20/08/2026
🩸🩸🩸 BROWN marcou uma geração inteira com suas músicas e acabou se tornando um dos
meus artistas favoritos.
Passei boa parte da infância tentando reproduzir suas coreografias e perturbando meu
irmão para que ele me acompanhasse. Sem muito sucesso. Nem com os passos, nem com
meu irmão.
Wall to Wall foi uma das músicas e, principalmente, um dos clipes que mais ficaram comigo.
Talvez por essa minha atração silenciosa pelo terror. Na época, vampiros, sombras, dança e
aquela atmosfera quase sombria pareciam bem mais assustadores do que parecem hoje.
Essa arte nasceu menos da vontade de reproduzir o clipe e mais de reconstruir a lembrança
que ficou dele: o vermelho, o eclipse, a levitação, as roupas, os movimentos e aquela
coreografia surreal que eu assistia em loop.
E eu nem acredito que tive a oportunidade de ir a um show dele em São Paulo, em 2024. É
estranho perceber como algumas referências atravessam tantas fases da nossa vida e
continuam ali, ocupando um espaço que o tempo não apaga.
Porque algumas referências não ficam na memória exatamente como eram.
Ficam como a gente sentiu.
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