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17/04/2020

Os desafios do home office em tempos de quarentena

Em 2008 comecei a trabalhar em home office alguns dias da semana, inclusive coordenando equipes remotas e presencial, onde essa experiência me ajudou muito a aprimorar a minha comunicação interpessoal e também a aprender a fazer um bom uso do meu tempo.

Entretanto, com essa crise mundial de saúde que estamos enfrentando posso afirmar que as condições do home office não são nada simples e muito menos gratif**antes. Sabemos que não é uma escolha f**ar trabalhando de casa, os nossos filhos estão em casa (e com isso o silêncio é algo raro), nossos cônjuges também estão em casa e a nossa atenção f**a dividida. Portanto, não tem sido dias fáceis, para nenhum de nós, concorda?

home-office-1

Eu queria saber qual é a sua maior dificuldade nessa quarentena? Manter o foco? Organizar o tempo? Dividir a atividades do trabalho e das tarefas domésticas? Manter a calma?

São essas algumas dificuldades que escutei de colegas, e, quero dizer para você que é natural sentir isso. Não se cobre tanto, nenhum de nós passou por nada parecido antes.

Sentir medo, raiva, vazio, confusão é algo natural e está tudo bem.

Nós estamos condicionados a viver na ilusão de uma previsibilidade de tudo: do trabalho, da faculdade, da casa, das férias, do que faremos no final de semana e tudo aquilo que compõe a nossa rotina, essa palavra tão pequena que nas últimas semanas tem feito uma falta danada para todos nós. Mas, eu acredito que sempre podemos aprender com tudo aquilo que nos acontece na vida. E não seria diferente com a crise que o novo coronavírus está nos impondo. Como é difícil não ter que sair para resolver as coisas, como é complicado ter que tratar das pendências do trabalho sem poder fazer aquela pausa e tomar um café na copa com os colegas, a hora do almoço na fila do self-service faz até falta, né?

Mas, por outro lado, vamos tentar avaliar o que tem de positivo: talvez a sua empresa até hoje não tivesse admitido a opção de home office, e, isso era algo que você sempre quis. Talvez aquela falta de tempo para brincar com seus filhos devido a correria do cotidiano se desfez e você está perto deles o dia inteiro, aquela vontade de cozinhar a própria comida para não comer mais as comidas gordurosas da rua pode ser sanada agora, você tem tempo para descansar alguns minutos após o almoço, não tem que enfrentar o trânsito desgastante, consegue tirar trinta minutos do seu dia para se exercitar em casa mesmo. E tantas outras coisas que você pode fazer agora, que tal tentar?

Faça pequenas pausas das tarefas ao longo do dia para sentar, respirar fundo e perceber o que está sentindo. Acolha a sua dor. Depois volte às atividades.

Ser compassivo com você, esse é o caminho.

Por:Carolina Souza

21/02/2020

A Segurança na concepção de produtos tecnológicos e a atuação conjunta do DevOps da tecnologia e dos sistemas de informação

Alavancadas pela computação em nuvem levaram a concepção e o desenvolvimento de soluções a um novo patamar.

Se antes os processos tinham uma escala que, embora confiáveis, eram mais engessadas e distante das operações de negócios, com o advento da nuvem os processos se tornaram ágeis e as equipes mais integradas. Assim surgiu a cultura DevOps – união de pessoas, processos e tecnologias para otimizar o desenvolvimento dos negócios.

E com a evolução cultural e tecnológica, um novo desafio apareceu, que é a segurança na concepção desses novos produtos. Ou seja, security as a code.

Se o principal objetivo do DevOps é gerar valor aos negócios e aumentar sua capacidade de resposta às mudanças por meio de entregas de serviços rápidos e de alta qualidade, certif**ar que tudo isso seja feito de maneira estável, robusta e segura é parte fundamental de seu funcionamento. Os times de TI e segurança precisam atentar às brechas geradas pela atuação acelerada do DevOps. E, para isso, é preciso que as equipes tenham o verdadeiro “sentimento de dono” das aplicações.

Seguindo a visão de Werner Vogels, executivo que arquitetou o que viria a ser a nuvem para levar a revolução da Amazon a outro patamar, não dá para separar em um único quadro os times de desenvolvimento e de operação, e não dar a eles a responsabilidades das atribuições do que foi desenvolvido. Os times constroem, os times mantêm. Portanto, a cultura DevOps precisa ter em mente que a questão da segurança é tão ou mais fundamental que garantir a integridade da aplicação em aspectos como performance e custos de operação.


A evolução dos times de desenvolvimento e a forma como este departamento se sofisticou, implantando o infrastructure as a code, criando códigos que ajudem a automatizar operações de TI, também representa o desenvolvimento de código para automação de segurança. As equipes de operações em nuvem vêm adotando a técnica, se juntando a equipes de aplicações para ajudar a escalar o processo para programas voltados para DevOps, enquanto mantém os requisitos de TI.

E cada vez mais o uso de security as a code na concepção de produtos e soluções estará integrado no processo dos times. Estima-se que em 2020 o vazamento de dados custará para as empresas US﹩ 150 milhões – e o impacto global poderá chegar a US﹩ 2,1 trilhões. Diante disso, a segurança ganha destaque e relevância para as corporações. Com a constante e rápida mudança nos workloads e ambientes de desenvolvimento, não há uma solução mágica quando se trata de se certif**ar a segurança das aplicações. Entretanto, alguns princípios podem ser implantados no processo de certif**ação.

Uma delas é implementar o conceito de SecDevOps. Aqui, as equipes de desenvolvimento e operações recebem também o apoio do pessoal de segurança, de modo que questões essenciais deste quesito são solucionadas logo no início do desenvolvimento. Ao invés de deixar a segurança para a etapa final de te**es e de quality assurance, ela já é pensada direto no código – seguindo o preceito de security as a code já mencionado – por meio de análises, automação e inserção de recursos de segurança nas ferramentas usadas pelo DevOps. Isso é fundamental por garantir mais proteção sem prejudicar a agilidade no desenvolvimento.

Outro ponto é adotar um pensamento em segurança desde o início do fluxo de integração contínua e entrega contínua (CI/CD). Isso pressupõe que toda a construção do software é conduzida de modo a integrar as boas práticas de desenvolvimento seguro ao produto, o que reduz substancialmente a quantidade de vulnerabilidades com que ele é publicado ao longo do ciclo. Na prática, isso se traduz em uma aplicação muito mais robusta e confiável, o que gera menos riscos de violações do programa por parte de indivíduos ou grupos maliciosos.

Garantir o bom andamento desse processo de segurança na concepção do código signif**a também promover automação. Investir em ferramentas de orquestração e automação de segurança, se utilizando de recursos como análises de imagem de container, machine learning e inteligência de ameaças para manter seu fluxo seguro desde o desenvolvimento até o deploy e o release.

E por fim, nada disso é possível sem um trabalho forte de aculturamento de engenharia dos times. Se não houver clareza da importância de ter a segurança do código permeado em todo o processo de desenvolvimento, isso pode enfraquecer a iniciativa de se somar a equipe de segurança aos projetos de DevOps – o que efetivamente impediria a implantação do SecDevOps e por consequência do security as a code. É necessário, portanto, que a liderança atue diretamente na conscientização de cada área sobre a importância de uma atuação conjunta constante.

Todas essas questões são fundamentais para as empresas que buscam o máximo em produtividade sem sacrif**ar a qualidade da segurança em todo o ciclo de desenvolvimento.

Atrelar todos os benefícios que a cultura DevOps oferece para o desempenho do modelo de negócio da companhia à robustez do processo de segurança na concepção do produtos pelos times é juntar o melhor dos dois mundos em um ambiente cada vez mais ágil e vulnerável.

16/02/2020

Privacidade das crianças na internet

Esse é, sem dúvida, um assunto que gera muita discussão. Numa geração chamada de “iGen”, onde tudo se compartilha mais rápido que em um piscar de olhos, onde a língua portuguesa dá lugar a uma sequência de figuras e símbolos, onde se abrevia tudo, onde se conecta com tudo e todos – até mesmo sem saber quem está do outro lado -, discutir privacidade parece ridículo. Com a disseminação de dispositivos móveis com acesso à internet, nossos dados pessoais estão severamente expostos. É claro que há o uso deles para fins de oferta de produtos, compras, pagamentos e várias outras boas intenções. Mas como uma moeda tem duas faces, a internet também as tem. A ampliação das formas de comunicação nos colocou sob riscos iminentes de furtos de informações, hackeamento de celulares, invasões a dispositivos, discriminação, exposição indesejada e, devido ao excesso de exposição, podemos desenvolver doenças que podem acarretar até em desvio de personalidade.

10/02/2020

Encontrados "ecos" no espaço que contrariam a teoria da relatividade de Einstein
Por Daniele Cavalcante | 06 de Fevereiro de 2020 às 22h00

Stephen Hawking elaborou em 1974 argumentos teóricos sobre buracos negros que contrariam a teoria da relatividade geral de Albert Einstein. Essas ideias sugerem a existência de algo chamado “radiação Hawking”, até hoje controversa, já que as propostas de Einstein se provaram estar corretas em muitas ocasiões a partir de observações espaciais. Mas isso pode estar prestes a mudar graças a uma nova detecção de ondas gravitacionais.

Quando duas estrelas de nêutrons colidiram e criaram um poderoso tremor no universo, suas ondas gravitacionais viajaram pelo espaço até que cientistas puderam detectá-las na Terra, em 2017. Isso aparentemente validava a teoria da relatividade geral. Mas, agora, examinando as gravações dessas ondas, uma dupla de físicos acredita que encontrou evidências de que surgiu ali um buraco negro que, na verdade, violaria o modelo de Einstein.

Einsten x Hawking

Representação artistica de um buraco negro (Imagem: XMM-Newton, ESA, NASA)
Na relatividade geral, os buracos negros são singularidades infinitamente compactadas, cercadas por horizontes de eventos suaves através dos quais nenhuma luz, energia ou matéria pode escapar. Simples e confirmado com todos os dados que astrônomos conseguiram coletar a partir de buracos negros até agora.

Mas Hawking afirmou em seus artigos que as bordas dos buracos negros não são tão suaves assim. Ele estabeleceu a hipótese de uma mecânica quântica que permite que a radiação Hawking escape. Resumidamente, partículas e antipartículas se formam em pares durante brevíssimos instantes, a partir do vácuo do espaço. Elas então se desintegram rapidamente entre si. Quando isso ocorre no limite do horizonte de eventos, existe a probabilidade de que um dos membros do par se forme no interior, e o outro no exterior, ou seja, um dos componentes do par poderia escapar do buraco negro.

Como resultado, o buraco negro emite uma radiação, formada pelas partículas que escapam do horizonte de eventos, o que faz com que o buraco negro perca massa. Nos anos seguintes a essa teoria, surgiram vários modelos alternativos onde os horizontes de eventos suaves e perfeitos de Einstein seriam substituídos por membranas mais frágeis e confusas, na tentativa de validar a ideia de Hawking.

Mais recentemente, alguns físicos previram que, no caso de buracos negros recém-formados, essa nebulosidade seria intensa o suficiente para refletir ondas gravitacionais, produzindo um tipo de eco.

Ecos e incertezas

Após a detecção de ondas gravitacionais geradas pela colisão das estrelas de nêutrons localizadas na galáxia elíptica NGC 4993, a 130 milhões de anos-luz da Terra, dois físicos argumentam que encontraram esse eco. De acordo com eles, um buraco negro se formou quando as estrelas de nêutrons se fundiram, e agora ele está emitindo esse sinal como se fosse um sino ecoando e, de certa forma, “atropelando” a física einsteiniana dos buracos negros.

Ainda não há certeza sobre essa detecção, mas se o eco for real, deve ser resultado da “confusão” quântica de um buraco negro, de acordo com o coautor do estudo, Niayesh Afshordi, físico da Universidade de Waterloo, no Canadá. Ele explica que "na teoria da relatividade de Einstein, a matéria pode orbitar em torno de buracos negros a grandes distâncias, mas deve cair no buraco negro próximo ao horizonte de eventos". Portanto, perto do buraco negro, não deve haver material “solto” para ecoar ondas gravitacionais. Mesmo os buracos negros que se cercam de discos de material devem ter uma zona vazia ao redor de seus horizontes de eventos, disse ele.

Ao contrário disso, “o atraso de tempo” que os dois pesquisadores observaram nos ecos “só pode ser explicado se alguma estrutura quântica estiver fora do horizonte de eventos” do buraco negro. Mas é importante ressaltar que os dados dos detectores de ondas gravitacionais existentes são difíceis de interpretar adequadamente e podem resultar em falsos positivos, e por isso ainda há dúvidas.

O estudo divide a opinião de outros cientistas. Enquanto alguns acharam o trabalho convincente, outros permanecem céticos. Mesmo que o eco seja real, os pesquisadores ainda não sabem exatamente que tipo de objeto astrofísico produziu o fenômeno; ou seja, ainda não há evidências concretas de que o resultado da fusão das estrelas tenha sido mesmo um buraco negro, ou algum outro objeto de vida curta, como uma estrela de nêutrons hipermassiva.

Independentemente do que esses dados signifiquem, é certo que se trata de algo que vale a pena explorar ainda mais, e a comunidade científ**a concorda. Se a teoria de Hawking for comprovada, poderá ser o início de uma nova era para a astrofísica.

Fonte: Live Science

Na órbita de Marte, há satélites que ajudam na comunicação entre as sondas que estão na superfície do Planeta Vermelho e as agências espaciais aqui na Terra, como a NASA e a ESA. Agora, uma empresa britânica está se preparando para fazer fornecer o mesmo tipo de tecnologia na Lua e já recebeu tem o aval para produzir o equipamento.

Essa empresa é a Surrey Satellite Technology, ou simplesmente SSTL, sediada no Reino Unido e especializada em construir e operar pequenos satélites. A plataforma lunar, que deve estar pronta para lançamento no final de 2022, poderá ser usada por missões lunares de agências governamentais e empresas privadas para retransmitir dados e telemetria da Lua para a Terra.

Em outras palavras, uma sonda enviada à Lua para realizar pesquisas por lá poderá usar o satélite da SSTL para transmitir dados ao controle da missão. A SSTL está financiando a construção do satélite e inicialmente venderá seus serviços através de um contrato comercial com a Agência Espacial Européia.

Batizado de “Lunar Pathfinder”, a plataforma deve ter pouco menos de 300 kg no lançamento. Seus equipamentos de rádio funcionarão nas frequências da banda S e UHF para se comunicar com naves espaciais próximas e na banda X para fazer a conexão de mão dupla com a Terra.

De acordo com os planos da SSTL, o satélite f**ará em uma órbita altamente elíptica para que ele possa ter longos períodos de visibilidade sobre a região sul da Lua, que é o alvo das próximas missões, como o Programa Artemis, da NASA. Além disso, a órbita também deve favorecer a comunicação com o lado afastado da Lua, que está além do alcance da transmissão direta via rádio com a Terra.

Isso facilitará as missões lunares para as empresas menores. Normalmente, uma sonda terrestre deve viajar com seu próprio satélite orbitador para estabelecer a comunicação com a Terra. Com o novo satélite da SSTL, projetos menores e de baixo custo poderão ser lançados sem a necessidade de seu próprio sistema de retransmissão.

Além disso, todas as missões devem se beneficiar do aumento nas taxas de dados provenientes de uma plataforma de telecomunicações local e dedicada na órbita lunar. Sue Horne, chefe de exploração espacial da Agência Espacial do Reino Unido (UKSA) espera que o país lidere as comunicações no espaço profundo, com os projetos Goonhilly, Lunar Pathfinder e a estação lunar internacional Gateway.

Outro projeto da SSTL é um estudo sobre como uma constelação de espaçonaves poderia ser colocada ao redor da Lua para fornecer telecomunicações e serviços de navegação por satélite para o mercado lunar. Assim, o Lunar Pathfinder será uma prova da tecnologia, mas também “testará a viabilidade de um mercado comercial de serviços de telecomunicações na Lua”, explicou o gerente de negócios de exploração da SSTL. “Quando a futura constelação for lançada, o Pathfinder se tornará um nó nessa rede”.

Fonte: BBC

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SpaceX quer que Starlink seja um negócio à parte e com capital aberto
Por Patrícia Gnipper | 07 de Fevereiro de 2020 às 20h50

Saiba tudo sobre SpaceX

O projeto Starlink, da SpaceX, está "voando" — com o perdão do trocadilho. Esta é a iniciativa da empresa espacial de Elon Musk que está lançando uma constelação de satélites à órbita da Terra para fornecer internet de alta velocidade a qualquer lugar do planeta. É que, além de já ter feito alguns lançamentos bem sucedidos, o projeto tem tanto potencial que a companhia possivelmente o tornará um negócio à parte para se tornar uma empresa de capital aberto.

Quem falou sobre isso foi a presidente e COO da SpaceX, Gwynne Shotwell, durante um evento para investidores. "No momento, somos uma empresa privada, mas o Starlink é o tipo certo de negócio que podemos levar adiante e tornar público", disse.

Na visão da Bloomberg, iniciar uma oferta pública do Starlink "daria aos investidores a chance de comprar uma das operações mais promissoras da empresa de capital fechado". E, segundo a CNBC, Elon Musk disse a repórteres que "o Starlink pode gerar uma receita de US$ 30 bilhões por ano, ou cerca de 10 vezes a maior receita anual esperada para o negócio principal de foguetes", referindo-se à própria SpaceX.

Foguete Falcon 9 levando um lote de satélites Starlink à órbita da Terra (Foto: SpaceX)
Elon Musk diz que projeto Starlink é fundamental para receita da SpaceX
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O projeto Starlink tem permissão da Comissão Federal de Comunicações (FCC) para lançar quase 12 mil satélites, sendo que, até então, cerca de 240 já foram enviados à órbita. Contudo, Musk busca permissão para aumentar este número total para até 42 mil, lançando 30 mil satélites além do planejado inicialmente — tudo para garantir a oferta de banda larga de alta velocidade a toda a extensão do globo, incluindo áreas remotas e isoladas. A empresa pretende começar a oferecer essa conectividade a algumas regiões dos Estados Unidos já no final deste ano e, para isso, tem programados diversos lançamentos com novos lotes de 60 unidades, cada.

Contudo, dificilmente o Starlink, ao se tornar uma empresa à parte, f**ará independente da SpaceX. Afinal, a companhia é especializada em desenvolver e operar foguetes reutilizáveis, que barateiam os custos por lançamento, e vem ganhando autoridade no mercado aeroespacial, sendo parceira até mesmo da NASA. Sendo assim, é provável que, caso o Starlink se torne uma empresa paralela e de capital aberto, firme algum tipo de acordo com a SpaceX para garantir o uso contínuo do foguete Falcon 9, com o qual fez os lançamentos anteriores.

Fonte: Bloomberg, CNBC

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Cratera formada em Marte em 2005 é "foto do dia" em site da NASA
Por Daniele Cavalcante | 07 de Fevereiro de 2020 às 16h50

Saiba tudo sobre NASA

A NASA fotografou uma cratera em Marte formada pelo impacto de um meteorito que ocorreu entre fevereiro e julho de 2005. A foto foi capturada pela HiRISE, a poderosa câmera da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA, e foi escolhida como “Imagem do Dia” no site da HiRISE.

Ela foi registrada quando a sonda estava a 260,1 km da superfície marciana. A cratera está localizada ao norte da região chamada Valles Marineris - um sistema de cânions maior que todos os cânions na Terra.

Imagem: NASA/JPL/UoArizona
Após sobreviver à entrada na fina atmosfera de Marte, o meteorito formou a cratera e deixou rochas no que é chamado de “manta de ejecta” - uma cobertura geralmente simétrica de material expelido que envolve a cratera. A manta é formada por camadas espessas na borda da cratera e torna-se fina até f**ar descontínua na borda externa da manta.

De acordo com a equipe da HiRISE, a cor azul “provavelmente representa rochas basálticas escuras, uma rocha vulcânica comumente encontrada em lugares como o Havaí, no topo da superfície coberta de poeira”. Essas rochas também são encontradas nas superfícies da Lua, Marte e Vênus, e em alguns meteoritos. Também há alguns pequenos pedaços de rocha distantes.

Antes e depois do impacto (Imagem: NASA/JPL/UofArizona)
As formas radiais da cratera são chamadas de "raios", e eles ajudam a encontrar as crateras mais recentes. É que crateras mais velhas não têm raios, pois eles são corroídos pela erosão ao longo do tempo. Como os impactos também expelem o material solto da superfície e expõem uma camada mais profunda do solo, crateras jovens como esta ajudam os cientistas a estudar melhor partes subterrâneas do planeta.

Fonte: Universe Today

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Energia do sol | Enel inicia operações de parque solar de 475 MW no Piauí
Por Wagner Wakka | 24 de Janeiro de 2020 às 11h00
A Enel Green Power, subsidiária de energia sustentável do Grupo Enel, iniciou as operações de uma planta de painéis fotovoltaicos em São Gonçalo do Gurgueia, no Piauí. A instalação tem capacidade de 475 MW, com investimentos na casa de R$ 1,4 bilhão.

De acordo com a companhia, esta é a primeira vez que a Enel usa um módulo bifacial em seu sistema de painéis. Isso permite que a luz solar seja captada por ambos os lados, gerando um aproveitamento 18% maior.

Com potência de 475 MW, a secção será capaz de fornecer 1.200 GWh por ano para a rede do Piauí. Do total, a 265 MW deve ser destinado à cadeia de companhias do mercado brasileiro, sendo que 210 MW pode ser negociados abertamente com outras empresas.

Como um processo de energia limpa, a estimativa é de que sejam evitadas 600 mil toneladas de dióxido de carbono enviados à atmosfera todos os anos.

Esta é a primeira etapa do projeto. Em agosto, a Enel anunciou a extensão no parque solar de São Gonçalo, com investimentos na casa de R$ 422 milhões. Com isso, a instalação toda deve passar a ter potência extra de 133 MW, totalizando 608 MW no parque todo. Quando estiver completamente funcional, o parque deve oferecer 1.500 GWh em energia. A previsão é de que as operações sejam iniciadas ainda este ano.

Além do parque, a Enel também tem outras instalações para energia limpa no Brasil. No total, são cerca de 2.9 GW de potência, sendo 782 MW provenientes de fonte eólica, 845 MW de painéis fotovoltaicos e 1.269 MW de produção hidráulica.

Fonte: Enel

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05/02/2020

4 etapas para minimizar impactos e ajudar a recuperar dados após ataque de Ransomware
13 de dezembro de 2019 Mathew NewfieldInfraestrutura, Segurança

É impossível evitar todos os ataques ransomware. No entanto, você pode garantir que, quando ocorrer, ele não se espalhe e não afete os negócios a ponto de ser digno de manchete.

Aproximadamente 1, 5 milhão de novos sites de phishing são criados a cada mês. E mais de 850 milhões de infecções por ransomware foram detectadas em 2018. Essas estatísticas ilustram a ameaça que o ransomware representa para os profissionais de TI e todos os tipos de organização.

Ransomware é um tipo específico de malware desenvolvido para criptografar o conteúdo do computador até que seu usuário pague para receber a chave de criptografia ou de recuperação. Isso interrompe a produtividade e afeta a receita das empresas. No entanto, profissionais de segurança podem tomar medidas importantes para minimizar o impacto dessa praga cibernética.

ransomware

A primeira linha de defesa é sempre um bom ataque. Para evitar que um invasor ganhe posição nas redes, as organizações devem colocar as seguintes medidas em prática:

Práticas recomendadas como políticas sólidas de aplicação de patches, backups regulares do sistema, autenticação multifatorial, lista de permissões para aplicativos e restrições de direitos e privilégios de administrador;
Programas de conscientização para educar os usuários sobre phishing e outras formas de engenharia social;
Ferramentas de segurança para filtrar spam e links, bloquear ou filtrar DNS, identif**ar vírus, detectar e prevenir invasões;


Estrutura de confiança zero para identif**ar, autenticar e monitorar cada conexão, login e uso de recursos;
Políticas com menos privilégios para restringir permissões para instalar e executar aplicativos.
Minimizar o impacto do ransomware é mais do que apenas defender sistemas contra-ataques. Também envolve medidas para reduzir o impacto das violações quando elas ocorrem. Isso é fundamental, pois qualquer sistema pode ser atacado por invasores que disponham de tempo e recursos suficientes.

É preciso implementar programas rigorosos de resposta a incidentes. Planejar com antecedência gera confiança nessa capacidade de reação. Para isso, as empresas devem revisar suas políticas e realizar exercícios de simulação. Devem usar benchmarkings operacionais para melhorar a capacidade de resposta antes que um incidente ocorra.

Os hackers continuam evoluindo e desenvolvendo ataques mais sofisticados. Portanto, é provável que qualquer empresa, em algum momento, seja atacada por um ransomware. Quando isso ocorrer, as quatro etapas a seguir podem minimizar os impactos e ajudar a recuperar os dados da organização:

Passo 1: Isolamento
Antes de fazer qualquer outra coisa, certifique-se que os dispositivos infectados foram removidos da rede. Se usarem uma conexão física, desconecte-os. Se estiverem em uma rede sem fio, desligue o hub/roteador sem fio. Desconecte também qualquer sistema de armazenamento ligado diretamente para tentar proteger os dados nesses equipamentos. O objetivo é impedir que a infecção se espalhe.

Passo 2: Identif**ação
Esse passo é frequentemente esquecido. Com apenas alguns minutos para descobrir o que aconteceu, as empresas podem levantar informações importantes, tais como qual variante do ransomware foi responsável pela infecção, quais arquivos esse tipo de ransomware costuma criptografar e quais são as opções de descriptografia. As empresas também podem aprender como derrotar o ransomware sem pagar ou restaurar o(s) sistema(s) do zero.

Passo 3: Relatório
Esse é outro passo que muitos profissionais de segurança ignoram, por conta de constrangimentos ou restrições de tempo. No entanto, ao relatar o ataque de ransomware, as empresas podem ajudar outras organizações a evitar situações semelhantes. Além disso, fornecem às agências policiais uma melhor compreensão do invasor.

Existem várias maneiras de denunciar um ataque de ransomware. Uma delas é entrar em contato com um escritório do FBI nos Estados Unidos ou registrar uma denúncia no site do Centro do FBI para Reclamações sobre Crimes na Internet. No Brasil, a organização sem fins lucrativos SaferNet, coordenadora da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos e as principais capitais brasileiras já contam com delegacias específ**as para denunciar criminosos que agem pela internet.

Passo 4: Recuperação
Em geral, existem três opções para se recuperar de um ataque ransomware:

Pagar o resgate: Isso não é recomendado porque não há garantias de que a organização recuperará os dados após o pagamento. Em vez disso, o invasor pode solicitar ainda mais dinheiro antes de descriptografar os dados.
Remover o ransomware: Dependendo do tipo de ransomware envolvido, a empresa pode removê-lo sem que seja necessária uma reconstrução completa. Esse processo, no entanto, pode consumir muito tempo e, portanto, não é a opção preferida.
Limpar e reconstruir: O método mais fácil e seguro de recuperação é limpar os sistemas infectados e reconstruí-los a partir de um bom backup conhecido. Uma vez reconstruídas, as organizações precisam garantir que não permanecerá nenhum vestígio do ransomware. O trabalho, de fato, começará depois de reconstruído o ambiente. A organização deverá fazer uma revisão completa do ambiente para determinar exatamente como a infecção começou e determinar quais etapas devem ser tomadas para reduzir outra possível invasão.
É claro que não é possível evitar todos os ataques de ransomware. No entanto, é possível garantir que, em caso de invasão, o estrago não se espalhe, não afete os negócios nem se torne digno de se tornar uma manchete.

Ao afastar a maioria dos ataques e lidar rapidamente com os maus atores que entram pela porta – com a ajuda de isolamento dinâmico, microssegmentação e outras tecnologias modernas de segurança cibernética -, as organizações serão capazes de manter seus negócios nos trilhos.

AGRADEÇA AO AUTOR
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Mathew Newfield

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