07/09/2026
Portfólio não é museu de perfeição.
Na segunda lâmina aparecem apps que a Shinier construiu há mais de cinco anos. Alguns continuam no mercado, como Condinvest e Xprex. Outros saíram de produção porque a empresa fechou, mudou de rota ou porque o projeto deu lugar a outra solução. Todos foram feitos com o que existia de melhor em sua época. Hoje, muita coisa já seria feita diferente, com tecnologias novas, arquitetura melhor e refatorações mais maduras.
Isso não é vergonha. É histórico.
Acho estranho esconder trabalho antigo só porque hoje você faria melhor. Mais estranho ainda é tentar parecer pronto o tempo inteiro. Empresa que constrói de verdade acumula versão, erro, ajuste, refatoração, cliente, aprendizado e decisão difícil.
Também acho estranho founder querer captar antes de saber quem pagaria. Ou querer fazer app antes de procurar cliente. Ou ter vergonha de dizer que ainda está validando. O mercado não premia quem parece pronto. Premia quem aprende rápido o suficiente para construir algo que faça sentido.
Na fase MVP, a Shinier pode co-investir tecnologia em projetos selecionados, assumindo parte do risco e alocando programadores junto com o founder. Mas isso não começa com vaidade. Começa com hipótese, segmento, dor, cliente, canal e capacidade de sustentar a construção. O aporte mínimo do founder nessa fase costuma partir de R$ 1.171,50 por mês, geralmente por até 24 meses, podendo ser menos conforme complexidade, evolução da startup, estruturação do negócio ou captação.
A pergunta não é só “dá para fazer o app?”.
É: existe cliente suficiente para justif**ar construir, refatorar, manter e escalar?
Hoje, qual parte você está evitando encarar: procurar cliente, mostrar o que já construiu, refatorar o que ficou antigo ou admitir que ainda está validando?