20/08/2018
“A senhora tem que entender, ele não vai mais falar”
Essa foi a frase que Lucimara escutou após ter recebido o diagnóstico de autismo regressivo do filho, Thuan, que parou de falar aos dois anos.
Como mãe, sentia-se perdida. “Ele sempre foi diferente, mas eu achava que era o jeito dele”, conta. Levou o filho na APAE, frequentou fonoaudiólogas na UFSC e também encontrou apoio na AMA Florianópolis.
Após um ano, no dia 17 de setembro de 2013, Thuan voltou a falar. Hoje, aos sete, ele não vai mais à associação, mas participa de diversas atividades extraclasse como teatro e aulas de violão. Pessoas com autismo percebem o mundo de maneira diferente, o que não os impede de desenvolver entendimento e habilidades em diversas áreas.
Thuan, assim como vários autistas, criou uma rotina que deve ser seguida quase todos os dias. Isso significa que ele é mais sensível à alteração de lugares, pessoas ou mesmo alimentos. Lucimara acredita que aspectos como esse, que podem ser mais acentuados em determinados casos, junto com o preconceito da sociedade, faz com que muitas famílias se fechem e deixem de sair com os filhos.
Lucimara largou o emprego que tinha para se dedicar a Thuan e também à filha mais velha. Ela sonha com o dia em que os pais de autistas possam ter direito a um emprego com carga horária reduzida. Atualmente, ela também doa seu tempo a outras pessoas com autismo sendo voluntária na AMA.