Tudo começou como um complemento de renda”, disse André Reis sobre a origem da ideia para o negócio. O paulista trabalhava como vendedor de carros e passou a comprar aparelhos iPhone danificados para, depois de mandar para um conserto, revendê-lo. “Era algo que me trazia algo em torno de R$ 500 por mês. O grande problema era justamente buscar o reparo em assistências técnicas”. O status de “complemento de renda” mudou quando, em 2014, houve um corte na empresa em que André trabalhava: "Eu fui demitido. Sem emprego, decidi mergulhar de vez no mundo dos iPhones”, disse o paulista. Porém, ele estava insatisfeito com os serviços de assistência para manter o seu negócio de revenda e Reis decidiu começar a realizar os reparos por conta própria. Só tinha um problema: ele não sabia como fazer o serviço. Foi então que ele recorreu aos vídeos do YouTube. Reis ocupava o seu tempo ocioso assistindo tutoriais sobre como fazer os serviços em produtos Apple. “O primeiro aparelho que tentei arrumar foi quase um trauma. Eu tremia para trocar a tela, mas pouco a pouco fui acostumando. Minha rotina era composta de basicamente duas tarefas: pesquisar na internet e ir até a Santa Efigênia observar os erros e acertos das assistências técnicas no centro de São Paulo”, explica. Com o crescimento na demanda, André se uniu ao seu irmão Fábio Reis para montar um local físico. Fábio vendeu o seu carro para utilizar o dinheiro, junto da rescisão do irmão, para investir em um box de 2 metros quadrados em um centro comercial de São Bernardo do Campo. Lá nascia o Hospital do iPhone. Os irmãos investiram perto de R$ 20 mil para tirar o negócio do papel. O nome da empresa não é à toa. Eles construíram um ambiente “clean”, que realmente lembra um hospital. “Nossos clientes até dão risada. Nós chamamos os aparelhos de pacientes e uma troca de tela chamamos de cirurgia facial, por exemplo”, disse André Reis, o irmão mais novo. Atualmente, o Hospital do iPhone atende, em média, 75 clientes por dia com um ticket médio de R$ 300. A empresa fechou o ano de 2016 com um faturamento de R$ 1 milhão. “Acredito que nosso sucesso venha, principalmente, pela transparência no serviço. Nossa bancada é visível para o cliente. Nada de levar o aparelho para uma outra sala”, disse André. Os irmãos destacam também a qualidade das peças utilizadas e o treinamento aos técnicos como os diferenciais da empresa.