02/08/2026
O PODER DA ORAÇÃO HUMILDE
No 10º Domingo após Pentecostes, a Igreja medita a Parábola do Fariseu e do Publicano (Lc 18, 9-14). Santo Afonso de Ligório ensina que, se a humildade é necessária em toda parte, "ela é mais indispensavel ainda na oração; e especialmente quando vamos á igreja". O fariseu, comprazendo-se em seus próprios méritos, teve sua prece rejeitada pelo orgulho. Em contrapartida, o publicano, ciente de sua miséria, encontrou a misericórdia. Santo Agostinho explica essa atitude interior: "O publicano não ousava levantar os olhos para o céu porque olhava para si mesmo... para, em primeiro lugar, desagradar a si mesmo e assim agradar a Deus". Da mesma forma, São João Crisóstomo recorda que "a humildade, devido a sua imensa força de elevação, triunfa da carga do pecado". A oração contrita atrai o olhar divino, pois Deus resiste aos soberbos, mas concede Sua graça aos humildes.
Ao se aproximar de Deus, despoje-se da autossuficiência. Apresente ao Altar um coração contrito, pois somente quem reconhece a própria pequenez é exaltado e justificado pelo Senhor.
Referências Bibliográficas:
- Santo Afonso Maria de Ligório, Meditações - Tomo III.
- Santo Agostinho, Comentário aos Salmos (1-50).
- São João Crisóstomo, Da Incompreensibilidade de Deus.