17/04/2022
Naquele sábado de manhã eu faria a prova do curso de pré-liderança, tinha 12 anos e esta prova tinha o peso de “vida ou morte” que só uma pré-adolescente sabe o que significa.
Passar e continuar na liderança, para mim representava um propósito de vida, um motivo para eu continuar vivendo.
Lá eu podia ajudar tanto, lá o que eu fazia impactava e mudava a vida de tantas pessoas.
Eram trabalhos voluntários que iam desde comunidades desfavorecidas, crianças e jovens acometidos por alguma doença terminal, com algum tipo de distúrbio cognitivo ou mesmo em regime de reclusão devido à delitos cometidos.
Também tinham os trabalhos com idosos, adultos ou mesmo pessoas desconhecidas durante os trabalhos de Recreação Educativa na Esquina Democrática.
Enfim, passar naquela prova era tudo para mim naquele momento.
Quando me chamam para entrar sozinha na sala da prova, me deparo com cerca de 10 adultos fazendo o papel de crianças, brigando, chorando e correndo.
Sem saber o que fazer, coloquei em prática o que havia aprendido ao longo do ano, organizei tudo e comecei a fazer uma brincadeira com eles.
Nesse momento eles “voltaram ao normal” e começaram uma espécie de entrevista.
Foi aí que me perguntaram se eu lia bastante.
Resposta: sim!
Depois disso, após a próxima pergunta, me vi frente ao meu 1º grande dilema ético:
Minto e pareço estar falando a verdade
ou
Falo a verdade e pareço estar mentindo
O que você faria?
1 ou 2 ?
Beijo, gente!
Ana Pregardier
Finanças é Coisa de Criança