26/09/2026
🖥️ Em 1985, a Commodore lançou o Amiga 1000. Enquanto o Macintosh tinha uma tela preto e branco e o PC ainda engatinhava com CGA, o Amiga exibia 4.096 cores, som estéreo de 4 canais e multitarefa real. O segredo não estava na CPU, um Motorola 68000, mas em três chips customizados que trabalhavam em paralelo: Agnus, Denise e Paula.
⚙️ Agnus era o mestre do barramento. Ele controlava o acesso à memória, o blitter (acelerador gráfico) e o copper (coprocessador que executava instruções durante o refresh da tela). Isso permitia efeitos gráficos que a CPU sozinha não conseguiria, como múltiplas resoluções na mesma tela e scroll suave em jogos.
🔍 Denise cuidava do vídeo. Ela gerava os modos de tela, sprites de hardware e o famoso modo HAM (Hold and Modify), que exibia 4.096 cores simultâneas em uma época em que 16 cores era o padrão. Paula era o som e a comunicação: quatro canais de áudio digital de 8 bits, cada um com frequência e volume independentes, além de controlar drives de disquete e portas seriais.
🚀 O impacto foi imediato na cena de demos e jogos. Shadow of the Beast, Turrican e Speedball 2 rodavam com qualidade visual que os consoles da época não alcançavam. Em produção musical, o Amiga virou padrão de estúdio com trackers como Protracker e OctaMED. A arquitetura foi tão à frente que a Commodore vendeu mais de 4,8 milhões de unidades.
🧭 O Amiga nunca dominou o mercado corporativo, mas influenciou tudo que veio depois: multitarefa, áudio digital, vídeo com muitos cores. Ele provou que um computador podia ser uma estação criativa completa. Você já teve um Amiga ou só ouviu falar dele?
📚 Fonte: Ars Technica; Amiga History Guide; Wikipedia.
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