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03/10/2018
28/05/2018

Computação em Nuvem

Carlos Hernane de Oliveira 22 de Maio de 2018

Objetivo
O objetivo desse artigo é expor os conceitos acerca de computação em nuvem, mostrar suas características e modelos de serviços.
Embora a computação em nuvem seja um fenômeno relativamente recente, tem suas raízes nas ideias concebidas na década de 1960. J.C.R. Licklider de A ARPANET é amplamente atribuída como a primeira a introduzir a ideia de “rede de computadores intergaláctica” em 1969, uma máquina que pode ser acessada de qualquer lugar no mundo.
Como o passar do tempo, o avanço tecnológico, o aprimoramento de recursos e principalmente a popularização da internet fez com que grandes empresas como Amazon, Microsoft e Google, as três maiores atualmente, começassem a oferecer serviços nessa área, tornando a tecnologia de nuvem mais barata e muito mais acessível.

Conceitos
O NIST (National Institute of Standards and Technology (NIST), em português: Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia) apresenta a seguinte definição para computação em nuvem: “Computação em nuvem é um modelo que possibilita acesso, de modo conveniente e sob demanda, a um conjunto de recursos computacionais configuráveis (por exemplo, redes, servidores, armazenamento, aplicações e serviços) que podem ser rapidamente adquiridos e liberados com mínimo esforço gerencial ou interação com o provedor de serviços”.
[Armbrust et al. 2009] propõem a seguinte definição: “A computação em nuvem é um conjunto de serviços de rede ativados, proporcionando escalabilidade, qualidade de serviço, infraestrutura barata de computação sob demanda e que pode ser acessada de uma forma simples e pervasiva”.

Características
A NIST, em sua 16ª e última definição de nuvem Computing, codinome SP (Special Publication) 800- 145, destaca cinco características-chave que todas as tecnologias de nuvem devem incorporar:
1. Autoatendimento sob demanda: O consumidor pode usar os serviços da nuvem e, se achar necessário, aumentar ou´diminuir as capacidades computacionais alocadas, como tempo de servidor, armazenamento de rede. Tudo isso sem precisar de interação humana com o provedor de serviços.
2. Acesso à rede ampla: Amplo acesso a rede signif**a que os serviços da nuvem são acessíveis de qualquer plataforma. São utilizados mecanismos padrões que promovem o uso de plataformas heterogêneas. Assim o cliente pode acessar tanto de seu celular quanto de seu PC ou qualquer outra plataforma.
3. Pool de recursos: Os recursos computacionais da nuvem f**am reunidos geograf**amente. Seus recursos virtuais são dinamicamente atribuídos ou retribuídos pelo cliente conforme sua demanda. O cliente não possui controle sobre a real localização dos recursos que está utilizando, tendo somente uma informação mais ampla como o país em que se encontra, o estado ou o Data Center. Os tipos de recursos são: armazenamento, processamento, memória, banda e máquinas virtuais.
4. Elasticidade Rápida: A elasticidade é definida como a capacidade de alocar com agilidade, mais ou menos recursos no momento em que for necessário.
Na ótica do consumidor, a nuvem parece ser infinita, pois ele pode adquirir quanto mais ou menos poder computacional for necessário para suas aplicações.
Essa é uma das principais características que tornam a Cloud Computing um serviço muito atrativo.
5. Serviço Medido: Todos os serviços são controlados e monitorados automaticamente pela nuvem, de maneira que f**a tudo transparente tanto para o consumidor quanto para o fornecedor. Os serviços em nuvem devem seguir o modelo de precif**ação de pagamento conforme o uso. Todo o consumo e o uso dos recursos da nuvem deve ser monitorado, registrado e reportado ao consumidor e controlado de ambos os lados como foi contratado.
Um usuário só deve ser cobrado pelo que ele usou e também se houver limites de uso por usuário, é responsabilidade do prestador de serviços que tais limites não sejam violados em circunstâncias normais. Isso ajuda o consumidor a otimizar sua utilização da nuvem de acordo com sua produção, e ajuda o provedor na hora da cobrança dos recursos.

Modelos de serviço de computação em nuvem:
Existem três modelos de serviço para a Computação em Nuvem que vai ser definido por quanto de controle o usuário tem sobre o recursos e que tipo de recursos o usuário tem:
1. Software como Serviço (SaaS): Em SaaS, os serviços são fornecidos aos consumidores que terão a capacidade de acessar e usar aplicativos de um provedor de serviços em execução na nuvem. Os usuários podem acessar o software por meio de interface baseada em navegador ou qualquer outra interface fina como ftp (Protocolo de Transferência de Arquivos) ou algum aplicativo do lado do cliente e eles têm pouco controle sobre esses aplicativos. Estes serviços são assinados mensalmente ou anualmente. Exemplos incluem o Microsoft Office 365, Microsoft Skype, Google Apps e força de vendas.
2. Plataforma como serviço (PaaS): plataforma como serviço fornece ao usuário a capacidade de desenvolver, implantar e gerenciar seus aplicativos em plataforma de hosts. O consumidor não tem controle sobre a infraestrutura subjacente como servidores, sistema operacional e número de processadores, só podem controlar a aplicação e sua configuração. Exemplos incluem Serviços de hospedagem na Web, como o Microsoft Azure Web Services, Amazon Web Services e Heroku, plataforma de hospedagem de aplicativos.
3. Infraestrutura como serviço (IaaS): O IaaS é a parte responsável por prover toda a infraestrutura necessária para a PaaS e o SaaS. O principal objetivo do IaaS é tornar mais fácil e acessível o fornecimento de recursos, tais como servidores, rede, armazenamento e outros recursos de computação fundamentais para construir um ambiente sob demanda, que podem incluir sistemas operacionais e aplicativos.
O termo IaaS se refere a uma infraestrutura computacional baseada em técnicas de virtualização de recursos de computação. Esta infraestrutura pode escalar dinamicamente, aumentando ou diminuindo os recursos de acordo com as necessidades das aplicações. Exemplos incluem clusters do Amazon EC2, Microsoft Azure (que fornece o Linux e o Windows VM).

Modelos de implantação de computação em nuvem:
1. Nuvem Privada: Como o nome diz, é uma Cloud particular. Funciona em ambiente do próprio cliente, que necessariamente não precisa ser on-premise, ou seja, estar dentro da empresa. Essa Nuvem exige investimento maior, se apresenta como mais adequada para armazenamento de dados estratégicos e aplicações de missão crítica ou sujeitas à legislação de governo e órgãos regulatórios.
2. Community Cloud: Na nuvem comunitária, a infra-estrutura da nuvem é compartilhada por uma comunidade de organizações que têm objetivos comuns e estão trabalhando em projetos similares.
3. Nuvem pública: Nuvem operada por grandes provedores que usam a mesma infraestrutura para entregar recursos de TI com mais rapidez. Como os serviços são compartilhados, os custos são menores que os praticados pela Cloud Privada e Híbrida.
4. Nuvem híbrida: Combinação da Nuvem Privada e Pública em ambiente único, que permite a interoperabilidade entre os recursos de TI. Com esse tripé, a empresa pode, por exemplo, mover dados sensíveis da rede Privada para Pública e vice-versa de forma automática com segurança, que é grande apelo da Nuvem Híbrida.

Conclusão
Após a avaliação das características e modelos de implantação podemos citar as principais vantagens e desvantagens da computação em nuvem:
Vantagens:
Economia em custos iniciais, já que não se precisa investir em espaço físico, hardware de última geração e nem licenças de softwares.
Facilidade de dimensionamento, serviços em nuvem podem ser facilmente escalonados para cima e para baixo de acordo com a necessidade do cliente.
Sem custos de manutenção, os serviços de nuvem não têm custos de manutenção, sendo essa, uma atribuição do provedor de nuvem.
Disponibilidade sempre ativa, os serviços na nuvem estão sempre disponível para os usuários, desde que estejam conectados para a internet.
Confiabilidade, os serviços de nuvem são bastante confiáveis ​​no sentido de que não há necessidade de se preocupar com perda potencial de dados devido a falha de disco ou quebra tarefa de computação devido a falha do servidor ou interrupção de energia.
Desvantagens:
Segurança dos dados. Usualmente os prestadores de serviços de nuvem oferecem excelentes mecanismos de segurança para evitar qualquer vazamento de dados vitais, mas tais incidentes ocorreram no passado.
Controle Limitado: os consumidores têm pouco controle sobre seus produtos na nuvem.
Nenhuma responsabilidade legal para fornecedores.
A Computação em Nuvem está aqui para f**ar. Em um futuro próximo, seria prudente para muitas empresas adotá-la. As perspectivas sobre a nuvem são enormes. As ameaças de segurança incorporadas na abordagem de computação em nuvem são diretamente proporcionais às vantagens oferecidas.
A necessidade de se garantir a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados sempre foi a maior preocupação da TI, no que tange a segurança da informação e não é diferente agora na nuvem.
O maior benefício vem de encontro à toda organização que não está ligada diretamente à TI, por meio de seu modelo de negócio. Essas empresas vão poder deixar de se preocupar com tecnologia e se concentrar apenas no seu negócio a fim.

16/05/2018

Desafios da Tecnologia da Informação
Carlos Hernane de Oliveira

Objetivo
O objetivo desse artigo é expor os desafios de se colocar em prática as Estratégias de
Tecnologia da Informação (TI) no mundo corporativo.
Para um melhor entendimento, é preciso destacar as partes de TI que envolvem uma
organização. De uma maneira didática, dividimos a TI em três partes, Governança de TI,
Alinhamento Estratégico de Negócio e TI e Modelo de Negócio.
Entretanto, sabe-se que as partes coexistem e interagem entre si, participando de uma forma
distribuída, de todas as áreas e processos de uma empresa.
A Governança de TI (Gov TI)
Segundo o IBGC (Código Governança Corporativa), Governança Corporativa possui
a característica de se buscar um sistema equilibrado de decisões, deve dar sustentação à
perenidade das corporações, à preservação de seus objetivos tangíveis e intangíveis. Sua
obrigação é oferecer transparência, equidade entre os sócios, fornecer uma boa prestação de
contas, responsabilizando cada integrante da Governança pela sustentabilidade da empresa.
GovTI é uma parte integrante da Governança Corporativa. Segundo Magalhães
(2007), a governança de TI está fundamentada basicamente em pessoas, processos e
tecnologia.
É definida por Weill e Ross (2006) como sendo a especif**ação dos direitos decisórios
e da estrutura de responsabilidades para estimular comportamentos desejáveis na utilização
da TI. Deve fornecer meios e ou ferramentas que ajudem à administração na tomadas de
decisões.
Já (PERES, João R.) afirma que a Governança de TI é um conjunto de práticas,
padrões e relacionamentos estruturados, assumidos por executivos, gestores, técnicos e
usuários de TI de uma organização, com a finalidade de garantir controles efetivos, ampliar
os processos de segurança, minimizar os riscos, ampliar o desempenho, otimizar a aplicação
de recursos, reduzir os custos, suportar as melhores decisões e consequentemente alinhar TI
aos negócios.
Ao favorecer a comunicação entre a TI e os negócios, a gestão de serviços de TI
possibilita retornos mensuráveis sobre os resultados de suas operações. Dessa forma, a TI não
se coloca mais como geradora de despesas, mas como parceira fundamental na geração de
valor ao negócio.
A governança de TI busca compartilhar decisões de TI com os demais dirigentes da
organização, assim como estabelece regras à organização e aos processos que nortearão o uso
da Tecnologia da Informação pelos usuários, departamentos, divisões, negócios da
organização, fornecedores e clientes, determinando como a TI deve prover os serviços para a
empresa. (Fernandes & Abreu, 2008).
Alinhamento Estratégico de Negócio e TI
O alinhamento estratégico de TI é um processo contínuo de ajustes que as
organizações utilizam para obter-se a interligação entre os objetivos e estratégias de negócios
e os objetivos e estratégias da área de TI, com o intuito de obter vantagem competitiva.
Ao longo dos anos, diversos conceitos, metodologias e modelos ligados ao
alinhamento estratégico (AE) de sistemas de informações e de tecnologia da informação
foram desenvolvidos.
O alinhamento estratégico da área de TI vem sendo estudado há anos como um
objetivo a ser buscado pelas áreas de TI das organizações. Um dos pressupostos básicos é o
alinhamento entre o Planejamento Estratégico do Negócio (PEN) e o Planejamento
Estratégico de TI (PETI). Diversos conceitos de alinhamento estratégico podem ser
ressaltados, todos eles enfatizando a importância de atingi-lo.
Alinhar a TI ao negócio, é dar garantia à sua continuidade, à sua competitividade, à
inovação.
Modelo de Negócio
Osterwalder simplif**a em uma frase: “Um modelo de negócio descreve a lógica de
como uma organização cria, produz e captura valor”. Já (Morris et al., 2005, apud) diz que
um modelo de negócio é uma representação concisa de como uma gama de variáveis
decisórias inter-relacionadas nas áreas de estratégia de risco, arquitetura, e economia são
abordadas para criar vantagem competitiva sustentável nos mercados definidos. Possui seis
elementos fundamentais: proposição de valor, cliente, processos e competências internas,
posicionamento externo, modelo econômico, fatores pessoais e fatores de investimento.
Porém, ele vai além e detalha o conceito de Modelo de Negócio, que se divide nas quatro
principais áreas de um negócio: Clientes, oferta, infraestrutura e viabilidade financeira.
A relação entre estratégia, organização e sistemas forma um Triângulo de Negócio,
que é constantemente sujeito a pressões externas, como forças competitivas, mudanças
sociais, mudança tecnológica e opinião do cliente.
Em um cenário de incertezas e de muita turbulência e intempestividade, comumente
encontrado nas organizações, a TI é cobrada a assumir uma postura compatível com o nível
de exigências que a conjuntura atual lhe apresenta, tendo que se adequar aos modelos de
negócio e às singularidades da estrutura organizacional.
Desafios envolvendo a TI
Henderson e Venkatraman (2004) ressaltam o dinamismo e complexidade do AE,
representando-o de acordo com as mudanças do ambiente de negócios. Assim, a TI deve ter
seus elementos integrados com a evolução e a complexidade dos modelos.
Deve-se criar uma realidade corporativa repleta de sistemas e tecnologias da
informação que dão suporte aos tomadores de decisão e que devem proporcionar desempenho
gerencial superior.
É necessária a compreensão de um modelo que descreva o comportamento dinâmico
de uma área de TI que facilite a busca pela excelência das funcionalidades desejadas e,
consequentemente, os resultados alcançados.
Não há como ocultar o fato de que a TI é complexa, mas ela tem que ser. Não há uma
chave mágica para girar ou uma mudança única que a TI possa fazer para conseguir uma
eficiência operacional aperfeiçoada. Em vez disso, é uma combinação de pessoas, processo e
tecnologias que têm o potencial para criar um impacto profundo na TI e um impacto
diretamente positivo nos negócios.
As soluções de gerenciamento de TI devem ter um roteiro coerente que demonstra
com que facilidade as ferramentas integradas podem criar ambientes menos complexos. Está
ocorrendo uma mudança de gerenciamento que criou ferramentas mais abrangentes para
ambientes de TI mais complexos.
Conclusão
É inegável a existência dos desafios na elaboração de uma boa aplicação da TI. Esses
desafios são muitos e complexos. O primeiro passo é, sem dúvida, buscar uma maior
integração entre todas as áreas de uma organização, desde seu Planejamento Estratégico, do
modelo de negócio, passando pela Governança de TI, construir esse alinhamento. A TI deve
ser a ponte entre o querer e o fazer.
Não dá para analisar qualquer organização sem começar por seu Planejamento
Estratégico, nem desconsiderar a complexidade de qualquer modelo de negócio, com suas
nuances externas, fornecedores, colaboradores e clientes. A TI deve oferecer ferramentas que
ajudem na dinâmica de tomadas rápidas de decisões, baixando custos e promovendo
segurança à organização.
O uso de ferramentas de apoio, que busquem uma análise integrada, vai ser sempre o
melhor caminho, mais seguro e mais eficiente, para a construção de uma boa Governança de
TI e um melhor alinhamento entre a TI e o Planejamento Estratégico.
Não é objeto de estudo deste artigo a apresentação dessas ferramentas. F**a aqui a
sugestão para trabalhos futuros, o estudo das melhores ferramentas já disponíveis no
mercado.
Referências
I. L. Magalhães, Gerenciamento de serviços de TI na prática: uma abordagem com
base na ITIL.: Novatec, 2007.
P. Weill and J. W. Ross, Governança de TI.: M. Books, 2006.
A. A. Fernandes and V. F. Abreu, Implantando a governança de TI: da estratégia à
gestão de processos de serviços, 2nd ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2008.
OSTERWALDER, Alexander; PIGNEUR, Yves; Business Model Generation. A
Handbook for Visionaries, Game Changers, and Challengers. United States of America,
2010. ISBN: 978-0470-87641-1
ZOTT, Christoph; AMIT, Raphael; MASSA, Lorenzo. The Business Model: Theorical
Roots, Recent Developments, and future Research. Working Paper. Junho, 2010. IESE
Business School – University of Navarra.
Henderson, J. C., & Venkatraman, N. (2004) Cinco Princípios para Tirar o Máximo da TI. in
DAVENPORT, T. H.; MARCHAND, D.; A. DICKSON, T. Dominando a Gestão da
Informação. Porto Alegre: Bookman,.

20/03/2018

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24/07/2017
25/06/2017
24/03/2017

10 incríveis e aterrorizantes avanços na inteligência artificial

Stephen Hawking, Bill Gates e Elon Musk têm algo em comum (além de riqueza e inteligência). Eles estão todos aterrorizados com uma possível “revolução das máquinas”. Também conhecido como apocalipse da inteligência artificial, este é um cenário hipotético onde as máquinas artificialmente inteligentes se tornam a forma de vida – ou não vida – dominante na Terra. Pode ser que os robôs se rebelem e tornem-se nossos senhores, ou, pior, eles podem exterminar a humanidade e reivindicar a Terra para si mesmos.
Mas este apocalipse das máquinas realmente pode acontecer no mundo real? O que levou pessoas respeitáveis e de renome mundial como Musk e Hawking a expressar sua preocupação sobre este cenário hipotético? Podem filmes de Hollywood, como O Exterminador do Futuro, estarem certos, afinal de contas? Vamos descobrir por que razão muitas pessoas importantes, mesmo os principais cientistas, estão preocupados com a evolução da inteligência artificial e por que isso poderia acontecer muito em breve.

10. Eles estão aprendendo a enganar e trapacear
Mentir é um comportamento universal. Os humanos fazem isso o tempo todo, e até mesmo alguns animais, como esquilos e pássaros, usam a mentira como recurso para a sobrevivência. No entanto, mentir já não se limita aos seres humanos e animais. Pesquisadores do Georgia Institute of Technology desenvolveram robôs artificialmente inteligentes capazes de trapacear. A equipe de pesquisa, liderada pelo professor Ronald Arkin, espera que os seus robôs possam ser usados ​​pelos militares no futuro.
Uma vez aperfeiçoados, os militares podem implantar esses robôs inteligentes no campo de batalha. Eles podem servir como guardas, protegendo suprimentos e munição dos inimigos. Ao aprender a arte de mentir, estes robôs podem “ganhar tempo até que os reforços sejam capazes de chegar”, mudando suas estratégias de patrulhamento para enganar outros robôs inteligentes ou mesmo seres humanos.
No entanto, o professor Arkin admite que existem “preocupações éticas signif**ativas” a respeito de sua pesquisa. Se suas descobertas vazam para fora do ambiente militar e caem nas mãos erradas, isso poderia signif**ar uma catástrofe.

9. Eles estão começando a assumir nossos trabalhos
Muitos de nós têm medo daqueles robôs assassinos do cinema, mas os cientistas dizem que devemos estar mais preocupados com as menos terríveis, mas mesmo assim assustadoras, máquinas de eliminação de nossos trabalhos. Vários especialistas estão preocupados que os avanços na inteligência artificial e na automação poderiam resultar em muitas pessoas perdendo seus empregos para robôs. Nos Estados Unidos, 250.000 robôs já executam trabalhos que os humanos costumavam fazer. O que é mais alarmante é que este número está aumentando em dois dígitos a cada ano.
E não são só os trabalhadores que estão preocupados com máquinas que desempenham trabalhos humanos; especialistas em IA estão preocupados também. Andrew Ng, do Brain Project do Google e cientista-chefe da Baidu (equivalente chinesa do Google), têm expressado preocupações sobre o perigo do avanço da inteligência artificial. Robôs inteligentes nos ameaçam, segundo ele, porque são capazes de fazer “quase tudo melhor do que quase qualquer um”.
Instituições mais respeitadas também lançaram estudos que refletem essa preocupação. Por exemplo, a Universidade de Oxford conduziu um estudo que sugere que nos próximos 20 anos, 35% dos postos de trabalho no Reino Unido serão substituídos por robôs artificialmente inteligentes.

8. Eles estão começando a f**ar mais inteligentes que hackers humanos
Os filmes de Hollywood costumam retratar hackers como foras da lei sexys e legais. Na vida real, não é bem assim. Hacking pode ser chato na vida real, mas, nas mãos erradas, também pode ser muito perigoso. O que é mais perigoso é o fato de que os cientistas estão desenvolvendo sistemas de hacking com inteligência artificial altamente inteligentes para lutar contra “maus hackers”.
Em agosto de 2016, sete equipes estão definidas para competir no Cyber Grand Challenge da DARPA. O objetivo deste concurso é apresentar hackers robôs superinteligentes, capazes de atacar as vulnerabilidades dos inimigos e, ao mesmo tempo, constatar e arrumar as suas próprias fraquezas, protegendo seu desempenho e funcionalidade.
Embora os cientistas estejam desenvolvendo robôs hackers para o bem comum, eles também reconhecem que, em mãos erradas, os seus sistemas de hacking superinteligentes poderiam desencadear o caos e a destruição. Basta imaginar o quão perigoso seria se uma inteligência artificial tomasse o controle desses hackers autônomos inteligentes. Estaríamos no mínimo indefesos.

7. Eles estão começando a entender o nosso comportamento
O Facebook é, inegavelmente, a mais influente e poderosa plataforma de mídia social hoje. Para muitos de nós, tornou-se uma parte essencial da nossa rotina. Mas cada vez que usamos o Facebook, estamos interagindo, sem saber, com uma inteligência artificial. Mark Zuckerberg já explicou como o Facebook está usando a inteligência artificial para entender o nosso comportamento.
Ao compreender como nos comportamos ou “interagimos com as coisas” no Facebook, a IA é capaz de fazer recomendações sobre coisas que poderíamos achar interessantes ou que serviriam às nossas preferências. Zuckerberg tem um plano para desenvolver inteligências artificiais ainda mais avançadas para serem usadas em outras áreas, como a medicina. Por agora, a IA do Facebook só é capaz de reconhecer padrões e tem uma aprendizagem supervisionada, mas é previsível que, com os recursos da rede social, os cientistas acabem chegando a IAs superinteligentes capazes de aprender novas habilidades e melhorar a si mesmas, algo que poderia ou melhorar as nossas vidas ou nos levar à extinção. A linha parece ser bem tênue.

6. Eles vão em breve substituir nossos amantes
Muitos filmes, como Ex-Machina e Ela, têm explorado a ideia de seres humanos se apaixonando e tendo relações se***is com robôs. Mas será que isso poderia acontecer na vida real? A controversa resposta é sim, e isso vai acontecer em breve. O Dr. Ian Pearson, um futurólogo, divulgou um relatório chocante em 2015 que diz que o s**o humano com robôs vai ser mais comum do que o ultrapassado s**o entre humanos em 2050. Pearson conduziu o relatório em parceria com a Bondara, uma das lojas de brinquedos se***is líderes do Reino Unido.
O relatório também inclui as seguintes previsões: em 2025, muitos ricos terão acesso a alguma forma de robôs se***is artificialmente inteligentes. Em 2030, as pessoas comuns vão se envolver em algum tipo de s**o virtual da mesma maneira como as pessoas casualmente assistem filmes pornô hoje. Em 2035, muitas pessoas terão brinquedos se***is “que interagem com o s**o de realidade virtual”. Finalmente, em 2050, o s**o humano com robôs vai se tornar a norma.
Claro, existem pessoas que são contra os robôs se***is artificialmente inteligentes. Uma delas é a Dra. Kathleen Richardson, da Universidade de Montfort, no Reino Unido, especialista em ética na robótica. Ela acredita que os encontros se***is com máquinas irão criar expectativas irreais e incentivar o comportamento misógino em relação às mulheres. Não é um cenário muito difícil de se imaginar.

5. Eles estão começando a f**ar muito semelhantes aos humanos
Ela pode parecer uma mulher comum, mas não é. Yangyang é uma máquina de inteligência artificial que vai cordialmente apertar sua mão e dar-lhe um abraço caloroso. Ela foi desenvolvida por Hiroshi Ishiguro, um especialista em robôs japonês, e Song Yang, professora de robótica chinesa. Yangyang teve sua aparência baseada na professora Yang.
Yangyang não é o único robô que se parece estranhamente como um ser humano. A Universidade Tecnológica Nanyang de Cingapura (NTU) também criou sua própria versão de robô humana. Ela se chama Nadine e está trabalhando como recepcionista na NTU. Além de ter um lindo cabelo moreno e pele macia, Nadine também pode sorrir, conhecer e cumprimentar as pessoas, apertar as mãos e fazer contato visual. O que é ainda mais surpreendente é que ela pode reconhecer convidados e falar com eles com base em conversas anteriores. Assim como Yangyang, Nadine foi baseada em sua criadora, a professora Nadia Thalmann.

4. Eles estão começando a sentir emoções
O que separa os humanos dos robôs? É a inteligência? Não, robôs com inteligência artificial são muito mais inteligentes do que nós. É a aparência? Não, os cientistas desenvolveram robôs que são muito semelhantes aos seres humanos. Talvez a única qualidade restante que nos diferencia das IAs é a capacidade de sentir emoções. Infelizmente, muitos cientistas estão trabalhando com ardor para conquistar essa fronteira final.
Especialistas do grupo East Asia da Microsoft criaram um programa (software) de inteligência artificial que pode “sentir” as emoções e falar com as pessoas de uma forma mais natural e “humana”. Chamado Xiaoice, esta IA “responde a perguntas como uma menina de 17 anos de idade”. Se ela não sabe o tema, pode mentir. Se é pega, pode f**ar com raiva ou vergonha. Xiaoice também pode ser sarcástica, malvada e impaciente, qualidades com as quais todos podemos nos relacionar.
A imprevisibilidade de Xiaoice lhe permite interagir com as pessoas como se ela fosse um ser humano. Por agora, esta IA é uma novidade, uma forma do povo chinês se divertir quando está entediado ou solitário. Mas seus criadores estão trabalhando para aperfeiçoá-la. Segundo a Microsoft, Xiaoice já “entrou em uma auto aprendizagem e em um loop de autocrescimento e só vai f**ar melhor”. Quem sabe, Xiaoice poderia ser a avó da Skynet.

3. Eles vão invadir nossos cérebros
Não seria incrível se pudéssemos aprender francês em questão de minutos apenas simplesmente baixando o idioma em nossos cérebros? Essa façanha aparentemente impossível pode acontecer no futuro próximo. Ray Kurzweil, futurista, inventor e diretor de engenharia do Google prevê que até 2030 “nanobots implantados em nossos cérebros nos farão semelhantes a Deus”. Robôs minúsculos dentro de nossas cabeças nos farão capazes de acessar e aprender qualquer informação em questão de minutos. Poderíamos ser capazes de arquivar os nossos pensamentos e memórias, e seria possível enviar e receber e-mails, fotos e vídeos diretamente em nossos cérebros!
Kurzweil, que está envolvido com o desenvolvimento da inteligência artificial no Google, acredita que através da implantação de nanobots dentro de nossas cabeças, nos tornaremos “mais humanos, mais originais e até mesmo mais parecidos com deuses”. Se usados corretamente, os nanobots podem fazer coisas incríveis, como o tratamento da epilepsia ou melhorar a nossa inteligência e memória, mas também existem perigos associados.
Para começar, nós não entendemos claramente como o cérebro funciona, e ter nanobots implantados no seu interior é muito arriscado. Mas o mais importante de tudo é que, uma vez que estes nanobots nos conectariam à internet, uma IA poderosa poderia facilmente acessar nosso cérebro e nos transformar em zumbis sob seu controle, prontos para se rebelar ou destruir a humanidade.

2. Eles estão começando a ser usados como armas
Em um esforço para garantir “vantagem militar sobre a China e a Rússia”, o Pentágono propôs um orçamento de $12 bilhões a $15 bilhões de dólares para o ano de 2017. Os militares dos EUA sabem que, a fim de permanecer à frente dos seus concorrentes, eles precisam explorar a inteligência artificial. O Pentágono planeja utilizar os bilhões que irão garantir do governo para desenvolver máquinas de aprendizagem profunda e robôs autônomos ao lado de outras formas de novas tecnologias. Com isto em mente, não seria surpreendente se, em poucos anos, os militares estejam usando “robôs assassinos” com inteligência artificial no campo de batalha.
Usar IAs durante guerras poderia salvar milhares de vidas, mas armas de combate que podem pensar e operar por conta própria representam uma grande ameaça, também. Elas poderiam, potencialmente, matar não só inimigos, mas também o pessoal militar e até mesmo pessoas inocentes.
Este é o perigo que 1.000 especialistas em inteligência artificial e cientistas de renome querem evitar. Durante a Conferência Conjunta Internacional sobre Inteligência Artificial, realizada na Argentina em 2015, eles assinaram uma carta aberta que proíbe o desenvolvimento de armas autônomas e com inteligência artificial para fins militares. Infelizmente, não há muito que esta carta possa fazer. Estamos agora no início da terceira revolução armamentista, e quem vencer vai se tornar a nação mais poderosa do mundo e talvez o grande catalisador da extinção humana.

1. Eles estão começando a aprender o que é certo e o que é errado
Em uma tentativa de impedir a rebelião das máquinas, os cientistas estão desenvolvendo novos métodos que permitam às máquinas discernir o certo do errado. Ao fazer isso, os especialistas esperam que elas vão se tornar mais compreensivas e humanas. Murray Shanahan, professor de robótica cognitiva do Imperial College de Londres, acredita que esta é a chave para prevenir máquinas de exterminar a humanidade.
Liderados por Mark Riedl e Brent Harrison, da Faculdade de Computação Interativa no Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos EUA, os investigadores estão tentando incutir a ética humana nas IAs através do uso de histórias. Isto pode parecer simplista, mas faz muito sentido. Na vida real, nós ensinamos valores humanos para as crianças pela leitura de histórias para elas. IAs são como crianças. Elas realmente não sabem diferenciar o certo do errado ou o bem do mal até que sejam ensinadas.
No entanto, também há grande perigo em ensinar valores humanos aos robôs artificialmente inteligentes. Se você olhar para os anais da história humana, você vai descobrir que, apesar de serem ensinadas sobre o que é certo ou errado, as pessoas ainda são capazes de produzir um mal inimaginável. Basta olhar para Hi**er, Stalin e Pol Pot. Se os seres humanos são capazes de tanta maldade, o que impede uma poderosa IA de fazer o mesmo? Outro cenário possível é que alguma IA entenda que nós estejamos fazendo mal uns aos outros e, portanto, precisamos ser controlados. Outra IA superinteligente pode perceber que os seres humanos fazem mal para o ambiente e, portanto, nossa existência esteja na verdade sendo prejudicial e que nós não devemos mais existir.

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