02/09/2026
Dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam um novo recorde de estelionatos no país: foram mais de 2,2 milhões de ocorrências em 2025, o equivalente a cerca de quatro golpes registrados por minuto. Desde 2018, o número de casos cresceu quase 430%.
O avanço da tecnologia tem contribuído para transformar a dinâmica desses crimes. A expansão dos serviços digitais, o uso de aplicativos e redes sociais e o desenvolvimento da inteligência artificial criaram novas possibilidades para os fraudadores.
Hoje, golpes podem combinar perfis falsos, documentos adulterados, manipulação de vítimas, identidades sintéticas e outras técnicas para tornar as fraudes mais convincentes e difíceis de detectar.
Para as empresas, isso significa que o risco também mudou. A fraude não deve mais ser encarada apenas como uma tentativa pontual ou como um problema restrito ao momento do cadastro. Um cliente pode apresentar novos sinais de risco ao longo do relacionamento, tornando o monitoramento contínuo cada vez mais importante.
Nesse cenário, estratégias de KYC, KYS, validação de identidade, acompanhamento de alterações cadastrais, consultas a listas restritivas e análise inteligente de dados ajudam as organizações a identificar comportamentos suspeitos com antecedência.
Mais do que reagir depois que a fraude acontece, o desafio é antecipar sinais de risco e fortalecer a prevenção ao longo de toda a jornada do cliente.
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