24/03/2017
Raciocine.
Câncer do dia: "o terrorista para uns é o defensor da liberdade para outros", via BBC Brasil.
A filial brasileira da BBC não se sente compelida a "julgar" terroristas, como o assassino covarde de inocentes no coração de Londres esta semana, ao lado do mais antigo parlamento do mundo e símbolo maior da democracia e separação de poderes.
A BBC, assim como grande parte do jornalismo atual, simboliza a deteriorização intelectual e moral de parte da elite do Ocidente que serve de quinta coluna numa guerra que dura 1.500 anos e que está num de seus momentos mais críticos.
A civilização ocidental não é livre de pecados, ninguém é, mas negar que ela construiu os regimes mais livres, democráticos e prósperos da história da humanidade, que atingiu os mais altos níveis de desenvolvimento científico, intelectual e humano, é ignorância ou má-fé.
Qualquer manual de guerrilha mostra que um dos componentes mais importantes de um conflito é conquistar corações e mentes de parte da opinião pública do inimigo. A propaganda é uma das armas mais poderosas neste tipo de combate, usando o jornalismo, artistas e intelectuais do adversário para enfraquecer a resistência do adversário, tirar a autoridade moral de seu governo e de seus combatentes e dividir sua sociedade internamente, desnorteando a população e jogando uns contra os outros.
Em 11 de setembro de 2001, a Al Qaeda mirou no World Trade Center, um símbolo do capitalismo, no Pentágono, centro do poderio militar, e outro alvo que provavelmente seria o Capitólio ou a Casa Branca. Eram ataques planejados para mostrar como em apenas um dia era possível colocar o centro do poder econômico, militar e político da América e do Ocidente de joelhos.
O terrorista do último dia 22, identificado como Khalid Masood, não escolheu a ponte de Westminster, vizinha do parlamento e do Big Ben, por acaso. O objetivo é fincar a bandeira do terror no coração do Ocidente, de seus locais mais icônicos, como prova de fraqueza dos infiéis.
O ato covarde de Khalid Masood, que matou três inocentes, não conseguiria qualquer avanço na sua agenda sem o aplauso ou a complacência velada da imprensa ocidental, de seus relativistas morais e colaboradores na política. Não custa lembrar que Jeremy Corbyn, líder da oposição trabalhista britância, tinha um programa na TV estatal do Irã e é um apologista de todo tipo de propaganda anti-Ocidente.
A debilidade da civilização ocidental é o maior convite para o invasor que tenta tomar conta da Europa desde 711 quando a Península Ibérica foi tomada. As Cruzadas, seu professor de história não te explicou, foram uma resposta tardia e insuficiente a estas agressões.
O Ocidente não estaria ameaçado se não houvesse quem abrisse as portas do continente aos seus inimigos, se não concedessem autoridade moral ou relativizassem suas causas, por mais pérfidas que forem.
Se a civilização ocidental depender da BBC, da imprensa atual, de acadêmicos, políticos e artistas "multiculturalistas" para sua sobrevivência, é melhor aprender a enrolar pano na cabeça.