19/08/2026
Recentemente peguei um notebook para investigar um problema relacionado à bateria.
Em vez de simplesmente recomendar a troca, resolvi acompanhar o equipamento de verdade.
Primeiro o mais fácil, testei a fonte com multímetro e estava tudo normal. Abri o notebook, fiz uma inspeção interna, reconectei a bateria, realizei limpeza básica e comecei uma sequência de te**es.
A descarga foi acompanhada por cerca de duas horas. Na faixa mais baixa da bateria, fiz medições diretamente com multímetro e consegui observar uma queda de tensão importante sob uso.
Depois veio o caminho inverso: conectei novamente o carregador e acompanhei a recarga até 100%.
E ainda não parei por aí.
Retirei novamente o carregador e fiz mais um teste de uso somente pela bateria para verif**ar o comportamento depois da carga completa.
No total, foram aproximadamente 6 horas e 8 minutos entre inspeção, te**es, medições, descarga, recarga, limpeza e validação final.
O resultado apontou para uma bateria já envelhecida e com capacidade reduzida. O próprio sistema indicava aproximadamente 63% da capacidade original.
Por outro lado, os te**es realizados não me deram evidência suficiente para condenar o carregador ou o circuito de carga.
É exatamente por isso que eu evito trocar componentes apenas por suspeita.
Em manutenção, muitas vezes a ferramenta mais importante não é apenas o multímetro ou o software de diagnóstico. É o tempo de observação aliado a um método.
O cliente recebeu o diagnóstico e agora pode avaliar com tranquilidade se fará a substituição da bateria.
É assim que procuro trabalhar na MARQS Informática: investigar, medir, documentar e só então recomendar.
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