11/09/2026
O que isso significa para as distribuidoras?
Por muito tempo a logística era tratada como área operacional: transportar, separar e entregar mercadoria.
O custo logístico brasileiro passou a representar 15,5% do PIB em 2025, segundo levantamento do ILOS ( Instituto de Logística e Supply Chain). Em 2014, essa participação era de 10,4%.
São 5,1 pontos percentuais a mais em pouco mais de uma década. Este número representa um cenário onde cada decisão operacional tem um impacto direto na margem e na competitividade dos negócios.
Por que o custo logístico aumentou?
O crescimento não pode ser atribuído a um único fator.
Segundo o ILOS, o Brasil passou a movimentar cerca de 25% mais carga nos últimos dez anos, enquanto a infraestrutura logística praticamente não acompanhou esse crescimento, o que acabou pressionando o setor.
Mais mercadorias precisam circular, mas estradas, ferrovias, portos, armazenagem e demais estruturas não evoluíram na mesma proporção.
Além disso, outros fatores contribuem para aumentar a pressão sobre os custos, como juros elevados, despesas com estoques e custos relacionados ao transporte e à armazenagem.
Em 2025, o transporte sozinho representou 8,5% do PIB, enquanto os estoques responderam por 5,3%, a armazenagem por 1,0% e os custos administrativos por 0,6%.
Desta forma, percebemos que movimentar mercadoria no Brasil ficou caro.
E onde a distribuição entra nesta história?
A logistica na distribuição não é só um caminhão que sai do depósito, na verdade, existe muito mais por trás.
Uma rota mal organizada pode aumentar quilômetros rodados e tempo de entrega.
Uma separação ineficiente pode aumentar o tempo de expedição.
E quando esses pequenos problemas acontecem todos os dias, eles deixam de ser pequenos e se tornam custo.
Uma distribuidora pode aumentar o faturamento e, ainda assim, ter sua margem comprometida por operações ineficientes.