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Programa da Sanepar para que o óleo de cozinha não vá à rede de esgoto é ampliadoO objetivo é conscientizar a população ...
29/06/2017

Programa da Sanepar para que o óleo de cozinha não vá à rede de esgoto é ampliado

O objetivo é conscientizar a população paranaense a dar o destino adequado ao óleo de cozinha usado e evitar danos ao meio ambiente e ao sistema de esgoto

Por meio de parcerias públicas e privadas a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) prevê que 500 mil litros de óleo por mês sejam destinados corretamente por meio do programa Trate Bem a Rede, lançado na manhã desta segunda-feira (26), no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

O objetivo é conscientizar a população paranaense a dar o destino adequado ao óleo de cozinha usado e evitar danos ao meio ambiente e ao sistema de esgoto. O programa funcionará, inicialmente, em Curitiba e Região Metropolitana, num modelo completo de logística reversa. Empresas, sociedade civil organizada e população fazem parte do ciclo para que o óleo se torne biodiesel, sabão e outros produtos.

Mounir Chaowiche, presidente da Sanepar, explicou que a iniciativa vem ao encontro da Política Ambiental da Companhia, que se compromete com a promoção de ações socioambientais internas e externas. “É possível nos unirmos para deixar um ambiente justo e em condições dignas para as futuras gerações.”

O governador do Paraná, Beto Richa, participou do lançamento da nova etapa do programa e ressaltou o protagonismo da população. Os moradores poderão depositar o óleo de cozinha nos diversos postos de coletas instalados a partir do programa. “Em vez de causar prejuízos aos cofres públicos para a manutenção da rede coletora, nós teremos, agora, a possibilidade de que entidades façam receita com a correta utilização do resíduo.”

Como vai funcionar

As empresas privadas participantes do projeto vão distribuir kits para a coleta do óleo de cozinha às organizações parceiras. Estas serão responsáveis por abordar a comunidade, arrecadar o óleo e encaminhá-lo para as recicladoras de óleo de cozinha, gerando receita para as entidades. As famílias que participarem vão receber um funil em forma de esfera que serve, exclusivamente, para o descarte de óleo usado em garrafas PET.

Entre as organizações parceiras da Sanepar no “Se ligue nessa ideia, Sem óleo na rede” já estão a Polícia Militar do Paraná, o Corpo de Bombeiros, as igrejas Católica e do Evangelho Quadrangular e as escolas estaduais com curso técnico em meio ambiente.

Desde 2011, a Ação Social São Marcos, gestora do Eco Solidariedade, faz o gerenciamento solidário de resíduos de fritura, com finalidade social e ambiental. Cada litro de óleo é destinado para a fabricação do biodiesel. O dinheiro arrecadado vai para projetos sociais. Através do “Se Ligue nessa ideia, Sem óleo na rede”, o objetivo é ampliar a abrangência dessa iniciativa.

“Ao arrecadar esse resíduo de fritura, impedindo que ele vá contaminar o meio ambiente, nossos rios e mananciais, a gente destina esse mesmo material para a produção de biodiesel, fechando, assim, a cadeia de sustentabilidade”, explica o presidente do Eco Solidariedade, padre Carlos Marson.

Um grande vilão

O óleo de cozinha é um grande vilão para o bom funcionamento do sistema de esgoto. Junto com outros materiais, como panos, plásticos e cabelos, formam uma crosta que entope a tubulação. Do início de 2016 até maio deste ano, foram feitos 1.960 serviços de desobstruções de rede, quando é necessária intervenção para retirar os resíduos que entopem a tubulação. Por isso, o óleo deve ser separado e destinado corretamente.

O “Se ligue nessa ideia, sem óleo na rede” faz parte de um grande programa socioambiental da Sanepar, chamado Trate Bem a Rede, que é permanente e reúne todos os projetos voltados para a conservação e a manutenção adequada da rede de esgoto de todo o Paraná.

Fonte: Sanepar

26/06/2017
Reestatização do saneamentoUm estudo indica que esforços para fazer a reestatização do saneamento continua a ser uma ten...
26/06/2017

Reestatização do saneamento

Um estudo indica que esforços para fazer a reestatização do saneamento continua a ser uma tendência global crescente

De acordo com um mapeamento feito por onze organizações majoritariamente europeias, da virada do milênio para cá foram registrados 267 casos de “remunicipalização”, ou reestatização, de sistemas de água e esgoto. No ano 2000, de acordo com o estudo, só se conheciam três casos.

Satoko Kishimoto, uma das autoras da pesquisa publicada nesta sexta-feira (23/06), afirma que a reversão vem sendo impulsionada por um leque de problemas reincidentes, entre eles serviços inflacionados, ineficientes e com investimentos insuficientes. Ela é coordenadora para políticas públicas alternativas no Instituto Transnacional (TNI), centro de pesquisas com sede na Holanda.

“Em geral, observamos que as cidades estão voltando atrás porque constatam que as privatizações ou parcerias público-privadas (PPPs) acarretam tarifas muito altas, não cumprem promessas feitas inicialmente e operam com falta de transparência, entre uma série de problemas que vimos caso a caso”, explica Satoko.

O estudo detalha experiências de cidades que recorreram a privatizações de seus sistemas de água e saneamento nas últimas décadas, mas decidiram voltar atrás – uma longa lista que inclui lugares como Berlim, Paris, Budapeste, Bamako (Mali), Buenos Aires, Maputo (Moçambique) e La Paz.

Privatizações a caminho

A tendência, vista com força sobretudo na Europa, vai no caminho contrário ao movimento que vem sendo feito no Brasil para promover a concessão de sistemas de esgoto para a iniciativa privada.

O BNDES vem incentivando a atuação do setor privado na área de saneamento, e, no fim do ano passado, lançou um edital visando a privatização de empresas estatais, a concessão de serviços ou a criação de parcerias público-privadas.

À época, o banco anunciou que 18 Estados haviam decidido aderir ao programa de concessão de companhias de água e esgoto – do Acre a Santa Catarina.

O Rio de Janeiro foi o primeiro se posicionar pela privatização. A venda da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) é uma das condições impostas pelo governo federal para o pacote de socorro à crise financeira do Estado.

A privatização da Cedae foi aprovada em fevereiro deste ano pela Alerj, gerando controvérsia e protestos no Estado. De acordo com a lei aprovada, o Rio tem um ano para definir como será feita a privatização. Semana passada, o governador Luiz Fernando Pezão assinou um acordo com o BNDES para realizar estudos de modelagem.

Da água à coleta de lixo, 835 casos de reestatização

Satoko e sua equipe começaram a mapear as ocorrências em 2007, o que levou à criação de um “mapa das remunicipalizações” em parceria com o Observatório Corporativo Europeu.

O site monitora casos de remunicipalização – que podem ocorrer de maneiras variadas, desde privatizações desfeitas com o poder público comprando o controle que detinha “de volta”, a interrupção do contrato de concessão ou o resgate da gestão pública após o fim de um período de concessão.

A análise das informações coletadas ao longo dos anos deu margem ao estudo. De acordo com a primeira edição, entre 2000 e 2015 foram identificados 235 casos de remunicipalização de sistemas de água, abrangendo 37 países e afetando mais de 100 milhões de pessoas.

Nos últimos dois anos, foram listados 32 casos a mais na área hídrica, mas o estudo foi expandido para observar a tendência de reestatização em outras áreas – fornecimento de energia elétrica, coleta de lixo, transporte, educação, saúde e serviços sociais, somando um total de sete áreas diferentes.

Em todas esses setores, foram identificados 835 casos de remunicipalização entre o ano de 2000 e janeiro de 2017 – em cidades grandes e capitais, em áreas rurais ou grandes centros urbanos. A grande maioria dos casos ocorreu de 2009 para cá, 693 ao todo – indicando um incremento na tendência.

O resgate ou a criação de novos sistemas geridos por municípios na área de energia liderou a lista, com 311 casos – 90% deles na Alemanha.

A retomada da gestão pública da água ficou em segundo lugar. Dos 267 casos, 106 – a grande maioria – foram observados na França, país que foi pioneiro nas privatizações no setor e é sede das multinacionais Suez e Veolia, líderes globais na área.



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ETA Guandu no RJ



Fácil fazer, difícil voltar atrás

De acordo com o estudo, cerca de 90% dos sistemas de água mundiais ainda são de gestão pública. As privatizações no setor começaram a ser realizadas nos anos 1990 e seguem como uma forte tendência, em muitos casos impulsionadas por cenários de austeridade e crises fiscais.

Satoko diz ser uma “missão impossível” chegar a números absolutos para comparar as remunicipalizações, de um lado, e as privatizações, de outro. Estas podem ocorrer em moldes muito diferentes, seja por meio de concessões de serviços públicos por determinados períodos, privatizações parciais ou venda definitiva dos ativos do Estado.

Entretanto, ela frisa a importância de se conhecer os riscos que uma privatização do fornecimento de água pode trazer e as dificuldades de se reverter o processo.

“Autoridades que tomam essa decisão precisam saber que um número significativo de cidades e estados tiveram razões fortes para retornar ao sistema público”, aponta Satoko.

“Se você for por esse caminho, precisa de uma análise técnica e financeira muito cuidadosa e de um debate profundo antes de tomar a decisão. Porque o caminho de volta é muito mais difícil e oneroso”, alerta, ressaltando que, nos muitos casos que o modelo fracassou, é a população que paga o preço.

Como exemplo ela cita Apple Valley, cidade de 70 mil habitantes na Califórnia. Desde 2014, a prefeitura vem tentando se reapropriar do sistema de fornecimento e tratamento de água por causa do aumento de preços praticado pela concessionária (Apple Valley Ranchos, a AVR), que aumentou as tarifas em 65% entre 2002 e 2015.

Litígios dispendiosos

A maioria da população declarou apoio à remunicipalização, mas a companhia de água rejeitou a oferta de compra pela prefeitura. Em 2015, a cidade de Apple Valley entrou com uma ação de desapropriação, e o processo agora levar alguns anos para ser concluído.

Satoko afirma que há inúmeros casos de litígios similares, extremamente dispendiosos aos cofres públicos e que geralmente refletem um desequilíbrio de recursos entre as esferas públicas e privadas.

“Quando as autoridades locais entram em conflito com uma companhia, vemos batalhas judiciais sem fim. Em geral, as empresas podem mobilizar muito mais recursos, enquanto o poder público tem recursos limitados, e muitas vezes depende de dinheiro proveniente de impostos para enfrentar o processo.”

Outro exemplo que destaca é o de Berlim, onde o governo privatizou 49,99% do sistema hídrico em 1999. A medida foi extremamente impopular e, após anos de mobilização de moradores – e um referendo em 2011 -, ela foi revertida por completo em 2013. Foi uma vitória popular, diz Satoko, mas por outro lado o Estado precisou pagar 1,3 bilhão de euros para reaver o que antes já lhe pertencia.

“É um caso muito interessante, porque a iniciativa popular conseguiu motivar a desprivatização”, diz Satoko. “Mas isso gerou uma grande dívida para o Estado, que vai ser paga pela população ao longo de 30 anos.”

Moeda de troca para austeridade

Já tem uma década que a Lei do Saneamento Básico entrou em vigor no Brasil, mas metade do país continua sem acesso a sistemas de esgoto. De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 50,3% dos brasileiros têm acesso a coleta de esgoto. Para a outra metade do país – 100 milhões de pessoas – o jeito de lidar com dejetos é recorrer a fossas sanitárias ou jogar o esgoto diretamente em rios. Já o abastecimento de água alcança hoje 83% dos brasileiros.

O caso do Rio, e da Cedae, é semelhante ao de outros países em que a privatização de serviços públicos é exigido por instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial como contrapartida para socorro financeiro.

Satoko lembra o caso da Grécia, onde a privatização das companhias de água que abastecem as duas maiores cidades do país, Atenas e Thessaloniki, era uma das exigências do programa de resgate ao país.

“É um approach absolutamente injusto, porque a companhia de águas é vendida meramente para pagar uma dívida. Mas, com isso, o dinheiro entra no orçamento público e imediatamente desaparece. Depois disso, a empresa já saiu das mãos públicas – ou indefinidamente, ou por períodos de concessão muito longos, que costumam ser de entre 20 a 30 anos”, pondera.

Lógica do lucro ‘incompatível’ com serviços

No papel, a Cedae é uma empresa de economia mista, mas o governo estadual do Rio detém 99,9% das ações. A companhia atende cerca de 12 milhões de pessoas em 64 municípios.

Apesar das muitas deficiências que costumam ser apontados na qualidade e na abrangência do serviço prestado, a empresa tem ganhos expressivos: só em 2016 o lucro foi de R$ 379 milhões, contra R$ 249 milhões em 2015 – um incremento de 52%.

Satoko afirma que o argumento da ineficiência de sistemas públicos de esgoto não podem ser uma justificativa para a privatização.

“Seus defensores apresentam a privatização como a única solução, mas há muitos bons exemplos no mundo de uma gestão pública eficiente. Afinal, 90% do fornecimento de água no mundo é público”, lembra. “A solução não é privatizar, e sim democratizar os serviços públicos.”

O estudo aponta para incompatibilidades entre o papel social de uma companhia de água e saneamento com as necessidades de um grupo privado. Os serviços providos são direitos humanos fundamentais, atrelados à saúde pública e que, pelas especificidades do setor, precisam operar como monopólio.

Satoko considera que grupos privados não têm incentivo para fazer investimentos básicos que não teriam uma contrapartida do ponto de vista empresarial. No caso do Rio, por exemplo, investimentos necessários para aumentar o saneamento em áreas carentes não dariam retorno.

“Com a concessão para grupos privados, a lógica de operação da companhia muda completamente. Os ativos não pertencem mais ao público. Ela passa a ter que gerar lucros e dividendos que sejam distribuídos para acionistas”, diz Satoko.

“O risco é enorme. Sistemas de água não pertencem ao governo, e sim ao povo. Se esse direito se perde, torna-se mais difícil implementar políticas públicas.”

A discussão necessária, considera, é como tornar uma companhia de saneamento mais eficiente e lucrativa para a sociedade. Quando a dívida pública se estabelece como prioridade, não há mais espaço para esse debate.

Nota: artigo de autoria de Júlia Dias Carneiro

Fonte: BBC Brasil

Estamos esperando você no nosso estande
19/06/2017

Estamos esperando você no nosso estande

Saae Itapira conquista certificado ISO 9001Com a certificação ISO o Saae comprova eficiência no sistema de gestão e qual...
17/06/2017

Saae Itapira conquista certificado ISO 9001

Com a certificação ISO o Saae comprova eficiência no sistema de gestão e qualidade.

Nos dias 01 e 02 de junho de 2017, o Saae – Serviço Autônomo de Água e Esgotos de Itapira, passou por uma Auditoria de Supervisão realizada pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini, empresa credenciada para auditar e certificar outras empresas de conformidade com a Norma NBR ISO (9001:2008). Após a Auditoria, foi recomendada a manutenção da Certificação. Esta auditoria é realizada anualmente, sendo esta, a primeira auditoria de supervisão.

ISO é a sigla de “International Organization for Standardization”, que significa “Organização Internacional para Padronização”, em português.

A ISO é uma organização não governamental, fundada em Genebra, na Suíça, em 1947. Atualmente, a família ISO certifica produtos e serviços em mais de um milhão de organizações em todo o mundo. Essa normatização é realizada a partir de um grupo de normas técnicas que oferecem, entre outros, um modelo padronizado para o Sistema de Gestão da Qualidade. No Brasil, essas normas recebem também a sigla NBR e são elaboradas e coordenadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

ISO 9001 é um conjunto de normas de padronização ou normatização para um determinado serviço ou produto tendo como objetivo melhorar a gestão (administração) de uma empresa. Para obter a certificação da ISO, uma empresa deve cumprir certos requisitos. Através da ISO 9001, uma empresa aplica nos seus processos padrões para o seu sistema de gestão e qualidade.

Através da ISO 9001 uma organização melhora a prestação de serviço ao cliente. Além disso, também é usado para medir o nível de satisfação dos clientes, melhorando a eficácia da gestão da empresa.

Algumas das principais razões que levam á sua implementação são:

Padronização das atividades;
Melhor qualidade na prestação de serviços;
Otimização dos processos internos;
Maior facilidade para treinamento de funcionários;
Maior satisfação dos clientes;
Melhoria da imagem, cultura e desempenho da organização;
Aumento da produtividade e redução de custos;
Melhoria da comunicação;
Envolvimento da equipe na busca e definição de procedimentos e/ou processos
Uma organização pode optar pela implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade com a finalidade de apenas otimizar seus processos e melhorar a qualidade de seus produtos e/ou serviços, no entanto, para que o resultado desse investimento seja reconhecido formalmente, por meio de um “Certificado de Qualidade”, será preciso que o sistema seja auditado por uma terceira parte, uma empresa imparcial, especializada nesse tipo de serviço. Durante a auditoria a documentação e a execução prática dos processos e o sistema como um todo são checados a fim de verificar se ambos atendem aos requisitos da norma adotada. Uma vez aprovada, a organização recebe um certificado de adequação á metodologia de qualidade implementada.

Fonte: Saae Itapira

Centro de formação em tratamento de água e esgotoPrefeitura de Piracicaba, Semae e Hydrus assinam parceria para implanta...
16/06/2017

Centro de formação em tratamento de água e esgoto

Prefeitura de Piracicaba, Semae e Hydrus assinam parceria para implantação de Centro de Formação, Qualificação e Capacitação

A Prefeitura de Piracicaba (SP) ao lado do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) e da entidade Hydrus, assinaram no último dia sete de junho, durante a abertura do curso de capacitação “Mudança climática e o seu impacto na ocupação dos serviços municipais de água e esgoto”, protocolo de intenção para a instalação de Centro de Formação, Qualificação e Capacitação para cursos técnicos voltados a questão do tratamento de água e esgoto. A cerimônia foi realizada no Museu da Água, em Piracicaba.

Estiveram presente à assinatura o prefeito municipal, Barjas Negri, o presidente do Semae, José Rubens Françoso, e o presidente da Hydrus, Newton Lima Azevedo.

“Hoje é um dia muito importante para o saneamento, esse convênio, é o pontapé inicial para que toda a região possa ter acesso a essa capacitação, com apoio do governo francês por meio da Hydrus para que Piracicaba consiga ser tornar um pólo de desenvolvimento e formação tecnológica”, declarou Françoso.

De acordo com o prefeito, Barjas Negri, o tema água já está sendo debatido, mas ressalta a importância de se preparar para a ocorrência de eventos extremos. “Todos nós saímos de uma crise hídrica sem precedentes na história, ocasionada evidentemente pelas mudanças climáticas, que tem ocorrido de forma constante. O Brasil tem uma grande tarefa que é de universalizar o saneamento básico, milhões de pessoas hoje não tem coleta de esgoto, nem água potável, Piracicaba é uma exceção, aqui nós temos 100% de água encanada, praticamente 100% de coleta de esgoto e 100% de esgoto tratado do coletado”, comentou.

O curso

O curso de capacitação “Mudança climática e o seu impacto na ocupação dos serviços municipais de água e esgoto”, aconteceu nos dias 07 e 08 de junho, e teve o apoio do Ministério Francês do Meio Ambiente da Energia e do Mar. O objetivo da Prefeitura de Piracicaba, do Semae e do HYDRUS-Brasil/OIEAU é trazer conhecimentos para os gestores de companhias municipais de água e esgoto da necessidade de adaptações à mudança climática no Brasil e na América Latina.

No primeiro dia de capacitação aconteceu a palestra do secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, que abordou sobre gestão de recursos hídricos e cobrança pelo uso da água.

Sobre o Centro de Formação

A Associação HYDRUS-Brasil/OIEAU é uma entidade sem fins lucrativos, que nasceu da parceria Lima Azevedo e Office International de l´Eau (OIEAU), com a finalidade de formar, qualificar e capacitar profissionais do setor de saneamento no Brasil e na América Latina. A proposta HYDRUS-Brasil/OIEAU diferencia-se por oferecer módulos curtos de conteúdo prático, desenvolvidos conforme necessidade dos clientes.

Encontram-se em fase final os estudos para a implantação, em Piracicaba, de um Centro de Formação, Qualificação e Capacitação munido de plataformas técnicas de redes de água e esgoto, estações piloto de tratamento de água e de esgoto, laboratórios, oficinas técnicas, e salas de aula, tendo como referência as instalações do Office International de l´Eau (OIEAU) em Limoges – La Souterraine na França, com formadores e instrutores capacitados pelo Office International de l´Eau e com cursos totalmente customizados atendendo a realidade brasileira.

Fonte: Consórcio PCJ

Cedae assina acordo com o BNDES para desestatização da companhiaAcordo assinado funciona como uma autorização para que o...
15/06/2017

Cedae assina acordo com o BNDES para desestatização da companhia

Acordo assinado funciona como uma autorização para que o banco dê prosseguimento ao processo de concessão da Cedae

A Cedae assinou um acordo de cooperação técnica com o BNDES e o Estado do Rio de Janeiro para o planejamento e a estruturação de projetos de desestatização da concessionária de saneamento fluminense, anunciou a companhia nesta segunda-feira. O projeto poderá incluir a alienação de participação societária do governo estadual na empresa, o aumento ou a abertura de capital social de empresas estatais, as concessões comuns ou de direito real, as parcerias público-privadas (PPPs), as concessões ou permissões regidas pela legislação do setor, o arrendamento de bem público e de outros negócios em modelo de PPP que adotem estrutura jurídica semelhante, diz o comunicado.

Os detalhes do acordo serão publicados pelo BNDES no Diário Oficial da União (DOU). Na prática, esse acordo funciona como uma autorização para que o banco dê prosseguimento ao processo de concessão da companhia. E é adotado nos trâmites com os demais estados e companhias que aderiram ao programa na área de saneamento básico, esclareceu a instituição de fomento.

Na última semana, o BNDES lançou o edital de pré-qualificação para consórcios interessados em disputar a licitação que vai contratar o estudo que vai nortear a concessão dos serviços de água e esgoto da Cedae à iniciativa privada. Esses grupos têm até o dia 21 de junho para se inscreverem. Pouco mais de 20 consórcios previamente qualificados, em edital aberto em novembro pelo banco com especificamente para esse programa, também poderão entrar na licitação.

Foto: O Globo

Fonte: O Globo

Seminário Nacional Projeto ReúsoSNSA promove seminário sobre a contextualização do reúso de água no Brasil e em âmbito m...
14/06/2017

Seminário Nacional Projeto Reúso

SNSA promove seminário sobre a contextualização do reúso de água no Brasil e em âmbito mundial

A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA), do Ministério das Cidades, promove até esta terça-feira (13), o “Seminário Nacional Projeto Reúso” sobre a contextualização do reúso de água no Brasil e em âmbito mundial.

O evento visa apresentar as experiências nacionais e internacionais, uma avaliação preliminar do potencial de reúso de efluente sanitário tratado no país e a discussão preliminar do quadro regulatório e dos critérios de qualidade dos efluentes.

O projeto foi instituído pelo MCidades, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Está inserido no Programa de Desenvolvimento do Setor de Água (Interáguas) e teve início em julho de 2016. O objetivo foi propor um plano de ação para instituir uma política de reúso de efluente sanitário tratado no Brasil, destacando suas dificuldades e potenciais de implementação, além de sugerir modelos de financiamento e/ou subsídios tarifários, definir padrões de qualidade e avaliar as tecnologias empregadas.

Na abertura dos trabalhos, na manhã de segunda-feira (12), no auditório do Ministério das Cidades, o diretor do Departamento de Articulação Institucional da SNSA, Ernani Ciríaco, considerou a atividade como sendo um importante meio de disseminação da proposta do reúso de água. “Fizemos várias oficinas de trabalho. Ainda há outras previstas. Pretendemos manter acessa essa discussão para tentar, de fato, implementar os resultados.”

Cultura de reúso de água

Ernani explicou que foi criado um Grupo de Trabalho Interministerial para contribuir com a construção de uma cultura de reúso de água. “No caso do governo brasileiro, estamos procurando se integrar ao máximo com ministérios e órgãos que tenham interface nesse tema, sobretudo os que trabalham com água”, afirmou.

Ele ressaltou ainda que o governo federal, por meio do Ministério das Cidades, está trabalhando com programas de investimentos, em especial, aqueles que usam recurso de empréstimo do Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço (FGTS) e aceitam projetos que contemplem instalações de reúso de água. “O governo prepara uma chamada para investir em projetos de investimento com recursos de empréstimo do Fundo, em que o edital vai admitir que nas instalações de tratamento de esgotamento sanitário aja o aproveitamento do efluente após o tratamento”, assegurou.

A equipe da SNSA que apoia os municípios na elaboração dos Planos Municipais de Saneamento está alertando os municípios a citar a possibilidade do reúso de água em seus projetos, mesmo que nos detalhes, mesmo que não aprofundem os estudos.

Seminário

O objetivo do Seminário é elaborar a proposta do plano de ações para instituir uma política de Reúso de Efluente Sanitário Tratado no país. No primeiro dia foram apresentados o projeto e os resultados preliminares da avaliação do potencial de reúso e critérios de qualidade.

Nesta terça, as atividades ocorrem a partir de 9h, no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), com a apresentação de modelos de financiamentos nacionais e internacionais, tarifas e subsídios técnicos para o aperfeiçoamento do projeto.

O programa é composto por representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), dos ministérios do Meio Ambiente, Integração Nacional e Cidades, companhias de saneamento, agências reguladoras, órgãos regionais de saúde e meio ambiente, academia, além de outros relacionados ao tema.

Foto: IICA

Fonte: Ministério das Cidades

Piauí terá que captar água subterrânea para abastecer cidades, se açudes secaremDiante dos reservatórios estarem funcion...
12/06/2017

Piauí terá que captar água subterrânea para abastecer cidades, se açudes secarem

Diante dos reservatórios estarem funcionando em volume morto, o Piauí poderá ter que fazer a captação de água subterrânea

Segundo o coordenador da Defesa Civil do Estado, Vitorino Tavares, a alternativa é a única opção, caso os açudes e barragens no interior sequem completamente. Ele destaca a situação da adutora Estreito- que abastece as cidades de Padre Marcos, Belém e Francisco Macedo- onde as bombas tiveram que ser desligadas, pois a água está imprópria para o consumo humano.

“Só temos uma alternativa: captar água. Isso é muito caro, pois os poços são muito distantes e torna a operação mais cara. Contudo, essa é a única alternativa”, declarou Tavares, acrescentando ainda que o racionamento de água em 40 cidades do Piauí deve começar a partir da próxima semana.

Durante a manhã desta sexta-feira (09), representantes da Defesa Civil e Exército, além de prefeitos do interior do Estado se reuniram na sede do 25º BC para discutir a operação Carro-Pipa.

Ao todo, 60 cidades da zona rural são atendidas pelo Exército. Para a operação deste ano, foram cadastrados 1.500 pipeiros que atendem 200 mil piauienses.

O comandante do 25º BC, tenente-coronel Francisco Nixon Lopes Frota, acrescenta que a fiscalização tem sido bastante intensa, inclusive, com monitoramento dos carros-pipas por GPS.

GPS em carro-pipa

“O GPS é instalado no carro-pipa de forma e assim podemos acompanhar todo o trajeto através do sistema dentro do 25º BC. Temos informações de onde e quando ele pegou água em um determinado manancial, se seguiu a rota e levou na cisterna que estava prevista, por exemplo. O pipeiro flagrado praticando alguma irregularidade é notificado, ouvido, pode receber uma multa, retomar as atividades ou ser excluído por dois anos da operação”, alerta o comandante.O Exército conta ainda com 57 viaturas que serão utilizadas onde, por algum motivo, o pipeiro paralisou as atividades.

Vitorino Tavares esclarece que o órgão trabalha paralelamente com o Exército e opera em 27 cidades. Ele cita alguns reservatórios prestes a secar como Piaus, na região de São Julião, e Petrônio Portela, em São Raimundo Nonato, além de açude de pequeno porte como Caboclo, Estreito e Tiririca.

barragemFoto: Dnocs – Barragem de Piaus


A prefeita de Pio IX, Regina Coeli, desabafa que é inadimissível que ainda hoje o piauiense tenha que colocar lata d’água na calçada para esperar o carro-pipa’.

“Vai faltar água em Piaus até o fim do ano”

“Acredito que vai faltar água em Piaus até o fim do ano, pois estamos abaixo de 5%. Se isso acontecer, vamos sobreviver de carro-pipa? É preciso pensar rápido em uma solução para que a gente não chegue a esse ponto. Na zona rural isso já é rotina, mas na zona rural que tem adutora e água na to****ra é inadmissível. Não sou exigente, queremos apenas qualidade de vida, o mínimo, o básico”, desafaba a prefeita que ressalta que a cidade já conta com sete carros-pipa da Defesa Civil.

Regina Coeli comentou ainda sobre o racionamento d’água que, segundo ela, será tardio, mas essencial.

“Os municípios já fazem seu dever de casa com campanhas educativas, conscientizando as pessoas do uso racional da água, mas é preciso o racionamento. Enquando se tem água toda hora, você gasta mal e mais. Com o início do racionamento, acredito que teremos uma vida mais longa de abastecimento”, disse.

Graciane Sousa
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