11/09/2026
Durante minha jornada em busca de saúde mental, aprendi algo que foi libertador para minha existência. Sempre achei que existia vida só depois da dor. Que, para se considerar alguém minimamente vivo, era preciso experimentar momentos de pura alegria, sem sequer a sombra de qualquer emoção negativa.
Graças a Deus, alguém me ensinou que eu estava errada. A vida se trata de alegria e dor acontecendo ao mesmo tempo. Caos e organização no centro, dançando e rodopiando ao som do compasso da vida. Emoções puramente opostas, coexistindo em perfeita harmonia. Como um quarto escuro que se ilumina, mas continua bagunçado… Como uma comida muito palatável que te dá uma azia daquelas…
Isso é a vida. Coexistir entre o bem e o mal e, todos os dias, lembrar que existe vida, APESAR da dor. Existe vida, apesar do caos. Luto e esperança podem existir, entrelaçados através das memórias amareladas.
Se dói, estou viva.
Se cura, continuo viva.
Se bagunça, estou viva.
Se conserto, estou viva.
Se faz noite, estou viva.
E, quando amanhece, estou viva.
Bendito o dia em que me disseram que, enquanto há vida, há esperança!
É assim que eu grifo o meu Setembro Amarelo, tentando te lembrar que dá para ser feliz, mesmo que esteja doendo muito. Dá para chorar ouvindo uma música feliz. Dá para viver plenamente, cuidando e abraçando as suas emoções como se elas fossem um bebêzinho que precisa de todo o cuidado do mundo.
É a primeira vez que eu posso te dar certeza de algo.
Eu o vivo todos os dias… Existe vida apesar da dor e do caos. E a melhor notícia é que essa vida pode ser linda.
“Eu estava recuperando o fôlego
O piso da cabana rangendo sob meus pés
E eu não tinha certeza, eu tive uma sensação tão peculiar
De que essa dor não iria durar para sempre”
🎗️🌻💛