11/09/2018
Vale a pena entrar na bolsa de valores, agora?
A Bolsa de Valores de São Paulo acumula este ano uma variação de 25,19%, considerando o fechamento do mercado nesta segunda-feira. Uma volatilidade que impressiona e escancara a diferença entre essa opção de renda variável e a taxa de juros de 6,4% ao ano, ou menos de 0,5% ao mês de ganho na renda fixa.
O Índice Bovespa bateu sucessivos recordes este ano, superando as expectativas do próprio mercado. A dúvida para quem pensa migrar da renda fixa para a renda variável é saber até onde vai essa variação do mercado de ações. Mesmo porque para alguns especialistas, o melhor momento para entrar na bolsa pode ter ficado para trás. Ou não?
Pitada de risco
De forma geral, o comportamento da Bovespa reflete um cenário positivo que combina recuperação da economia doméstica e crescimento sincronizado das principais economias mundiais.
Os principais riscos, estão na política, tanto aqui como lá fora. O fator político, que já emperrou a reforma previdenciária, pode agravar o desequilíbrio fiscal e alimentar volatilidade no mercado financeiro em meio ao processo de disputa eleitoral.
Essa perspectiva não deve ser motivo para deixar de adicionar uma pitada de risco e diversificar sua carteira com aplicação de parcela dos recursos na compra de ações. Sempre com a ajuda de profissionais de boas casas de investimento!
A aposta de momento dos investidores é que, no fim do processo eleitoral, saia vitorioso das urnas um candidato de perfil amigável ao mercado, comprometido com as reformas e o ajuste das finanças públicas.
Mais que renda fixa
Como se presume que nem todos sejam especialista em ações – ou, ainda, que a maioria seja iniciante na incursão em bolsa de valores –, alguns consultores de investimentos sugerem que o investidor não vá com sede ao mercado de ações.
Apesar de hoje a Bovespa estar sendo cotada bem próximo ao valor de abertura do ano, podemos tirar muito proveito de uma volatilidade acumulada de 25,19%, realizando operações mais curtas, aproveitando as altas e baixas do mercado. Isso se chama maximizar os resultados.
Embora acene com rendimento superior, uma aplicação de renda variável embute risco maior, o que exige cautela redobrada. Entre os cuidados está a indicação do consultor de que o investidor aplique nela apenas uma pequena parcela do patrimônio.
Não tem como espernear. Quem quiser um rendimento acima dos 5,40% projetados para a renda fixa este ano precisará ter de 10% a 20% de seus recursos em ações. A acumulação dessa valorização, contudo, não é linear. Haverá altas e baixas pelo caminho, movidas até por solavancos, o que exige paciência do investidor em bolsa.
O consultor explica que o momento da bolsa reflete o otimismo com os bons fundamentos da economia, que está em crescimento sob inflação e juros baixos, ainda que o desequilíbrio fiscal preocupe, sobretudo depois que o governo abriu mão da reforma da Previdência.
Dados da bolsa de valores apontam que a alta do mercado no início do ano, escorada na forte participação de capital estrangeiro em janeiro, passou a ser sustentada gradualmente pelas compras de investidores domésticos pessoas físicas – sobretudo pela migração dos recursos dos fundos de renda fixa.
Opção pelos fundos
O investidor que quiser migrar para as ações deverá procurar um especialista de ações. Existem duas modalidades: o fundo de ações passivo e o fundo de ações ativo. O primeiro, segue a variação do Índice Bovespa (Ibovespa) e o segundo responde às escolhas e decisões do gestor, que analisa tudo (condições da economia e do mercado) e indica compra das ações para o aplicador.
O mais indicado para um iniciante, é um fundo de ações ativo de um corretora em que o investidor confie. “É grande a probabilidade de ganhar mais que no atrelado ao Ibovespa”, acreditam os especialistas, que sugerem a aplicação de até 20% dos recursos nessas ações.
Para os 80% restantes do capital, é indicado a distribuição de 40% em um fundo multimercado (que mescla aplicações em renda fixa e variável) e os demais 40% em renda fixa, que provavelmente ficarão atrelados ao juro DI, já que o investidor doméstico não abre mão do curto prazo.
“Esse mix de carteira (combinação de ações, multimercado e de renda fixa) dificilmente vai render menos que os juros”, preveem os consultores de investimentos.
Mas como dar o primeiro passo?
Temos os melhores especialistas para te auxiliar nas negociações das melhores ações, que vão te ajudar não somente no que investir, mas também qual o melhor momento para a compra das mesmas.
Acesse...
https://cpnetinformatica.com.br/sobre-o-cpinvest/