20/01/2026
A próxima fronteira da experiência não é toque. É gesto.
Na NRF, uma das interações mais interessantes veio do uso de vídeo com leitura gestual em tempo real. O cliente não toca na tela, não digita nada e não navega por menus. Ele simplesmente se posiciona, faz um gesto simples e o sistema entende a intenção.
A partir daí, a tecnologia começa a trabalhar. Reconhece estilo, analisa o que a pessoa está vestindo, cruza referências visuais e devolve recomendações coerentes com aquele perfil. Não é um vendedor digital genérico. É uma curadoria automatizada baseada em contexto.
O mais relevante não é o efeito visual. É o fluxo. Interação, recomendação e entrega de informação acontecem sem fricção. No final, o cliente ainda recebe um resumo com as sugestões alinhadas ao estilo identificado, algo que pode seguir com ele depois da visita à loja.
Para o varejo, isso abre um caminho poderoso. Atendimento escalável, experiência personalizada e dados estruturados sobre preferências reais. Tudo sem exigir treinamento complexo da equipe ou esforço adicional do consumidor.
A loja física começa a aprender olhando. Quem entender como usar esse tipo de interação vai transformar curiosidade em engajamento e engajamento em inteligência comercial.