03/09/2026
“Turismo de IA” foi o termo usado por Bret Taylor, chairman da OpenAI, que descreve um movimento que já começa a ficar evidente no mercado: empresas acumulam iniciativas de IA para demonstrar inovação, mas sem conexão real com métricas de negócio, impacto operacional ou geração de receita.
Para a Lumini, esse alerta merece atenção.
Muitas organizações já disponibilizaram ChatGPT, Copilot ou outras ferramentas para suas equipes. Isso gera experimentação, aprendizado e alguns ganhos pontuais. O problema surge quando a adoção para nessa etapa e passa a ser confundida com transformação.
Transformação acontece quando a inteligência artificial passa a fazer parte dos processos que movimentam o negócio. Quando reduz tempo de execução, elimina gargalos, melhora a experiência do cliente, acelera decisões ou aumenta a capacidade de geração de receita.
Um dos pontos mais interessantes da análise de Taylor é a crítica à ideia de medir sucesso pelo volume de uso da tecnologia. Mais prompts, mais tokens ou mais licenças não significam mais resultado. O que importa é a diferença que a IA produz nos indicadores da empresa.
Essa visão está alinhada com o que temos observado em projetos de Dados & IA: as iniciativas que geram maior retorno normalmente começam pela pergunta certa.
Não é "onde podemos usar IA?"
É "qual processo está limitando nosso crescimento hoje?"
A resposta pode estar no atendimento, nas operações, no comercial, na análise de dados, no suporte ou em qualquer outra área. A tecnologia vem depois.
IA sem objetivo claro vira demonstração.
IA conectada a processos e indicadores vira vantagem competitiva.