09/11/2021
O Killware é uma soma do verbo em inglês “to kill” (matar) e o substantivo malware — os programas maliciosos. E parte do princípio de impedir um sistema de funcionar de tal forma que acabe resultando em vítimas fatais.
“A expressão tem sido usada para popularizar condutas relacionadas a incidentes de segurança da informação que acaba gerando um impacto na integridade física — e até na vida — de uma ou de mais pessoas”, explica o pesquisador-sênior do ITS Rio, Christian Perrone.
Para o instituto Gartner, as perspectivas não são boas. Até 2025, cibercriminosos terão capacitado massivamente as invasões de sistemas ciberfísicos (máquinas controladas por computador) a ponto de ferir ou tirar a vida de pessoas. A projeção avalia:
“Eles evoluíram de uma disrupção de processos imediatos, tais como derrubarem uma estação de energia, para comprometer a integridade de ambientes industriais com a intenção de causar dano físico.”
Até o momento, o grosso desses ataques mira em Tecnologias Operacionalizadas (OTs). A lógica do crime é natural: se computadores controlam sistemas de segurança, hackear estas máquinas é ter controle deste tudo. Nessa hora, o raciocínio até lembra os ransomwares, os famigerados sequestros de dados. Mas aqui, não há recompensa a se pagar pela vida. A intenção é letal.
“Algumas formas de ransomware podem acabar gerando o mesmo impacto de um ‘killware’, mas o objetivo nesses casos é outro”, afirma Perrone. “O killware possui a intencionalidade de causar impacto na vida e integridade das pessoas — o que normalmente não acontece no caso de ransomware. O objetivo específico do ransomware é gerar um resgate, buscar um valor
econômico específico.”
Fonte: Olhar Digital
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