15/07/2026
Dias atrás fui assolado por notícias de pais que espancaram seus filhos, alguns até à morte. E não estou falando de filhos adultos ou adolescentes, mas de crianças de 3 a 5 anos! Como isso é possível? Como somos capazes de tratar tão mal alguém que deveria o maior alvo do nosso amor?Eu fico mal, me embrulha o estômago. Quando digo que livros pra infância são “criadores de memórias”, é pensando nos filhos ao lembrar dos momentos juntos do pai ou da mãe, compartilhando as histórias, dialogando o sobre os temas, sorrindo, se emocionando... escancarando oportunidades de conversas mais profundas.E quando digo “pai”ou “mãe”, estou sendo intencional. Sei que algumas crianças sofrem da ausência dos pais talvez por uma fatalidade, mesmo assim insisto, num país onde o abandono é algo latente, as conexões precisam ser propositais. Pais precisam se conectar com seus filhos, conhecê-los, aprender a amá-los.O livro pode ser uma forma de conexão. Não a única. Um passeio no parque também pode ser. �Um sorvete também pode ser.Eu sei fazer histórias, é só o que sei fazer, e penso que seja a minha contribuição pra sociedade. Meu intuito maior é que elas sejam lidas entre pais e filhos. Essa será sempre a minha bandeira. “...Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais.” Eu sei, tirei este verso bíblico do contexto, mas ele ressoa profundamente em mim.