05/05/2026
O TURISMO DE POÁ NA UTI: Município corre risco real de perder título de MIT por omissão do Executivo
O que deveria ser um passaporte para o desenvolvimento econômico e a valorização da cidade está prestes a se tornar um símbolo de descaso desta administração. Poá, antes detentora do selo de Estância, e após a perda deste detém o selo de Município de Interesse Turístico (MIT), enfrenta o risco iminente de perder mais um título e os repasses estaduais que o acompanham. Qual o motivo? A falta de fazer a "lição de casa" básica por parte desta gestão.
Enquanto cidades vizinhas como Suzano e Arujá aceleram projetos e investem em suas infraestruturas turísticas, Poá parece ancorada no passado, paralisada por uma burocracia interna que ignora documentos já prontos há meses.
Com documentos prontos para assinar, como o Plano Diretor de Turismo e o Calendário Turístico da Cidade, desde o primeiro semestre do ano passado, o COMTUR, o Conselho Municipal de Turismo de Poá, pede socorro e grita para salvar o município de mais uma perda. Sem a assinaturas destes documentos, o município poderá f**ar impedido de pleitear novos recursos, correndo o risco de ser rebaixado no ranking estadual, comprometendo verbas essenciais para o setor.
Na semana passada, este importante conselho foi empossado, e sua mesa diretora foi reconduzida, pois os membros reconheceram a organização e a competência do presidente Vinícius Macedo, da vice Natássia Gabriela e do secretário Delcimar Ferreira. Mesmo com uma postura e ação exemplar em defesa dos empresários e munícipes, o COMTUR tem sido uma voz solitária a cobrar ação tentando, mas sem sucesso, uma agenda com o prefeito desde o ano passado.
Também na semana passada, o município recebeu o valor de 600 mil para serem empregados no setor do turismo. O conselho defende a reativação do Centro de Atendimento ao Turista (CAT) e o início de um Plano Municipal de Turismo, porém a municipalidade insiste em injetar este valor na obra do Balneário, local que já consumiu mais de R$ 30 milhões e segue sem previsão de entrega, um investimento contínuo em uma obra interminável.
Uma Cidade de Aparências: Flores para as Visitas, Penumbra para os Filhos
A crítica dos representantes da sociedade civil vai além da burocracia. A pergunta que ecoa nas ruas é: "Turismo em Poá para ver o quê?" Com umcomércio desvalorizado, insegurança, uma cultura silenciada e desvalorizada. Além disso, há relatos de servidores desmotivados e recursos gastos em festividades momentâneas em vez de projetos estruturantes. A mesma cidade que que recebe a visita com flores e música, cuida dos munícipes penumbra das ruas e com placas imobiliárias espalhadas nos imóveis.
Com a gestão de recursos sob questionamento, a preocupação agora se volta para a intenção do Executivo em buscar um novo empréstimo. Para especialistas, a necessidade de crédito é um reflexo direto de uma gestão que falha na alocação de verbas existentes e na organização administrativa.
Se Poá não acordar para a realidade técnica exigida pelo Ministério do Turismo e não cuidar primeiro do seu próprio cidadão, o título de MIT será apenas uma lembrança de um potencial desperdiçado. Afinal, uma cidade que não é boa para quem nela vive, jamais será atraente para quem a visita.