05/07/2026
NEUROBISCOITAGEM É UMA ERVA DANINHA
A lista na imagem parece brincadeira, e até arranca uma risada, mas a realidade não está muito longe disso.
O mercado descobriu que basta colar o prefixo neuro na frente de qualquer profissão comum para inflar o preço e dar um ar de sofisticação que simplesmente não existe na prática. É a velha tentativa de parecer profundo quando, no fundo, é só o mesmo serviço de sempre vestindo um jaleco invisível.
O que a gente vê se espalhando como mato é um sequestro semântico desenfreado. O pessoal da pseudociência percebeu que a neurociência vende muito bem, então criaram essa salada mística onde tudo virou cérebro, energia e sinapse.
A literatura científ**a até tem nome para isso: o fascínio sedutor das explicações neurocientíf**as, que é a arte de maravilhar leigos apenas jogando jargões anatômicos no meio de frases vazias.
Daqui a pouco o sujeito não corta mais o seu cabelo, ele faz uma poda terapêutica na sua dopamina capilar.
Onde falta método, sobra narrativa. É muito engraçado imaginar um Neurouber te levando para casa, mas a piada perde a graça na vida real quando as pessoas começam a pagar fortunas por promessas vazias e tratamentos que não têm pé nem cabeça.
No mercado da crença, o cliente sempre entra devendo, e enquanto a gente não tratar a ciência com o rigor que ela exige, essa feira livre de invenções só vai continuar crescendo e abrindo a carteira dos desavisados.
Então, Mamífero, se você está me seguindo, f**a feliz porque você é parte da minoria que decidiu não ser feito de trouxa com essas maquiagens linguísticas.
Aproveita e acessa nossa biblioteca científ**a pelo link da bio.