10/10/2015
Após prejuízos, Semp Toshiba deixará mercado de TVs
Por Redação | em 02.09.2015 às 10h41
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A Semp Toshiba é mais uma entidade que figura na lista de marcas que ameaça desparecer, pelo menos da forma como estávamos acostumados a vê-la nas campanhas publicitárias. Acontece que a empresa está adotando novas estratégias para se manter competitiva no mercado e para isso vai encerrar aos poucos a divisão de TVs, justamente aquela que um dia foi a principal fonte de lucro para a companhia.
Em entrevista à revista EXAME, Affonso Hennel, fundador e dono da Semp Toshiba, disse que o novo plano é abandonar de forma gradativa o negócio de televisores para investir em novos setores da indústria. Nesse caso, a empresa planeja lançar agora em outubro uma linha de eletroportáteis, como fornos, batedeiras e aspiradores de pó. Inicialmente, tudo será importado da China, mas a ideia é que a fabricação dos produtos seja transferida para a Zona Franca de Manaus, onde a Semp produz atualmente TVs, notebooks e tablets.
De acordo com Hennel, essa mudança drástica no foco da empresa é necessária não apenas para reduzir os prejuízos, mas principalmente para mantê-la viva. "Os prejuízos não me assustam mais. Precisamos agora é sobreviver. E o único jeito é mudar totalmente", destacou.
Em 2013, Hennel, na época com 83 anos, precisou interromper sua aposentadoria, que já durava 13 anos, para assumir a presidência da Semp Toshiba e tentar salvar a empresa que ele ajudou a criar com o pai em 1942. Nos últimos anos, o faturamento da companhia não para de cair: de R$ 2,2 bilhões em 2007 passou para R$ 1,4 bilhão em 2014. Desde 2011, acumula prejuízos que chegam a R$ 450 milhões, além da demissão de 1.000 funcionários. A empresa também teve uma breve passagem pelo mercado de celulares e computadores de mesa, mas abandonou a produção desses dispositivos pela baixa demanda.
Como destaca a publicação, "a luta de Hennel é para [a Semp Toshiba] não virar a próxima Gradiente", que hoje está em processo de recuperação judicial. Enquanto os novos negócios não são aplicados, a
aparelhos junto de softwares que gerenciem sua utilização para shopping centers, redes de varejo e bancos.