cidades Digitais do Ministério as Comunicações (hoje parte da secretaria de telecomunicações do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações). Esse relatório ainda leva mais algumas semanas para ser concluído.

Análise

Escrevemos recentemente que o TCU está tirando o protagonismo da Anatel nas questões referentes ao mercado de telecom e se tornando cada vez mais determinante na definição de questões do setor. Mas existem algumas perspectivas que precisam ser registradas: primeiro, que essas análises não são novas, mas têm sido feitas desde a privatização do Sistema Telebrás e criação da Anatel. O que tem acontecido é que, com o tempo, as decisões do TCU passaram a ter mais peso, pelo protagonismo adquirido pelo órgão e relavância do setor.

Além disso, o TCU também tem feito cobranças semelhantes às que faz para a Anatel em relação ao ministério formulador de políticas na área de telecomunicações (antes Minicom, hoje MCTIC). A leitura dentro do TCU, inclusive registrada nas análises, é que muitas das falhas apontadas ao trabalho da Anatel decorrem, inclusive, de uma falta de clareza em relação às diretrizes políticas e prioridades emanadas pelo Executivo, o que deixa a agência sem rumo em momentos críticos.



Outro aspecto importante: o TCU tem recebido, quando conversa com as empresas do setor, muitas indicações de que determinadas medidas regulatórias não são tomadas pela Anatel porque o TCU não aceitaria. A resposta do TCU às empresas, nestas circunstâncias, é que o tribunal não atua como orientador ou validador das ações da agência, nem procura entrar no mérito das decisões tomadas. A análise, na visão técnica do TCU, seria sempre feita sempre a posteriori, considerando a fundamentação legal, as análises de impacto e o uso eficiente dos recursos públicos, salvo em situações que requeiram medidas cautelares, como foi no caso da fusão entre Oi e Brasil Telecom (cuja cautelar caiu em um dia) ou na celebração de TACs entre as operadoras e a Anatel. Não haveria, portanto, motivo para temer o TCU, desde que as decisões tenham fundamento e legalidade.

28/09/2016

PROPOSTA EXPLICITA FORMA DE DIREITO DE RESPOSTA NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

28 de Setembro de 2016
Agência Senado-Comissões

Está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) projeto (PLS 89/2016) do senador Roberto Requião (PMDB-PR) que modif**a a Lei do Direito de Resposta nos meios de comunicação (Lei 13.188/2015). O objetivo do parlamentar é explicitar a forma como deve ocorrer a resposta na televisão e no rádio.

Pela proposta, em se tratando de meio televisivo, a resposta do ofendido poderá ser veiculada tanto por meio de texto escrito, a ser lido por agentes da empresa de televisão, como por meio de gravação de áudio ou audiovisual, a ser feita pelo próprio ofendido ou por pessoa por ele estabelecida.

No que se refere ao rádio, a resposta pode ser tanto por texto escrito a ser lido por locutores do próprio veículo, como por meio de gravação a ser divulgada, podendo ser realizada pelo próprio ofendido ou por outra pessoa por ele indicada. O projeto também explicita que, no meio escrito, a resposta poderá ser veiculada exclusivamente por texto escrito.

Em qualquer hipótese, os textos escritos, bem como as gravações de áudio ou audiovisuais, poderão ser veiculadas por aprovação do meio de comunicação e, caso esta seja negada, após homologação da autoridade judiciária.

Razões

Requião argumenta que sua proposta visa corrigir uma "interpretação equivocada" feita pela ex-presidente Dilma Rousseff, quando no ano passado vetou um único dispositivo da Lei 13.188: o que previa que, ao tratar-se de mídia televisiva ou rádio, o ofendido poderia requerer o direito de dar a resposta ou fazer a retif**ação pessoalmente. A lei resultou de projeto (PLS 141/2011) de autoria de Requião.

Dilma argumentou então, que ao não definir critérios para a participação pessoal do ofendido, o dispositivo poderia desvirtuar o exercício do direito de resposta. A justif**ativa do veto foi considerada "irracional" pelo senador.

Requião afirma que todo o projeto de lei do direito de resposta encontra seu pressuposto de validade na Constituição. A Carta assegura o direito de resposta proporcional ao agravo, além de uma indenização por dano material, moral ou à imagem.

"É equivocada a interpretação de que o ofendido poderia apresentar-se pessoalmente na TV ou rádio, falando de esponte próprio, sem se submeter a qualquer juízo prévio. Nunca foi esse o objetivo. Jamais, em um mais jejuno esforço de interpretação sistemática interna àquela norma, se conseguiria chegar a tal anacrônico entendimento", argumenta o senador.

Requião observa ainda que o artigo 8º da Lei exclui a possibilidade do ofendido ir à televisão ou à rádio exercer seu direito de resposta ao vivo, exigindo que a mídia gravada seja submetida à prévia anuência do Juízo competente, antes da veiculação.

"O que confere não é nada além do direito ao ofendido de optar por gravar ele próprio a resposta ou requerer a alguém que faça a gravação", explica o senador em sua justif**ativa.

Tramitação



A proposta, que está sendo relatada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), será votada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania em decisão terminativa. Se for aprovada e não houver recurso para votação do texto pelo Plenário, poderá seguir direto para a Câmara dos Deputados.

26/09/2016

PUBLICIDADE DIGITAL TEM SUA EFICÁCIA CONTESTADA

26 de Setembro de 2016
Valor Econômico-The Wall Street Journal Americas

Por Suzanne Vranica e Mike Shields | The Wall Street Journal

Os profissionais de marketing que têm investido pesadamente na publicidade do mundo digital enfrentaram recentemente uma série de problemas que agravaram um cenário já complicado: alguns estão descobrindo que não têm garantias sobre os benefícios gerados por esses anúncios.

A falta de transparência que assola o mercado publicitário ficou bastante vidente na semana passada. Revelações de que o Facebook Inc. superestimou em até 80% o tempo médio que as pessoas viam anúncios em vídeo em sua plataforma chocaram o mundo da publicidade e mídia.

Enquanto isso, a japonesa Dentsu Inc., uma das maiores agências de publicidade do mundo, admitiu na sexta-feira que cobrou mais do que devia por anúncios na internet de pelo menos 111 empresas. O "mea culpa" foi motivado por uma reclamação da Toyota Motor Corp. que seus anúncios na internet não estavam tendo o impacto prometido. A Dentsu se desculpou e culpou funcionários sobrecarregados de trabalho pela cobrança indevida.

Ao mesmo tempo, os profissionais de marketing estão questionando cada vez mais se suas agências de publicidade aceitaram descontos de empresas de mídia sem informar seus clientes. Uma investigação no início do ano sobre descontos na indústria destacou os negócios de publicidade digital como uma área essencial para análise. Empresas como a General Electric Co. e J.P. Morgan Chase & Co., entre outras, abriram auditorias sobre suas agências. Os grupos de publicidade negam qualquer conduta irregular.

Esses acontecimentos intensif**am a preocupação dos profissionais de mídia de que a publicidade digital - que promete atingir consumidores que hoje estão grudados em seus dispositivos móveis e gastam menos tempo com a mídia tradicional - tem armadilhas e riscos reais.

A falta de transparência e de medição confiável na publicidade on-line estará entre os temas pressionando os executivos do mercado publicitário que se reúnem esta semana em Nova York para o evento Advertising Week. Eles também estão com receio de estar gastando bilhões de dólares em anúncios que não são "visíveis", ou visíveis ao olho humano, ou que estejam sendo exibidos em sites com tráfego falso gerado por computador.

Essa confluência de problemas "poderia ser um ponto de inflexão" sobre a forma que os profissionais de marketing percebem a publicidade digital, possivelmente prejudicando o crescimento do mercado digital mundial, que movimenta US$ 194 bilhões por ano, diz Bob Liodice, diretor-presidente da Associação de Anunciantes Nacionais, grupo setorial dos Estados Unidos.

"Os profissionais de marketing estão reavaliando o nível de investimento na área digital porque estão começando a questionar o que eles estão de fato recebendo em termos de retorno sobre o investimento", diz Liodice.

A grande questão para os profissionais de marketing é "estamos obtendo o valor real daquilo para o qual pagamos?", diz Grant Leech, diretor de gestão de marca da operadora de celular U.S. Cellular Corp.

Apesar de suas reservas, os profissionais de marketing terão pouca opção, a não ser continuar ampliando os gastos com publicidade digital, especialmente em dispositivos móveis, se esperam atingir consumidores que gastam cada vez menos tempo na mídia tradicional.

No caso do Facebook, a empresa afirmou que a métrica divulgada por dois anos sobre o tempo médio que os usuários passam vendo os vídeos foi artificialmente inflada porque ela só considera os vídeos vistos por pelo menos três segundos, descontando períodos mais curtos. Grandes agências de publicidade pressionaram o Facebook por mais detalhes e a compradora de espaço de mídia Publicis Media, divisão do Publicis Groupe SA, foi informada que o erro do Facebook provavelmente superestimou a média do tempo gasto vendo os vídeos entre 60% e 80%, divulgou o The Wall Street Journal.

Na sexta-feira, o Facebook pediu desculpas sobre a falha. "Embora esta seja apenas uma das métricas vistas por profissionais de marketing, nós levamos a sério qualquer erro", disse David Fischer, diretor de negócios de parcerias de marketing do Facebook, em um post. A revelação do Facebook fez sentido para muitos grandes executivos do setor, que consideram que várias grandes plataformas on-line são "walled gardens" imensuráveis, ou plataformas fechadas, que fornecem informações limitadas sobre o desempenho da mídia e os anúncios em suas redes.

"O principal ponto para mim é que os 'walled gardens' precisam desaparecer e eles precisam ser tratados em igualdade de condições com outros fornecedores", diz Ron Amram, diretor de mídia da cerveja Heineken. Ele acrescenta que, junto com sua agência, vai se reunir esta semana com o Facebook para discutir o impacto da discrepância na métrica de visualização dos vídeos.

A notícia tem implicações para as empresas que concorrem com o Facebook na disputa por anúncios. O Facebook possui uma fatia de 22% do mercado publicitário móvel dos EUA, de US$ 46 bilhões, de acordo com a firma de pesquisa eMarketer, e sua receita com anúncios em dispositivos móveis saltou 80% no último trimestre. Esses concorrentes devem tentar tirar vantagem da falha na métrica do Facebook.

Plataformas como Facebook, YouTube, Twitter e Snapchat se gabam do número de pessoas que veem vídeos em seus serviços.

Por outro lado, as avaliações da firma de pesquisa Nielsen sobre os negócios na TV servem como moeda padrão para a compra e venda de espaço publicitário. Embora os compradores de espaço na TV e as redes de TV há tempos reclamem dos dados da Nielsen, os profissionais de marketing gostam de ter informações de uma fonte independente em que possam confiar.

As plataformas on-line estão "nos dizendo o quanto elas valem e é difícil verif**ar [se isso está correto]", diz Leech. Ainda assim, ele diz não estar pronto para cortar os gastos com mídia digital.

"Se não tivermos um sistema amplo de verif**ação independente na mídia digital, isso vai influenciar a forma como os profissionais de marketing investem seus recursos", diz Keith W**d, diretor de marketing da Unilever PLC.



(Colaborou Alexandra Bruell.)

19/09/2016

ANATEL DIVULGA CONSULTA PÚBLICA PARA INCLUSÃO E EXCLUSÃO DE CANAIS AM E FM
A Superintendência de Outorgas e Recursos à Prestação da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) divulgou na terça-feira uma consulta pública com centenas de alterações em canais de FM e AM. Estas frequências fazem parte dos 1781 canais vagos no Brasil que não foram colocados em licitação. O destaque f**a para as exclusões de canais não utilizados em Ondas Médias que foram sugeridas pela agência.

A proposta visa a alteração dos Planos Básicos de Distribuição de Canais de Televisão em VHF e UHF – PBTV, de Retransmissão de TV – PBRTV, de Televisão Digital – PBTVD, de Radiodifusão Sonora em Frequência Modulada – PBFM, de Radiodifusão Sonora em Onda Média – PBOM e do Plano de Referência para Distribuição de Canais do Serviço de Radiodifusão Comunitária – PRRadCom. Foram indicadas diversas alterações de frequências e também mudanças de localização dos parques de transmissão das rádios.

Entre as mudanças apresentadas para a análise do público, estão mais de cem canais em Ondas Médias. Essas frequências não despertaram interesse e, com isso, não foram colocadas em licitação. Além disso, o avançar do processo de migração das AMs também causou desinteresse nestes canais.

Para participar das consultas, as contribuições e sugestões fundamentadas e devidamente identif**adas devem ser encaminhadas por meio do formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública (SACP) http://sistemas.anatel.gov.br/sacp, até às 24 horas do dia 10 de outubro de 2016.

15/09/2016

RÁDIOS VIA-SATÉLITE ESTÃO SOFRENDO INTERRUPÇÃO DE SINAL DEVIDO A INTERFERÊNCIA SOLAR

Em alguns períodos do ano (normalmente janeiro e setembro), a comunicação por satélite está sujeita a um fenômeno de interferência solar, resultado da posição do sol com os satélites de comunicação. Com isso, rádios que são afiliadas de redes estão ?perdendo? o sinal com as matrizes por alguns segundos e f**ando fora do ar e obrigando as rádios a seguirem com programações durante o período.

Os satélites de comunicação movimentam-se numa órbita ao redor da Terra que, por sua vez, movimenta-se ao redor do sol. Em algumas épocas do ano, o sol, em seu movimento aparente no céu, passa ?por trás? do satélite, provocando uma interferência nas antenas das estações e, consequentemente, a interrupção de recebimento dos sinais.

Este é um fenômeno natural e imprevisível em relação ao dano que gera nas recepções de satélite. O período de interferência solar previsto varia de 1 minuto a 40 minutos e 20 segundos. Estas datas e horários variam de um Estado para o outro.

Segundo Dário Canuto, proprietário da DC Telecom e responsável pela área técnica da Rede Feliz Sat (liderada pela Feliz FM 92.5 de São Paulo), o fenômeno ocorre apenas nas emissoras que recebem suas programações por meio de satélites. ?Apenas afiliadas das redes podem sofrer essa interferência. As rádios com programações locais não são atingidas. Os dias e as horas dependem do estado que estão situadas?, explicou Dário.

08/08/2016

Com a abertura das Olimpíadas Rio 2016, começa a flexibilização da Voz do Brasil

Começa nesta sexta-feira (5) a flexibilização do horário de transmissão, pelas emissoras de rádio, do programa A Voz do Brasil. Até o dia 18 de setembro, todas as emissoras, inclusive as que não forem transmitir as competições olímpicas, poderão escolher o melhor horário para veiculação do noticiário entre 19h e 22h.

Determinada pela Medida Provisória 742, a flexibilização acontecerá durante as Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio 2016 e atende a um pedido da ABERT, a exemplo do que aconteceu na Copa do Mundo de 2014. “As emissoras, mas principalmente os ouvintes, reclamam por serem privados das informações olímpicas, resultando numa baixa audiência durante o horário considerado nobre, para não falar pífia”, afirma o diretor geral da ABERT, Luis Roberto Antonik.

Após o período dos jogos olímpicos e paralímpicos, o programa voltará a ser veiculado no horário normal, das 19h às 20h, de segunda a sexta-feira, em cadeia nacional de rádio.

A decisão do governo foi comemorada pelas rádios. Para o coordenador do departamento de Esportes da Rádio Itatiaia (MG), Michel Ângelo, o ouvinte será o maior beneficiado.

"Para a Itatiaia, que tem a maior equipe do rádio brasileiro nos Jogos Olímpicos do Rio, a flexibilização da Voz do Brasil representa a possibilidade de uma cobertura mais abrangente e completa. Sem dúvida, ganha o ouvinte, que poderá acompanhar a Olimpíada em tempo real sem migrar para outro meio, principalmente na volta do trabalho".

Animados com a possibilidade de mudanças definitivas no horário de veiculação, os radiodifusores começam a se movimentar junto aos parlamentares para tornar permanente a flexibilização do horário. Por se tratar de uma MP, a mudança passou a valer como lei. O Congresso Nacional tem um prazo de até 120 dias, a partir da publicação no Diário Oficial da União, em 26 de julho, para decidir se aprova ou não a medida. Nesse período, emendas deverão ser apresentadas ao texto, tornando permanente a veiculação do programa em horários alternativos.

Copa do Mundo/2014: apenas 33% das rádios flexibilizaram A Voz do Brasil

De acordo com pesquisa encomendada pela ABERT, durante o mundial de 2014, apenas um terço das 10,5 mil rádios optou pela flexibilização. Segundo Antonik, a baixa adesão tem como justif**ativa a própria história do programa, no ar há mais de 80 anos.

“Uma boa parte das rádios brasileiras já desenvolveu um modelo de negócios em que, após as 19 horas, a rádio não existe. A audiência cai a praticamente zero. Quando A Voz do Brasil termina, às 20 horas, a audiência aumenta lentamente, mas só consegue um pico às 8 horas da manhã do dia seguinte”, afirma.

Segundo dados do IBOPE, a flexibilização aumentou em média 8% a audiência do programa na Copa. “Isso parece lógico, pois o nível de exposição também aumentou. A pesquisa revelou ainda dados interessantes, quebrando mitos, pois propalavam os defensores da rigidez do horário que a Voz do Brasil é um programa de gente pobre e humilde, que vive no interior do País, que dorme às 20 horas e acorda às 5 da manhã. No entanto, a pesquisa mostrou que o lugar de maior audiência do programa é na Região Metropolitana de São Paulo”, ressalta Antonik.

Pesquisas mostram ainda que, no Brasil, a curva de audiência do rádio no período da noite é totalmente diferente do resto do mundo: os números caem para valores residuais. Outro dado chama a atenção: às 10 horas da manhã, a audiência do rádio é o dobro da televisão; já às 18 horas é apenas 20% quando comparado com a TV, ou seja, uma queda de quase dez vezes.

08/08/2016

Radiodifusores já podem baixar novo vídeo da ABERT sobre a TV digital
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Para ajudar os radiodifusores na divulgação do desligamento do sinal analógico em Brasília, marcado para 26 de outubro, a ABERT produziu um novo vídeo de 30 segundos. Para que a audiência não seja afetada, os telespectadores precisam estar informados sobre o que precisam fazer para não perder a programação em suas residências.

Na nova produção, a família que anima os vídeos produzidos pela ABERT sobre o desligamento do sinal analógico em Brasília ganhou mais vida. No vídeo, a mãe da família, um dos personagens reunidos na sala assistindo TV, explica como fazer para manter o sinal digital, quando será o desligamento em Brasília e os benefícios para quem faz parte dos programas sociais do governo federal. A avó também conta sobre as melhorias de som e imagem.

03/08/2016

Olimpíada do Rio terá uso de internet 4 vezes maior que em Londres

Escrito por Sabrina Craide – Agência Brasil*

O tráfego de dados esperado para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro deverá ser quatro vezes maior que o registrado há quatro anos, em Londres, especialmente com o envio de fotos e vídeos. É que, além do uso maior de equipamentos como tablets e smartphones, o hábito de muita gente mudou: atualmente, todos querem compartilhar instantaneamente suas experiências.

“Hoje em dia, qualquer lugar que você vá a um evento esportivo ou a um show, nos primeiros minutos e durante grande parte deles, o pessoal está filmando e tirando fotos e se comunicando imediatamente; isso já está na cultura do proveito do evento poder realizar esse tipo de atividade”, disse o secretário de telecomunicações do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Telecomunicações (MCTIC), André Borges, à Agência Brasil.

Enquanto em Londres foram transmitidos 60 gigabits (GB) de informações por segundo, no Rio de Janeiro o tráfego deve chegar a 240 GB por segundo.

A expectativa do governo é que não haja problemas no uso das tecnologias de telefonia e internet móvel durante a Olimpíada. Segundo Borges, todos os investimentos previstos para serem feitos pelas operadoras foram realizados e as atividades de planejamento e execução foram concluídas no prazo. “A nossa expectativa é que tudo corra bem, com bom padrão de normalidade e funcionamento com qualidade”.

Segundo ele, foi feito reforço das redes de transporte e de acesso para o aumento da capacidade de tráfego de dados. Além disso, da mesma forma como foi feito durante a Copa do Mundo de 2014, as operadoras de telefonia instalaram infraestruturas temporárias móveis para reforçar o sinal em áreas externas, que serão desmontadas depois dos Jogos. Dentro dos locais de competição, as empresas compartilharam a infraestrutura de cabos e antenas para a oferta de telefonia e internet móvel.

Problemas à vista
Apesar da expectativa positiva do governo, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) prevê que o uso dos serviços de telecomunicações durante a Olimpíada pode apresentar problemas. A maior dificuldade, de acordo com o pesquisador em telecomunicações do Idec, Rafael Zanatta, será para acessar a tecnologia 4G. É que em parte da cidade o 4G não está disponível ou tem sinal muito fraco, o que faz com que o acesso à internet seja feito por meio do 3G, que é mais lento.

“Isso pode ser especialmente problemático quando você tem grande concentração de pessoas em mesmo local, como é o caso da Olimpíada. Além de não ter disponibilidade de rede 4G para aqueles que estão conectados, pode haver congestionamento, um número muito grande de pessoas tentando compartilhar o sinal da mesma antena, o que a tecnologia não suporta”, explica Zanatta.

O especialista cita estudo da empresa britânica de monitoramento e performance OpenSignal, que avaliou a oferta de internet móvel no Brasil, e aponta que, apesar dos investimentos feitos pelas operadoras de telefonia em cabos de fibras ópticas e antenas para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a disponibilidade e a velocidade da internet pela tecnologia 4G "deixam muito a desejar". A análise mostrou que, em algumas regiões do Rio de Janeiro, o sinal de internet é fraco, o que pode trazer problemas quando houver grande concentração de pessoas.

“O sinal e a disponibilidade de internet em Ipanema e Copacabana está indo muito bem. Mas, para a região de Deodoro, onde há complexo esportivo, ou para Jacarepaguá, os sinais estão muito ruins. Então, dependendo de onde será o evento esportivo, pode ter gente que não conseguirá se conectar e terá muita lentidão para transferir fotos, acessar redes sociais e usar a internet para questões básicas”, diz Zanatta.

Para o especialista, os Jogos Olímpicos vão ser a prova de fogo para os investimentos que foram feitos pelas operadoras de telefonia. “Não é possível dizer que vai ser um fracasso, que haverá grandes problemas, mas os relatórios têm mostrado que o investimento não foi feito ao ponto de garantir disponibilidade das redes 4G o tempo todo”.

Operadoras fazem investimentos
As empresas Claro, Embratel e Net, do grupo America Móvil, são as patrocinadoras oficiais de serviços de telecomunicações da Olimpíada do Rio, e serão responsáveis por todos os serviços de telecomunicações que dão suporte aos Jogos. O grupo diz que investiu R$ 30 milhões no Brasil nos últimos três anos, sendo que grande parte foi direcionada para a infraestrutura dos Jogos.

A Embratel irá disponibilizar rede com mais de 370 quilômetros de fibras ópticas, com velocidade de 40 gigabits por segundo. A empresa também fornecerá a rede que captará os sinais de vídeo de todas as competições esportivas para entregar ao centro de transmissão internacional, de onde sairão imagens para aproximadamente cinco bilhões de telespectadores de 200 países

A Telefônica Vivo informou que está trabalhando para ampliar a cobertura nas áreas onde haverá disputas nas regiões da Barra da Tijuca, Deodoro, Estádio do Engenhão, Maracanazinho e Sambódromo. O reforço da cobertura atinge também a Cidade Olímpica, com aumento da capacidade de banda larga. A operadora também desenvolveu projetos específicos para aumentar a capacidade de cobertura em toda a cidade.

A Tim informou que já instalou no Rio de Janeiro 100 biosites, que são estruturas parecidas com a de postes de iluminação, onde são instaladas as antenas da operadora. A empresa diz que ampliou sua capacidade de rede em locais distribuídos estrategicamente nas rotas de mobilidade urbana e pontos de grande concentração durante as disputas do evento esportivo. A Tim também vai reforçar a cobertura em toda a região metropolitana do Rio de Janeiro, com destaque para as áreas de maior circulação de turistas.

A Oi diz que instalou novas antenas e aumentou a capacidade de estações já existentes para atender ao aumento da demanda por cobertura móvel e garantir que o cliente possa fazer chamadas e usar as redes 3G e 4G em todos os locais de competição. A empresa ampliou a cobertura móvel, com antenas definitivas e provisórias nos locais de competições e em áreas como aeroportos e rodoviária. Como a Oi foi a patrocinadora e fornecedora de serviços dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e da Copa do Mundo de 2014, a empresa diz que já tem como legado a presença em alguns locais que serão utilizados também na Olimpíada.

As operadoras instalaram centrais de monitoramento no Rio de Janeiro. Além disso, equipes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Telecomunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações estarão na cidade para acompanhar o funcionamento dos serviços de telecomunicações durante a Olimpíada. “Estaremos sempre a postos para apagar qualquer incêndio”, diz André Borges.

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