23/08/2022
Três dias atrás, uma matéria do New York Times denunciou a subprecificação na avaliação imobiliária de um imóvel que pertence a uma família negra. O casal Nathan Connolly e Shani Mott recebeu no ano passado em sua casa um avaliador imobiliário. Eles acreditavam que a casa que já tinha sido reformada teria se valorizado desde 2017, já que o mercado imobiliário em Baltimore apresentava uma alta. Mas para surpresa do casal, a casa foi avaliada em 472 mil dólares.
Meses depois da primeira avaliação o casal solicita uma nova avaliação para refinanciamento do imóvel, mas desta vez, retiraram da casa todas as evidências de que ali morava uma família negra. Conforme Nathan Connolly esperava como um especialista na história da supremacia branca nos Estados unidos e consciente de que o racismo também se manifesta no mercado imobiliário, e a casa desta vez foi avaliada em 750 mil dólares. A família agora está processando tanto a concessora de financiamento imobiliário quanto a empresa de avaliações imobiliárias.
A avaliação imobiliária quando feita por humanos, pode ser bastante inexata e inexplicada. Mesmo quando há justificativa para que algo seja um fator para o aumento ou redução do preço de um imóvel, geralmente não temos informações científicas para a dimensão de uma sobre avaliação ou subavaliação.
É por isso que a tecnologia no mercado imobiliário abre novas portas em campos onde nunca se imaginou que teria impacto, como no caso da família de Baltimore. Por meio de avaliações imobiliárias mais automatizadas, podemos reduzir o risco de vieses e até mesmo o risco de deixar que uma avaliação se sustente puramente em racismo. Isso não resolve tudo, não resolve o problema do racismo. A tecnologia no mercado imobiliário tem a sua frente um novo problema e pode trabalhar por uma solução.
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