15/06/2018
Estou com um projeto, onde resolvi a questão algébrica ternária. Modelei os circuitos e portas lógicas ternárias e simulei nos programas Proteus e Multisim. Fiz uma ampla pesquisa sobre as experiências ternárias, inclusive o computador ternário Setun, Russia, 1958.
Após realizar a pesquisa na academia, bem como, os trabalhos publicados no assunto, foi possível constatar que a grande dificuldade na implementação do ternário não residia na condição tecnológica, mas na condição matemática.
Levantei as dificuldades na implementação da lógica, tais como, Lógica Post, Lógica Kleene, Lógica Bochvar, Lógica Belnap, entre outras. Considerando algumas pesquisas que eu desenvolvia em matemáticas, física e outros projetos, me permitiu desenvolver uma álgebra tão simples quanto a Álgebra de Boole, no entanto, uma álgebra Ternária.
Foi realizado o depósito do pedido de patente deste trabalho no INPI, no entanto, gostaria de suas opiniões e sugestões de que passo devo tomar a seguir. Considerando que o INPI nos impõe sigilo de 18 meses para dar fé pública de toda tecnologia. A pergunta que faço é : Seria adequado iniciar uma Startup do projeto? Buscar investidores na modalidade de parceiros? Outra sugestão?
O conceito (1, 0 e -1) é um conceito rotacional e pertence a lógica ternária balanceada. Neste projeto, não há este conceito. O problema de controle de ganho foi resolvido, todos circuitos são modelados por saturação, ou não, depende apenas da aplicação. Os circuitos funcionam tal qual a lógica boolenana, tanto em concepção, quanto em construção de projeto.
Para a construção e projetos de circuitos digitais, a lógica booleana apresenta vantagens astronômicas, se comparada com as lógicas de multivalores (MVL) apresentadas até então. Projetar, construir e manipular circuitos ternários com as lógicas MVL apresentam uma complexibilidade de entendimento que inviabilizou a construção e projeto de circuitos digitais mais robustos se comparado a circuitos projetados em binários booleanos.
Outrossim, em aplicações mais simples, o binário é vantajoso, aplicações mais robustas, tais como, armazenamento e processamento de dados ou computação, as vantagens do ternário são astronômicas.
De fato, nas aplicações ternárias mais simples, há necessidade de mais transístores, e consequentemente, redução de velocidade, no entanto, o ganho no processamento de dados é vantajoso.
Quando comparado projetos mais robusto, no ternário há necessidade de menos transístores, e consequentemente, ganho de velocidade, exponencialmente falando, de tal sorte que, o binário não consegue alcançar. O ternário torna-se insuperável no ganho de velocidade e o ganho no processamento de dados é exponencial.
Como exemplo, modelei um dos projetos de circuitos ternários empregando amplificadores operacionais (AmpOp). Este projeto trouxe enormes vantagens, eliminou qualquer necessidade reguladores de tensão, reduziu as tensões de entradas, no entanto, elevou o número de transistores associados por tratar-se de AmpOp, mas as vantagens e estabilidade foram enormes.
Com base nos trabalhos já publicados, os circuitos também foram modelados em CMOS.
Estamos, apenas, no início. Temos muito a avançar, mas é necessário dar o primeiro passo. Espero estar contribuindo para isto e abrindo uma enorme variedade e possibilidades para novas aplicações.
Daniel Marques dos Santos