26/04/2024
O IPCA-15, prévia da inflação oficial do Brasil, desacelerou para 0,21% em abril, após a variação de 0,36% em março. Em 12 meses, a variação acumulada foi de 3,77%, abaixo dos 4,14% registrados nos 12 meses anteriores. Esses números, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), surpreenderam o mercado financeiro, que esperava uma alta de 0,29% para abril e uma taxa anual de 3,85%.
🍽️ Alimentação em Destaque: O grupo de Alimentação e Bebidas continua exercendo forte influência no IPCA-15.
Em abril, esse grupo registrou alta de 0,61%, contribuindo com 0,13 ponto percentual no índice geral. Os preços dos alimentos in natura, como tomate (17,87%), alho (11,60%), cebola (11,31%), frutas (2,59%) e leite longa vida (1,96%), foram os principais responsáveis por essa elevação. No entanto, o índice teve uma desaceleração de 0,15 ponto percentual em comparação com o mês anterior.
📊 Outros Grupos: Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, o único com deflação foi o de Transportes (-0,49%), principalmente devido à queda nas passagens aéreas (-12,2%). Os combustíveis também tiveram alívio, com destaque para a gasolina (-0,11%), gás veicular (-0,97%) e óleo diesel (-0,43%). O etanol, por outro lado, registrou alta de 0,87% no mês. Saúde e cuidados pessoais também contribuíram para o índice, com destaque para os produtos farmacêuticos (1,36%) após o reajuste autorizado dos preços dos medicamentos. O plano de saúde (0,77%) também teve impacto no índice, incorporando reajustes dos planos novos e antigos.