18/09/2023
Que orgulho desses nossos clientes!
FEITO EM LABORATÓRIO
Estima-se que o corpo humano seja formado por 37 trilhões de células. Com diferentes funções, elas nos mantêm vivos diariamente. A tecnologia pode potencializá-las em laboratório: a partir de células coletadas, a startup 3D Biotechnology Solutions (3DBS - ) cria tecidos de pele, barreira intestinal e fígado para medicina regenerativa e te**es da indústria, substituindo o uso de cobaias animais.
A startup foi fundada por Ana Millás, Pedro Massaguer e Hamilton Oriente. Bióloga de formação, Millás fez mestrado e doutorado em engenharia química, quando trabalhou com biopolímeros e ciência de materiais. Foi naquela época, enquanto desenvolvia o protótipo de uma bioimpressora 3D, que ela conheceu Oriente, engenheiro mecânico especialista em manufatura aditiva. Ela é casada com Massaguer, formado em administração de empresas e especialista em gestão estratégica de negócios.
Em 2017, o trio identificou uma tendência de mudança no cultivo celular, que se transformava do 2D para o 3D, com a criação de empresas dedicadas ao tema. No Brasil, porém, não se percebiam grandes movimentações, e os custos para comprar os equipamentos importados eram altíssimos. "Identificamos uma oportunidade de negócio, inicialmente de explorar os equipamentos, para ter um modelo de bioimpressora nacional", conta Massaguer.
Atualmente, as máquinas criadas pela 3DBS já são utilizadas em instituições como Embrapa, Fiocruz, Unicamp e USP, e em empresas como o Grupo Boticário. A startup também patenteou a tecnologia chamada de membranas eletrofiadas, utilizada para regenerar pedaços de tecido que precisam de recuperação. A startup iniciou as conversas com investidores institucionais para captar outros R$ 2 milhões com o objetivo de internacionalização, aumento da infraestrutura laboratorial e da equipe para ampliar a produção dos tecidos mimetizados.
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