18/07/2012
Oito fatos sobre o Office 15, totalmente em cloud computing
Mais integração com outros produtos, como Bing, abertura para desenvolvedores criarem apps e facilidade da nuvem e do touchscreen são algumas das principais mudanças
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Veja, abaixo, os principais pontos:
1. Foco no moderno. Quando Ballmer proferiu estas palavras – foco em dispositivos modernos – a ideia era abraçar o conceito de mobilidade de uma vez por todas. Por esse motivo, o novo Office é completamente adaptado ao toque. “Ele funciona bem não somente no desktop, mas também no Windows 8 RT [sistema operacional voltado para tablets com ARM] e Windows Phone 8
2. Nas nuvens. O Office 15 está nas nuvens, integrado com o SkyDrive, serviço de armazenamento web da empresa. A ideia é que os documentos estejam completamente acessíveis, sem depender do hardware. Alguma semelhança com o Google Docs e o Google Drive? Com certeza. Mas, neste caso, são mantidas todas as funcionalidades dos produtos da Microsoft. Quem é usuário de Google Docs sabe como não é possível fazer algumas coisas mais complexas com o ferramental open source. Segundo Ballmer, o Office 365 – lançado há cerca de dois anos – foi um primeiro passo para esse projeto. É a migração do produto vendido via licença para o serviço cobrado por uso.
3. Conceitos sociais. É possível compartilhar itens do Office em sua conta do Facebook, LinkedIn e “outra redes sociais” (aqui não foram feitas menções ao Google+, pelo menos não consegui captar no discurso em inglês). A Microsoft percebeu que seu usuário não quer mais ficar fechado. “A forma como as pessoas trabalham hoje é completamente diferente de quando entrei na Microsoft. Dar a todos um Office privado não é mais o que elas querem, porque elas estão mais colaborativas do que nunca”, comentou.
4. Intgração com Skype. Integrar o serviço de chamadas de voz e vídeo com arquivos de trabalhos é a aposta da empresa para facilitar todo e qualquer trabalho a ser executado no pacote de produtividade da companhia.
5. Tecnologia Inking: reconhecimento da escrita humana é algo inerente ao desenvolvimento das telas sensíveis ao toque. E um pacote de produtividade adaptado a esse novo cenário não poderia ignorar isso. É possível fazer anotações no tabalet, ultrabook touchscreen ou até mesmo uma tela da recém-adquirida Percetive Pixel. Falando em Perceptive Pixel…
6. …com a tecnologia da empresa comprada recentemente, a ideia é apresentar uma oferta completamente integrada com o Office de telepresença. A tela sensível ao toque, com reconhecimento da escrita humana, funciona como uma grande lousa em uma reunião de negócios, com apresentação simultânea de arquivos Power Point (ou qualquer outro) e chamadas de vídeo.
7. Outlook mais amigável e integrado. Na nuvem, a promessa do serviço de e-mail da Microsoft é ser muito mais leve e amigável, com total integração aos produtos da empresa e melhor conectividade com o serviço de buscas Bing. Se você tem uma reunião com a pessoa X, por exemplo, basta clicar no endereço que o serviço de buscas da Microsoft lhe apresenta o mapa e o caminho a ser seguido para chegar até lá.
8. Criação de uma plataforma para desenvolvedores. Esta talvez seja a principal demonstração que a Microsoft deu de sua flexibilização. A ideia é permitir que desenvolvedores criem aplicações para rodar dentro do ambiente de nuvem do pacote de produtividade da empresa. Com esse modelo de inovação aberta, não é possível imaginar, ainda, o que pode surgir em termos de funcionalidade no futuro.
Importante ressaltar que, de forma geral, as interfaces de usuário, como a nova do Sharepoint, apresentada na coletiva de imprensa, estão muito mais leves e amigáveis, pelo menos vendo de fora. Este texto, especificamente, escrevi no preview do Word do Office 15, porque baixei o pacote de teste assim que Ballmer falou que ele estava disponível. Eu achei extremamente – juro – gostoso de usar. Claro que o fiz em um PC convencional, sem tela sensível ao toque, mas já deu para ter uma ideia da novidade. Não tenho elementos suficientes ainda para falar se o pacote é bom ou ruim, mas com certeza ele é diferente e menos sisudo.