25/06/2016
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Os orelhões podem estar impedindo o avanço da internet no Brasil; entenda.
Que a internet brasileira não é de qualidade, isso não é novidade. O ranking mundial de velocidade média de rede tem o Brasil em 89º lugar, enquanto na lista dos países mais conectados, nós estamos em 42º. Os motivos para isso também não são novidade.
Mas segundo alguns especialistas na área, um entrave para que a internet brasileira se desenvolva de forma inteligente e rápida pode ser simplificado na figura de um telefone público: os famosos "orelhões", espalhados pelos quatro cantos do Brasil, e cada vez menos utilizados.
No ano passado, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou que desativaria 538 mil orelhões dos 950 mil instalados em todo o País. Dos que sobraram, mais de 80% recebem ou fazem apenas quatro chamadas por dia. Muitos estão em más condições ou sequer funcionando corretamente.
O caso é que a responsabilidade por cuidar desses orelhões não é do governo, como muitos imaginam. É, na verdade, das operadoras de telefonia, como a Vivo, a Oi, a Sercomtel e a Algar Telecom, que cobrem, ainda que não por completo, o território nacional com suas redes de telefonia.Mas o que os telefones públicos têm a ver com a internet? Segundo especialistas que participaram de um workshop promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta semana, na capital paulista, a relação tem a ver com o regime de concessão de serviço público oferecido às operadoras.
O que acontece é que as empresas de telecomunicação operam como servidoras de um direito que deve atender toda a população. Por isso, além de oferecer linhas de telefone e de internet, as empresas que recebem uma concessão do governo são obrigadas a obedecer certas regras para que todos os seus clientes sejam contemplados, sem discriminação. SAIBA MAIS!!!