07/05/2026
2026.04.23 DEVIR MODERN DECKS SUBTRAÇÃO RESPEITO AO LOJISTA E AO CONSUMIDOR
Olá amados, eu sou Misael.
Este documento é sobre o Exercício Regular de Direito, Interesse Público/Comunitário e Dever de Informação. Para defesa da honra da CK Card Games e esclarecendo aos consumidores o problema que a loja está enfrentando que os afeta diretamente.
Depois do “Bafo” com o Deck do Dragão Branco, onde a Devir colou a etiqueta do Inmetro caixa por caixa, e sabendo que estavam abertas, com má qualidade na colagem, enviaram para as lojas assim mesmo.
Para quem reclamou, a Devir disse que poderia recolher sem reposição e devolver o valor pago, como se isso fosse sanar os pedidos esgotados em pré-venda.
O consumidor quer o dinheiro de volta ou o produto que comprou em Devir? Sem resposta até o momento e se passou mais de 1 ano.
Neste ano o problema será com a Box Coleção Decks Lendários Legendary Modern Decks 2026.
Aos fatos.
Em 21/nov/2025 a CK Card Games finalizou a reserva de 12 unidades do produto.
Com a confirmação da reserva abrimos a pré-venda, que se esgotou em Jan/2026.
Em mar/2026 um cliente nos informou que houve uma falha de impressão, o produto foi recolhido, não seria distribuído no lançamento e não havia data prevista para distribuição.
Questionada, a Devir confirmou a informação, disse que avisaram nas redes, sem mais.
O direito trabalha com a ciência inequívoca, que significa que, não adianta a Devir notificar nas redes, um assunto sério deve ser tratado adequadamente, a Devir deveria notificar de forma a poder provar que as partes receberam, tomaram ciência e compreenderam a informação. A ausência desses requisitos torna a notificação nula, considerando não notificada.
Em 20/abr/2026, a CK Card Games descobriu e questionou porque a reserva havia desaparecido e porque havia uma nova reserva vencida do mesmo ítem (fechada).
O mesmo erro acima, ausência de ciência inequívoca. O cancelamento do pedido foi legal? Ele ter desaparecido do sistema é normal? A ausência de notificação direta contraria o dever de informação!
Seria compreensível que a importação tivesse que ser refeita, uma nova reserva beneficiaria quem não pediu e quem quisesse aumentar o pedido, ok, desde que não mexessem no pedido de quem já finalizou e está apenas aguardando.
Porém, ao cancelar as reservas antigas sem comunicação direta, o que a Devir fez na prática foi cercear o direito adquirido de quem havia pedido, além disso, passou quem pediu nesta segunda chamada na frente de quem havia pedido na primeira.
Porque afirmo que passou na frente?
Porque já havíamos reservado e vendido todas 12u antes da nova reserva, agora com esta atitude da Devir, além de quase ficar sem nenhum ítem (porque não fomos comunicados), ainda haverá cortes no pedido para que a Devir possa atender a nova reserva.
É imperativo destacar que a ausência de notificação direta não apenas ameaçou a reserva original, mas retirou desta empresa o direito de reavaliar sua demanda.
Com mais de 100 usuários manifestando interesse direto no item, se a CK Card Games tivesse sido devidamente notificada de que o sistema de reservas fora 'resetado', teria exercido seu direito de aumentar o pedido para pelo menos 100 unidades.
A omissão da Devir, portanto, causou um dano direto ao planejamento de expansão e ao faturamento da loja, uma vez que a janela de oportunidade foi reaberta para o mercado, mas ocultada desta contratante por falha de comunicação oficial.
Grandes lojas que compraram muito mais do que a CK, inclusive para sobrar, ainda têm estoque para vender mesmo com anúncio de cortes, o que significa que a sobra delas é gigantesca, mas houve ameaça de corte às nossas 12u.
Se cortarem 10% de uma loja que pediu 10u, esta loja recebe 9u e deixa de atender um cliente.
Se cortarem 10% de uma loja que pediu 1000u, esta loja recebe 900u e preserva estoque suficiente ainda para continuar vendendo por um tempo (às vezes por anos), inclusive elevando preços.
Os preços se elevam porque a Devir tem práticas como esta, não é o caso de apenas uma loja ter todo o estoque, mas é o caso de grandes lojas manterem um estoque de distribuidor (que deveria ser o papel da Devir), ficando em extrema vantagem sobre os menores e tornando o mercado extremamente desigual e injusto.
Já sugeri que a Devir deveria manter estoque por uns 15 dias e limitar as compras para que todas as lojas pudessem receber, sentir a venda e recomprar, este procedimento tornaria o jogo “mais igual”, dando a oportunidade de lojas menores irem subindo degraus e entrar com mais facilidade no jogo dos grandes.
Foi respondido que isso quebraria o mercado.
Como exatamente dar oportunidade para todas as lojas sentirem a venda e aumentarem seus pedidos quebraria o mercado?
O que haveria é mais concorrência, mantendo os preços competitivos para que o cliente pudesse comprar onde gosta, não onde tem porque de certa forma foi obrigado à isso.
Do modo como opera, os cortes da Devir, intencionalmente ou não, acabam produzindo um efeito que favorece alguns em detrimento de outros.
Além disso, quem é que vai fiscalizar se realmente a Devir irá cortar 100u de quem pediu 1000u? Estes números serão transparentes? É plausível falar de transparência porque nosso pedido desapareceu e ainda fomos ameaçados de corte.
Sem transparência e sem fiscalização nos acostumamos à crer em algo que deveria ser matemático (preto no branco).
Crer deveria ser para religião, estamos diante de um contrato firmado entre as partes em que a Devir não reconheceu o erro, não houve um pedido de desculpa, foi como se fizessem um favor à CK retornando o pedido original, com uma tentativa de justificar dizendo que “está na cláusula” o fato de poder acontecer cortes.
Bom, cláusulas abusivas existem, não é porque uma coisa sempre foi de uma maneira que ela não precise/deva ser aprimorada.
A Devir, como distribuidora, tem o total controle dos números, o que levanta o questionamento sobre a necessidade de cortes.
Além disso, a abertura da segunda reserva causar cortes na primeira é legal?
Oras, se a Devir teve que refazer a importação e abriu um novo pedido do mesmo ítem em abr/2026, isso já não é prova de que poderiam atender na integralidade quem pediu em nov/2025?
A dificuldade na subtração não é profissional com parceiros comerciais (lojas (Consumidoras da prestação de serviço da Devir)) e com consumidores finais.
Embora seja a Devir que lida diretamente com a fabricante, conhecedora dos números de reserva, compra e venda, até ao momento, a distribuidora não forneceu dados precisos que permitam ao lojista planejar o atendimento aos seus clientes.
Sabemos que haverá cortes, mas não sabemos exatamente qual será o corte e quanto iremos receber. E eu ainda sou tratado como se o louco fosse eu, quer dizer que reclamar é que é errado?
Aí eu sou atendido como se eu fosse o causador do problema.
Parece um descumprimento das normas de transparência previstas no CDC e uma quebra de confiança comercial, os atos praticados na prestação de serviço de atendimento da Devir.
No final das contas não se sabe se o corte será de 10%, 20% ou 30%, suponho que não deva ser superior à isso, mas quem poderia dar essa resposta? A Devir deveria.
A ausência de transparência nos números e a falha na notificação de cancelamento criaram um cenário de prejuízo irreversível.
Caso a notificação tivesse ocorrido, o pedido teria sido elevado a 100 unidades.
Mesmo sob um eventual rateio (corte), o volume recebido seria suficiente para honrar os 12 compromissos já firmados com clientes em pré-venda e ainda atender parte da demanda reprimida.
Ao impedir o ajuste do pedido pelo erro de sistema e de comunicação, a Devir condenou esta loja à incapacidade de atender seus clientes, enquanto permite que grandes lojistas mantenham estoques volumosos mesmo após os cortes.
Por isso, notifiquei alguns clientes, na insegurança que a Devir nos colocou, não sei se vou conseguir atender os que notifiquei, para que não fiquem sem o produto, porque está subindo de valor e sumindo do mercado.
Até que a Devir decida usar a matemática, o número final é incerto, mas o mercado não vai ficar esperando.
A Devir me forçou á trazer isso do privado ao público para preservar a honra e a imagem da CK Card Games, não quero ser vinculado ou mais afetado que o necessário pela falha da Devir, já que as negociações foram parcialmente infrutíferas (confirmaram que vão atender a reserva original (mas e o aumento?) com corte que prejudica clientes da pré-venda).
A verdade é que a CK não deveria ter que passar por este estresse, fizemos tudo certo, mas listamos aqui um monte de erros, incoerências e inconsistências praticadas pela Devir neste atendimento.
Talvez seja necessário verificar se e quais leis a Devir pode estar violando nestes procedimentos:
Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90): Artigo 6º, incisos II, III e IV; Artigo 30; Artigo 31; Artigo 35, incisos I e III; Artigo 39, incisos II, V e IX; Artigo 51, incisos IV, IX, X e XIII.
Código Civil (Lei 10.406/02): Artigo 186; Artigo 422; Artigo 427; Artigo 927.
Ademais, a conduta de favorecer grandes lojistas em detrimento dos pequenos, pode, em tese, ferir os princípios da livre concorrência, o que poderia ser uma violação da Lei 12.529/2011: Artigo 36. Neste momento, não afirmo ser este o caso, mas apenas uma possibilidade que se levanta.
Apesar de todo o exposto, a CK Card Games está aberta ao diálogo com a finalidade de minimizar os danos.
https://youtu.be/zvRGpJVcTKQ?si=Ra9LVNGx_8f5k8qV
https://youtu.be/zvRGpJVcTKQ?si=Ra9LVNGx_8f5k8qV
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