31/12/2019
Se até o início desta década a computação quântica era apenas uma teoria, estritamente presente em pesquisas acadêmicas, a confirmação do sucesso de um experimento realizado pela Google permitiu que fosse dado mais um passo à frente na jornada que busca tornar a próxima geração de computadores em uma realidade do dia a dia.
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Um funcionário da Nasa envolvido no projeto então secreto de computação quântica acidentalmente publicou o estudo que mostrava que a Google havia realizado, por meio de uma máquina nomeada de Sycamore, a estabilização dos chamados qubits (versões quânticas dos tradicionais bits) por tempo suficiente para que fossem realizadas operações em velocidade jamais atingidas antes. Mais precisamente, a máquina foi capaz de resolver, em 3 minutos, cálculos que levariam 10 000 anos para serem feitos. Nesse caso, devido à Google ser capaz de criar um computador quântico apto a rodar um programa de forma estável, teria se atingido a supremacia quântica.
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Embora a conquista seja chamada de “supremacia”, isso não significa que os computadores quânticos já seriam mais capazes do que os computadores domésticos, visto que o computador da Google por enquanto só vence os concorrentes diante de uma única tarefa, executada em laboratório. Em funções mais rotineiras, as novas versões dos PCs ainda não seriam funcionais.
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Após o vazamento, o estudo foi anunciado por meio de um artigo científico, no renomado periódico científico Nature.
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Contudo, vale lembrar que a supremacia quântica é um marco científico importante. São passos singelos como esse que permitem que, décadas a frente, aflorem revoluções comparáveis ao que foram as impulsionadas por smartphones, tablets e robôs. Em outras palavras, a conquista da Google, ao que se indica, entrará para a história como aquela que deu início a uma nova era da computação. Uma que não demorará a impactar a vida de todos.
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Fonte: Veja
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