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BLACK IN BRAZILA cada 23 minutos morre um jovem negro no BrasilViolência contra trabalhadores negros cresce sem ações e ...
07/04/2022

BLACK IN BRAZIL

A cada 23 minutos morre um jovem negro no Brasil

Violência contra trabalhadores negros cresce sem ações e políticas para que estatísticas sejam revertidas

Trabalhadores negros são as maiores vítimas de homicídios no Brasil. Em 2017, 75,5% das pessoas assassinadas no país eram pretas, o equivalente a 49.524 vítimas.

Nós sabemos que a esmagadora maioria dessas vítimas é oriunda da classe trabalhadora, da periferia das grandes e pequenas cidades e sofre cotidianamente com a miséria e com o esquecimento e a falta de acesso aos serviços públicos impostos pelo Estado e pelo sistema capitalista.

Sendo assim, os números da violência contra trabalhadores negros só crescem com poucas ações e políticas para que as estatísticas sejam revertidas.

A taxa de homicídios de negros no Brasil saltou de 34 para 37,8 por 100 mil habitantes entre 2008 e 2018, o que representa aumento de 11,5% no período, de acordo com o Atlas da Violência 2020 divulgado no final de agosto.

Já os assassinatos entre os não negros no mesmo comparativo registraram uma diminuição de 12,9% (de uma taxa de 15,9 para 13,9 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes).

Entre as vítimas de violência letal aqui no país, 74,4% são negras. A cada 23 minutos morre uma pessoa negra. São 23.100 jovens negros mortos por ano, cerca de 63 por dia. A chance de um jovem negro ser morto é 2,5 vezes maior do que a de um jovem branco.

No Brasil, a polícia também mata mais a população preta. Em 2019, o braço armado do Estado fez 5.804 vítimas. Do total, 75% (ou 4.533) eram negros. E, mesmo entre policiais, o número de mortos é superior quando se trata de pessoas pretas, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 65,1% dos policiais assassinados são negros.

É preciso conhecer aqueles que já fazem essas denúncias cotidianamente, se organizar e lutar para que essas mudanças ocorram de fato. Os sindicatos selecionaram dois vídeos que abordam o conceito de branquitude e como ela determina as relações raciais e a intervenção do Estado.

Você já ouviu falar em Pacto Narcísico da Branquitude? Então confere esse vídeo em https://bit.ly/3nrCNWy conheça como ele é determinante para entender as relações raciais e de trabalho no Brasil.
E o segundo vídeo, que você confere em https://bit.ly/35E2hd8 fala sobre como o Estado manifesta características da branquitude.

REPLICA OU FALSIFICAÇÃO?Por Anderson Camilo Replica é o termo que se usa para adulteração (falsif**ação) ilegítimo, não ...
27/10/2021

REPLICA OU FALSIFICAÇÃO?
Por Anderson Camilo

Replica é o termo que se usa para adulteração (falsif**ação) ilegítimo, não autêntico. Pode ser: objetos, documentos, obras de arte e qualquer ação distorcida da sua originalidade material ou subjetiva, apropriada e manipulada por terceiros, buscando semelhança, seja estética, seja na aplicabilidade referente ao originário (autêntico).

Ver Signif**ado de Réplica:
substantivo feminino, contestação; o que se utiliza para refutar ou contestar o que foi dito ou escrito; argumento que contesta uma afirmação. Resposta que se opõe a uma crítica recebida; modelo; imitação ou cópia feita a partir de uma matriz ou idéia pré concebida partindo da ideia de outro.

Uma fábrica, mesmo sendo a autêntica dona da criação, começa com um esboço, a primeira peça ( matriz ) que depois será replicada em várias outras.

No caso dos relógios ele pode ser replicado, mudando a marca e se apropriando da tecnologia e designer. Segundo essas fábricas: "não trata-se de uma falsif**ação, e sim uma outra marca", mesmo tendo se apropriado da ideia original. Isso também é uma réplica maquiada para fugir das questões e responsabilidades jurídicas. Jamais seria uma falsif**ação, tratando-se outro marca.

Em alguns casos, o designer do case e estrura, dependendo do acordo entre as partes, a patente da criação (direito autoral) f**a com o engenheiro responsável pela criação. O que nada impede, de vende-lo para outra fábrica. Na maioria dos casos, o contrato é de exclusividade para com a financiadora do projeto de elaboração, desenvolvimento em pesquisas, montagem, marketing e distribuição. Mas, isso é uma outra história.

Quanto a falsif**ações, utilizasse de matéria prima de baixo custo, exploração da mão de obra ( semi-escravidão ), sonegação de tributos e lavagens de dinheiro.

Todo produto muito barato, muitos estão pagando muito caro e pouquíssimos lucrando muito com a exploração alheia.

Portanto, a palavra "falsif**ação" é genérica. Termo, popular, mesmo tendo sido incluída nos dicionários. Derivante de adulterada, replicada.

Se no caso, a exemplo, pego uma caixa, mostrador, de um Seiko e coloco uma máquina Casio por exemplo, temos uma adulteração e não uma réplica. Nesse caso, temos uma falsif**ação.

Algumas réplicas de luxo, a exemplo da Rolex, até ouro 18k já foram utilizadas com tecnologia semelhante e designer idênticos. Sim, nesse caso, foi feita por um artista obviamente.

Existem réplicas que só um especialista muito experiente pode identif**a-las. Na maioria dos casos, são grotescas. É mais sensato uma autêntica e modesta peça, que uma falsif**ação de "luxo" ou um similar (genérico ) barato.

Porém, não se enganem, há industrias e marcas por todo o mundo, sobretudo, fábricas regularizadas na China, ainda desconhecidas do grande público, com linhas e tecnologias com uma certa qualidade. Ou seja, ainda em vias de fato.

A Casio acumula centenas de processos contra fabriquetas por réplicas do Casio Fw91 e linha G-Shock, feitas com a colaboração até mesmo de funcionários demitidos, segundo boatos. Linhas de montagem foram abertas, na Tailândia, algumas no Japão, e até mesmo na China, locais das maiores e (fábricas) autênticas linhas de montagem da marca, assim, como na Malásia.

A Citzen teve muitos problemas com réplicas do clássico Wind Surf na década de 80/90 e hoje, o Aqualand da marca tanto é falsif**ado, quanto replicado o seu case com outras marcas.

No caso a tecnologia é bem distante das proposições do original. Assim, temos uma réplica, já que a falsif**ação busca 100% de semelhança, jamais alcançada.

O correto é que existem dois tipos de peças: autênticas ou falsif**adas. Quanto às réplicas, boas ou ruins, são réplicas de uma idéia (projeto) original, assinada por um designer e patenteada por uma fábrica, marca ou corporação.

Anderson Camilo para Revista Le' Clock
Outubro 2021

1- Citzen Aqualand autêntico ( dispensa comentários )
2- Falsif**ação obscura: péssimo acabamento e baixa qualidade dos componentes e funções bem limitadas.
3- Designer replicado por outra fábrica. Difícil reposição de peças e qualidade duvidosa.


SABER MAIS SOBRE A PEÇA
https://www.facebook.com/100675468406275/posts/101470558326766/

Criada em 1976, a QQ é reconhecida mundialmente como a marca mais vendida da Citizen, com seus maquinismos japoneses (mi...
19/10/2021

Criada em 1976, a QQ é reconhecida mundialmente como a marca mais vendida da Citizen, com seus maquinismos japoneses (miyota) e design internacional.

Desde a sua criação, a QQ já vendeu mais de 500 milhões de unidades em 120 países.

Hoje a marca é líder no seu segmento em muitos países do mundo. A licença exclusiva para montagem e distribuição de relógios QQ no Brasil, e pela Casa Matriz em Tóquio, Japão.

Philosophy of Q&Q
Our mission is to enrich the everyday lives of people in the world by exposing them a quality, reliable Japanese watch brand.
We do this by offering our affordable collections available to everyone, everywhere.

Story of "Q"
Our philosophy is rooted in the words starting with "Q."

The brand name originally stands for "Quality and Quantity."
Meaning we combine these traits through producing Quality, reliable timepieces using Japanese craftsmanship in Quantities for people the world over.

Since 1976, more than 500 million Q&Q timepieces have been purchased and loved by people in over 120 countries.

Adding to our philosophy, "Joy" can also be found in our watches.
By offering great choices of designs and collections, you can find a watch to suit all fashions, feelings and occasions.

History
Established in 1976 by exporting mechanical watches. We are today a global watch brand selling in over 120 countries. Q&Q's success over the past 40 years has been driven by the quality and reliability of the brand.

Brand Timeline
1976
The first Q&Q brand watches go on sale over the world.

1980-81
Begins producing analog quartz and digital watches.

1995
Introduces first Q&Q solar watches.

1999
Sales surpasses 20 million units.

2000-2002
Begins producing titanium models, stainless steel models, aluminum models and 10-year battery models.

2004
Introduces first Q&Q radio-controlled watches.

2013
Launches SmileSolar series.
Starts donating portion of SmileSolar proceeds to TABLE FOR TWO delivering school meals in Africa and Asia.

2017
Reaches 150,000 school meals served through TABLE FOR TWO donation program.

ASSISTIR VIDEO
https://youtu.be/5QSvDFfLPhA

DE VOLTA PARA O FUTURO ( PART 2 )Todo mundo deve se lembrar da popularidade dos relógios com calculadora, nos anos 80 e ...
14/10/2021

DE VOLTA PARA O FUTURO ( PART 2 )

Todo mundo deve se lembrar da popularidade dos relógios com calculadora, nos anos 80 e 90, graças ao sucesso de público conquistado pela linha Casio Databank durante a era gloriosa do nerdismo – tempos dos Video Games, aparelhos de rodar K7/VHS, os primeiros computadores e celulares pessoais, alguns elementos ancestrais da nossa obsessão tecnológica. Tudo isso naquele universo icônico oitentista, roupas coloridas, o Ray Ban Wayfarer, os jogos 8-Bit, a música Pop/New Wave, os cabelos com mullets, o cubo mágico de Rubik, os filmes de adolescente de John Hughes, dentre tantas outras referências...

Os anos 80 construiram um legado cujos ícones nos influenciam até hoje. Não dá para pensar na época sem mencionar o boom dos relógios Casio, uma importante organização internacional que surgiu em 1946 e foi responsável por lançar a primeira calculadora elétrica e compacta em 1957. A marca também foi pioneira por ter lançado um dos primeiros relógios eletrônicos de pulso, o Casiotron de 1974, e relógios adaptados contra choque mecânico e perfeitos para esportes pesados, caso do primeiro G-Shock, em 1983.

Vamos dar uma espiada hoje nas curiosidades por trás da história de um dos relógios mais hipnotizantes da marca. Nada mais justo do que aliar as duas grandes armas da empresa para criar um relógio digital com calculadora. Eles eram conhecidos pela linha Casio Databank e permitiram uma revolução para o relógio de pulso: o armazenamento de informações. Relógios com calculadora já existiam desde os anos 70, porém a Casio diversificou os modelos e expandiu sua funcionalidade aliando a calculadora ao armazenamento de dados - o grande conceito do Databank.

O primeiro Databank Calculator Watch foi o CD-40, lançado em 1983. Multifuncional e dinâmico, este modelo permitia o uso de calculadora, alarme, cronômetro e o bip a cada hora corrida. Em 1984, a Casio lançou o modelo cujo design seria o grande sucesso de sua década, o CA-50. Ícone de nerdismo que apareceu posteriormente no pulso de inúmeros artistas e já foi re-desenhado inúmeras vezes, provando que não sairá tão cedo do gosto dos colecionadores.

Um dos momentos ilustres para o modelo CA-50 foi quando o personagem Marty McFly aparece usando o relógio na trilogia de Robert Zemeckis - "Back to the future", 1985. Com a popularidade deste que é no Brasil um clássico da sessão da tarde, o relógio ganhou cada vez mais o fetiche de um acessório de estilo, compondo a ideia principal da trilogia: um garoto que atravessa o tempo - ele é descolado e cool.

Marty McFly é o garoto exemplar numa época caótica. Ele vai precisar de utilizar o tempo para resolver as peripécias de uma aventura na qual se meteu sem nem perceber. McFly e seu amigo Doc, um cientista amalucado e criador de uma máquina do tempo, vão parar nos anos 50. Na parte II, eles vão para o futuro e, na parte III, encontram-se no velho oeste
A parte curiosa disso tudo é que a representação do futuro para esta trilogia de Spielberg e Zemeckis se dá em 21 de outubro de 2015. Está bom para vocês, ou querem mais?

Assim como a narrativa dos filmes preza por duas instâncias de tempo diferentes, o Casio Calculator Watch que Marty McFly utiliza para contar o tempo possui a função DT, o Dual-Time, uma maneira de armazenar simultaneamente dois contadores de tempo: uma curiosidade nerd e tanto.

Cenas de Back to the future, 1985: Marty McFly e seu Casio CA-50.

A notícia boa para os apreciadores é que a Casio continua fabricando o relógio com fidelidade ao original, a diferença é que agora o re-lançamento responde pelo código de CA-53W-1Z, possui poucas diferenças do seu original, o CA-50, uma delas é o fato de ser à prova d'água - apenas respingos e chuvas leves, nada de mergulho. Além disso, há alguns detalhes no design da pulseira e as cores de algumas informações no teclado que mudaram sutilmente. Tirando estes detalhes, a impressão é de voltar no tempo com um relógio que vai ter aquele cheirinho de plástico novo.

A figura abaixo é uma referência de ambos modelos para comparação. CA-50 à esquerda, o modelo de 1984.
CA-53 à direita, o modelo fabricado atualmente, com a marcação WR - Water Resist, no canto esquerda.

007: OS RELÓGIOS INESQUECÍVEIS Os relógios dividem o pódio com os automóveis entre os gadgets mais desejados pelos fãs d...
18/09/2021

007: OS RELÓGIOS INESQUECÍVEIS

Os relógios dividem o pódio com os automóveis entre os gadgets mais desejados pelos fãs de 007. Mas muito mais que portas de entrada para parcerias com grandes marcas dos segmentos, as escolhas pelos acessórios resultaram em peças-desejo que traduzem o estilo e os interesses masculinos das épocas de lançamento dos longas de James Bond.

A partir dos 24 filmes originais inspirados nas obras de Ian Fleming, reunimos alguns dos relógios inesquecíveis que ganharam destaque nas telonas ao longo das últimas décadas:

O Omega Seamaster 300 "Spectre" de '007 Contra Spectre' (Foto: Divulgação)
O OMEGA SEAMASTER 300 "SPECTRE" DE '007 CONTRA SPECTRE' (FOTO: DIVULGAÇÃO)
Lançado em edição limitada, o Seamaster 300 "Spectre" da Omega comemora a parceria de 20 anos da marca com James Bond. O modelo tem caixa em aço e pulseira em tecido, além de contar com gravações especiais em homenagem ao novo filme da franquia 007 no fundo da caixa e no suporte do bracelete.

007 Contra o Satânico Dr. No (1962)
Gruen Precision 510

Apesar de não ganhar muito destaque no longa, o modelo Precision 510 da Gruen está presente em uma das cenas mais clássicas da franquia, quando James Bond usa sua frase marcante de apresentação pela primeira vez na série. O modelo, fabricado no fim da década de 1950, tem caixa em ouro amarelo e calibre mecânico.

DE VOLTA PARA O FUTURO ( PART 1 )Hoje em dia o modelo digital Casio com calculadora acoplada já virou item de época. Mas...
14/09/2021

DE VOLTA PARA O FUTURO ( PART 1 )

Hoje em dia o modelo digital Casio com calculadora acoplada já virou item de época. Mas quando apareceu no pulso de Marty McFly (Michael J. Fox) em 1985, o CA53W Twincept Databank era o auge da tecnologia, com direito a calendário e alarme - praticamente um smartwatch dos tempos de De Volta Para o Futuro.

Um relógio de pulso é mais do que um simples acessório para um homem. Ele pode ser parte essencial do seu visual e até mesmo um reflexo de sua personalidade. Natural que grandes personagens do cinema também tivessem seu relógios de pulso favoritos.

Do popular Cássio com calculadora de Marty McFly, em “De Volta para o Futuro”, até o Stallone usando Panerai em quase todos os seus filmes, o relógio marcou presença em grandes clássicos do cinema.

Nada mais justo que um clássico dos anos 80 tivesse um dos relógios que marcou a década. Quem não tinha, era louco para ter. Quem tinha, f**ava p**o quando a professora mandava tirar durante as provas de Matemática

UMA ARTE SEM FRONTEIRASQuando ouvimos uma música, assistimos uma peça teatral ou até mesmo observamos em deleite uma obr...
11/08/2021

UMA ARTE SEM FRONTEIRAS

Quando ouvimos uma música, assistimos uma peça teatral ou até mesmo observamos em deleite uma obra de arte, três coisas nos vêem a mente: quem é o autor? o que propõe? de onde vem?

No caso do não tão jovem assim, Anderson Camilo, isso não parece tão óbvio assim.

Nascido há 47 anos na pequena e charmosa Aracaju, no menor estado do país, Sergipe, Camilo é um bom e bem sucedido exemplo de um artista viajante.

No ano que completara 20 anos de dedicação às artes; desenhista publicitário, arte-educador, redator e pesquisador em arte, Camilo decide em 2015 arrumar uma mochila de roupas, meia dúzia de livros, um computador, uma câmera fotográf**a e correr pelo Brasil. Aprendendo, conversando, expondo idéias e escrevendo sobre artistas e trajetórias, tudo registrado no seu blog "In revista". Depois de transitar por; GO, RJ, DF, MG, apaixonou-se pela capital mineira, onde criiou base:

"Belo Horizonte sempre foi um sonho para mim. O conjunto arquitetônico, as pessoas e sobretudo a qualidade técnica e plástica dos artistas visuais, a música, o teatro sempre me motivaram a viver nessa cidade. Hoje, me sinto em casa", pontua o artista. " A cidade tem uma rica e diversa produção cultural e acesso a leis de incentivo à cultura".

Da sua primeira mostra individual (Desnudarte, 2000) até aqui, muita coisa mudou no seu trabalho. E em essência, nem tanto assim. Segundo alguns, " Camilo já nasceu grande". Após as brilhantes mostras "Desejos (2013), e " Música para os olhos" (2015,) o inquieto artista, depois de dezenas de coletivas, aponta que achou um caminho que sempre buscou; uma transmutação de formas, bem consciente.

Dotado de uma responsabilidade social bem peculiar e singular, o produtor Camilo, sempre está produzindo algum artista, produto ou conteúdo relacionado a arte educação e a cultura .

Assim, formalmente no ápice da maturidade artística, encontrou nas linhas, cores e na abstração, uma boa, sublime, e frutífera estrada. O artista se dedica exclusivamente à arte. Deixando de lado o estilo formal (figurativo) se desprende de toda uma iconografia construída ao longo do tempo. Assim, como o desapego, hoje, minimalista como ser humano, artista desapegado da abstração formal, se encontra entre linhas, formas híbridas e muita cor.

"Os artistas deviam aprender em todos os cantos e em qualquer circunstância. Devemos tirar algo de tudo. Inclusive do próprio sofrimento, frustrações e impotências. Hoje busco a alegria na minha pintura. Pinto para os seres humanos. Claro, que um ser que não encontra a beleza na natureza e nas coisas simples, certamente, nada encontrarão na minha pintura".

Durante cinco anos, o seu ateliê tem se transferido para várias cidades onde residiu. Vislumbrando a Europa, após convites e sentindo-se maduro, confortável e seguro do próprio trabalho, Camilo então decide construir uma mostra exclusiva para a capital mineira ( Belo Horizonte) e em seguida com planos bem concretos para: Portugal, Espanha e Itália

Dai, como um choque, que acredito ter sido para todos, vem a Pandemia. Alerta vermelho. Assim, as mudanças de plano foram inevitáveis. Dessa dor e frustração por ter seu sonho de uma exposição na Europa adiada, tantas mortes e perdas, nasce a série "Traços Tristes", no geral uma série bem impactante e densa "as cores simplesmente sumiram da minha cabeça, não consegui enxergar a beleza em mais nada". Para muitos críticos e especialistas em arte uma das suas melhores séries.

Mas as cores insistiram, persistiram e enfim resiste Camilo retomando com força e beleza o projeto "Brazilian Colors", "estava bem cansado da figuração Traços Tristes (2020) foi inevitável, apesar de gostar bastante da direção linear e cromática do meu trabalho, gostaria de ser reconhecido de alguma forma por algo incomum, daí peguei toda a minha inspiração, bati em um liquidif**ador e aproveitei essencial, apenas as linhas e cores. Pela primeira vez na minha vida estou plenamente satisfeito com o resultado de uma pesquisa. Após associação das linhas e o som, a música e as formas que foi "Música para os olhos" (2015) estava bem difícil encontrar um caminho, uma bifurcação que me fizesse feliz. Pessoalmente não seria nada confortável para mim ser reconhecido apenas por ícone figurativo ou uma temática circunstancial".

Hoje trazendo cores e muita beleza em meio a muitos cortes, assim ressurge Camilo, com proposições explícitas, uma ode à beleza, com um único objetivo, a harmonia "assim acrefito que deve ser tudo e todos, penso na natureza com uma certa urgência, como disse, não queria uma figuração, pássaros, rios, edif**ações e humanos, o meu desejo era externar uma unidade estética, a busca do diálogo, encontros e desencontros. Sim, com a arte tudo isso é possível, precisamos de esperança, é urgente. Tá tudo muito feio, a beleza que busco é bem proposital".

Dessa ótica bem intimista nasce "Brazilian Colors" (2021), assim, deseja o artista, que seu trabalho saia das paredes, toque as pessoas e elas desejem vesti-lo, usá-lo no próprio corpo.

Redação Revista L'e Clock ( BH )

SABER MAIS
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G-SHOCK: 37 inquebráveis anos“Eu quero fazer um relógio que não vai quebrar, mesmo que caia”, decidiu o engenheiro Kikuo...
23/07/2021

G-SHOCK: 37 inquebráveis anos

“Eu quero fazer um relógio que não vai quebrar, mesmo que caia”, decidiu o engenheiro Kikuo Ibe, na época head design da Casio.

Tal ideia surgiu após um relógio quebrar em uma queda durante o trabalho, e foi expressada em uma reunião interna há mais de 35 anos.

Os relógios são instrumentos de precisão delicados e, naquela época, era natural que quebrassem em decorrência de quedas.

O conceito de um relógio resistente parecia difícil, mas não impossível. A proposta foi aceita. Uma equipe de projetos, composta por apenas três pessoas, foi formada e o desenvolvimento da inovação começou.

A princípio, eles pensaram em cobrir o relógio inteiro com material macio. Mas, após alguns experimentos, o trio abandonou a ideia – o relógio quebraria independentemente da quantidade de borracha que o envolvesse a fim de absorver choques. Além disso, quanto mais material, maior o tamanho, como neste modelo experimental:

O problema do tamanho foi solucionado com uma estrutura absorvente de choque de cinco camadas. Porém, outra questão surgiu: quando tentavam fortalecer uma peça, por consequência outra quebrava. Tentativa e erro aconteciam diariamente, em um círculo vicioso.

Para testar a resistência, os engenheiros largavam os relógios protótipos da janela do terceiro andar de um prédio. Dez metros abaixo, o produto se espatifava no chão, então eles analisavam as peças quebradas e faziam as alterações necessárias para alcançar um modelo inteiramente resistente.

Em 1981, frustrado com o aparente fracasso da empreitada, Kikuo Ibe decidiu tentar apenas por uma semana mais. Sem sucesso.

No último dia, saiu do prédio para tomar um ar fresco em um parque. Olhou para o lado e percebeu que uma criança saltava em uma bola de borracha. Eureka!

“Se eu inserir o relógio a essa bola”, pensou Mr Ibe, “isso poderia suportar choques severos.”

A ideia amadureceu e transformou-se em uma composição única, na qual o coração do relógio (o módulo) flutuava no ar dentro de uma estrutura oca dentro da caixa.

A invenção de Kikuo Ibe consistia no conceito Triple 10: resistência à queda livre de até 10 metros de altura, 10 ATM de resistência à água e bateria com duração de 10 anos.

Foram dois anos de te**es, com 200 protótipos, até chegar ao resistente DW-5000C, o primeiro G-Shock. O modelo foi lançado em abril de 1983, no Japão.

Essa bola fez parte do experimento para a criação do primeiro G-Shock.

Um processo trabalhoso e um ciclo que parecia não ter fim, mas que com muito esforço, estudo e persistência foi possível conclui-lo.
E o resultado não poderia ser outro: o relógio mais resistente do mundo, o G-SHOCK!

Por * CASIO G-SHOCK

SABER MAIS
https://www.facebook.com/CASIOGSHOCKBrasil/



Em março de 2018 a Casio, comemorou seu 35º aniversário e como parte da sua celebração lançou dois modelos especiais desenvolvidos em colaboração entre o líder de moda japonês e diretor criativo NIGO®, e o inventor G-Shock, Kikuo Ibe.

Apenas 35 relógios de cada modelo foram vendidos em todo o mundo. Para adquirir um dos modelos especiais foi preciso se inscrever pelo site da ação e os sorteados poderam efetuar a compra de um dos modelos exclusivos.

Cada unidade foi vendida por valor de US$135,00. E, de todos os compradores, uma pessoa em todo mundo recebeu o relógio diretamente das mãos do Kikuo Ibe.

Os modelos base para estes collabs foram o DW-5600, em uma referência ao primeiro G-Shock, e o DW-6900, modelo que NIGO® tem uma conexão pessoal. Com cores vivas, a pintura fluorescente dos relógios é revestida com duas camadas de resina e possui acabamento de tinta transparente resistente a UV. O processo protege contra a descoloração e esta é a primeira vez que esta tecnologia é aplicada em um relógio G-Shock.

O DW-5600 é aquele clássico da G-SHOCK da Casio que não sai de moda nunca. O primeiro modelo dessa linha foi desenvolvido em 1983 e desde então acompanha os verdadeiros fanáticos por G-Shock.

São 37 anos de muita história e resistência absoluta!

Nos modelos da linha GMW-B5000, os amortecedores de resina fina entre a moldura de metal e a caixa criam uma estrutura resistente a choques com um case totalmente em aço.

Este é a versão prata GMW-B5000D-1. Muita elegância e resistência em um só relógio.


* Anderson Camilo para (G-SHOCK BRASIL)

Revista Le' Clock - BH

Saiu uma matéria na revista Hodinkee com os 10 melhores relógios Seiko de acordo com eles.
13/06/2021

Saiu uma matéria na revista Hodinkee com os 10 melhores relógios Seiko de acordo com eles.

The most beloved watches from a most beloved brand. Did your favorite make the list?

O QUE CABE EM SEU PULSO?Por Anderson CamiloPossuo em minha coleção pessoal algumas dezenas de relógios ( o primeiro reló...
19/01/2021

O QUE CABE EM SEU PULSO?
Por Anderson Camilo

Possuo em minha coleção pessoal algumas dezenas de relógios ( o primeiro relógio adquirido na juventude, comprado no primeiro emprego, herdados, presentes dos pais...) Sou aficionado pelo tempo, amante dos designer de relógios, diletante da arte da relojoaria desde a juventude. Hábito herdado do meu saudoso pai. Segundo ele: "Não confie em pessoas que se atrasam aos compromissos. Tempo é dinheiro. Devemos valoriza o nosso tempo e respeitar o tempo alheio. Tempo é vida que não volta" Assim, partiu meu pai desta vida de forma trágica (1996) aos 49 anos. Acho que ele estava certo " o tempo não volta. Ele corre da gente." As vezes, quando estou fuçando ( limpando, montando e desmontando, apreciando as linhas...) uma peça, sempre sinto a presença do meu pai. Ainda tenho ( o meu primeiro relógio) presenteado por ele em 1984. Até guardo com carinho um modelo ( clássico dourado com pulseira de couro) idêntico ao relógio que ele sempre usava. Penso ter sido a melhor maneira que encontrei para ter o meu pai de alguma forma, sempre presente.

Detesto perder a hora ou até mesmo segurar um celular as mãos por todo o tempo. Não é difícil me encontrar com uma peça diferente no pulso. Pertenço a geração analógica. Aquela, bem distantes da era dos smartphones. Um bom relógio de pulso era um item entre os jovens dos mais cóbicados. Computadores, só nos lares bem abastados ou nos filmes de ficção científ**a. Ter um relogio digital da Casio era um privilégio ( Casio Games, databank, G-SHOCK, relógio de mergulho) os da Citzen um luxo. Aqueles bem coloridos e mais acessíveis ( Champion) eu simplesmente abominava. Hoje, acho até divertidos e estilosos os modelos da Swatch.

Era mais ou menos assim: se você tivesse com um Casio digital básico você era um jovem moderno, discreto e descolado. Se caso fosse um Citzen Wind Surf, você surfava e as minas se amarraram. Portanto você era o f**a da sala. Se fosse um Aqualand, você mergulhava e a sua família tinha muita grana. Portanto, você era o super f**a da escola. Se o modelo fosse um Citzen Wingman, você supostamente "sacava" de aviação. Portanto, você era o picas da galáxia. Era assim. Hoje, acho tudo aquilo uma grande bobagem. Porém, confesso: me divirto muito com tudo isso. Adoro divertidas lembranças. Quando a minha mãe, disse que me presentearia com um Citzen no meu próximo aniversário, simplesmente contei dia após dia durante exatos 228 dias. E no dia que antecedeu a hora H, simplesmente eu não dormir a noite. Cheguei na relojoaria as 8:01 da manhã. Praticamente abri a loja. Detalhe: acordei minha mãe as 6:30, do dia 17 de setembro de 1989.
Cada tempo, cada geração cria e cultiva os próprios desejos e anseios aquisitivos.

Porque eu não os tirava do pulso, e hoje curto tanto relógios? bem, a minha vida era assim: acordar às 6:00, matérias básicas na escola até as 11:45. 14:00 as 16:00 treino do time da escola. 16:40 as 18:40 treino da seleção estudantil: 19:30 as 22:30 treinamento da seleção juvenil do meu estado ( 10min de alongamentos, 20mim de corrida, 40mim de funcional e algumas horas de bate bola....todos os benditos dias...
Pois é, eu era um escravo do tempo. Aficionado por resultados a curto, médio e longo prazo. Até hoje. Isso eram as segundas, quarfas e sextas. As terças e quintas, alternavam aulas de desenho as tardes, uma par de coisas no tempo que restava em casa ( coleção de vinis, livros, muitos livros, filmes ( VHS) miniaturas e uma caixa gigante de relógios(peças) que sonhava um dia monta-los. Para fechar a semana, no domingo aquele surf para testar se o reloginho da hora era de fato resistente à altas profundidades. Um dia inteiro de surf e um monte de coisas tudo em seu horário. Tinha como não andar com cronômetro no pulso? Isso apenas em 20 anos, depois fiz um monte coisas... risos...

Com a idade descobrir que todo "maluco" coleciona algo supérfluo. Alguns itens, chegam a custar uma motocicleta nova. Acreditem. Porém, não me sinto confortável o suficiente para usa-los no dia a dia. E até mesmo na maioria dos casos, não sinto a necessidade. Alguns tenho um carinho especial ( digitais )e não me desfaço por algumas razões até óbvias: design minimal, valor sentimental e afetivo, discrição durabilidade, resistência, simplicidade e acessibilidade. Custo benefício. Característica inicial intrínseca em todos os grandes relógios e buscado por grandes marcas ao longo dos tempos.

O primeiro relógio de bolso digital foi a invenção do engenheiro austríaco Josef Pallweber, que criou seu mecanismo "hora de pular" em 1883. Em vez de um mostrador convencional, a hora do salto mostrava duas janelas em um mostrador esmaltado, através das quais as horas e minutos são visível nos discos rotativos. O segundo ponteiro permaneceu convencional

Em 1972, foi lançado de maneira comercial o primeiro relógio digital que era um pequeno artigo de luxo, pois continha 18 quilates de ouro mais um led vermelho e era vendido por dois mil e cem dólares.

Com o passar do tempo, o relógio digital foi ganhando o gosto popular e foi também sendo aperfeiçoado, pois contou com a aplicação do LCD. Logo nos primeiros modelos que usavam LED, o marcador do relógio digital não aparecia, pois, o gasto de energia era muito alto.

Foi só em 1975, que a Texas Instruments lançou o primeiro modelo de relógio digital classif**ado como de baixo custo, pois até aquela data um relógio digital era muito caro.

Já na década de 80, por meio da Casio, o relógio digital foi aperfeiçoado e acompanhou a explosão tecnológica tanto que foi nesse período que ele incorporou novas funções e hoje é facilmente encontrado

Esses quatro modelos abaixo são relógios que não dispenso o uso no dia dia. Atendem plenamente às minhas necessidades e anseios. Gosto muito dos relógios da Casio desde a juventude. Acreditem, ainda tenho modelos da década de 80 funcionando perfeitamente. Gosto muito dos: Citzen (Aqualand, Wind Surf, Wingman, Pro master, Eco drive), Swatch Irony e Seiko "Pepsi" (Prospex) e até venero a história do G-SHOCK (Kikuo Ibe).

O que não entendo nesses grupos de colecionadores (vendedores) é a supervalorização de algumas peças, em alguns casos de origem e naturezas bem duvidosas.

Antes uma autêntica peça acessível (barata) que uma réplica (falsif**ação) de uma marca de luxo.

O problema não são os relógios chineses. Existem grandes fábricas hoje na China e muitas grandes marcas são fabricadas por lá. Certamente muitas novas marcas chinesas já estão em consolidação no mercado externo. E em um futuro próximo adquirirão tanto prestígio e confiabilidade quanto as marcas e fábricas citadas. Mas ainda há muita bunjiganga. Não precisa ser um expert no assunto para distingui-los. Na dúvida desconfiem sempre do preço ofertado.

A questão são as falsif**ações feitas em todo o mundo, alimentando um mercado (clandestino) que explora mão de obra barata e não respeitam patentes.

Mas se tem uma coisa que me incomoda é o desrespeito para com o valor sentimental das peças alheias, assim como a ostentação desenfreada. Um grupo de relógios também se propõe a troca de conhecimentos e histórias das peças (design, patentes, relançamentos comemorativos..)

Um bom relógio não se configura apenas pelo preço, mas sim por sua história, longevidade e valor sentimental da aquisição ( presentes, primeiro relogio...)

Todo relógio antigo carrega uma história ( memórias ) de uma vida e de um tempo que correu e jamais voltará.

O fato é que, para os amantes da peça ou até mesmo os que o julgam como item indispensável, existem modelos, marcas e estilos para todos os gostos e bolsos.

O bom relógio é aquele que você se sente- bem e pode pagar por ele e repito: tenha um bom custo benefício adequado as suas possibilidades. Simples assim.

Agora, bons investimentos na área, isso é uma outra história.

( Revista L'E CLOCK BH)
JANEIRO 2021

* Anderson Camilo (Artista visual, educador digital, arte educador, diretor de criação, redator, gerador de conteúdos para WEB, colecionador, diletante da relojoaria, curador da coleção 2020/2021 e editor da revista L'e Clock)

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