05/06/2026
O dia em que segurei o choro (na reunião).
De cara, o nome já me intrigou.
Quantas vezes, ao longo da vida, aprendemos a segurar? O choro, a raiva, a dúvida, a vontade de dizer não. Quantas vezes nos submetemos a situações, expectativas e papéis que parecem fazer parte do pacote da vida adulta.
Quando li o original, me apaixonei pela delicadeza com que Marcelo aborda essas camadas. Um texto que fala sobre vulnerabilidade sem peso, sobre amadurecimento sem rigidez e sobre a busca por uma vida mais inteira.
E havia ainda uma surpresa: era um livro com trilha sonora. (E não, não vou explicar isso aqui. Você vai precisar ler o livro para entender.)
A partir daí, o projeto gráfico começou a se desenhar quase sozinho. Quis criar uma experiência leve e fluida, que respirasse no ritmo do texto e da música. Um projeto que traduzisse visualmente essa ideia de movimento, de pausa, de escuta e de possibilidade. Porque, no fundo, é disso que o livro fala: da coragem de sentir e da liberdade de viver uma vida mais possível.
Quis que o projeto criasse um espaço acolhedor para a leitura, onde texto, imagem e silêncio pudessem coexistir com naturalidade. Um livro que não aprisiona, mas acompanha. Que não impõe um caminho, mas convida o leitor a encontrar o seu.
E teve também o Marcelo. Porque alguns projetos chegam acompanhados de pessoas que a gente tem a sensação de conhecer há muito mais tempo. Trabalhar neste livro foi um pouco assim.
Marcelo, obrigada por me convidar a fazer parte dessa história.
Obrigada a querida Claudia, por ter feito essa conexão.