10/12/2020
Com a Covid-19 como presente, o Natal em 2020 vai mesmo ser diferente, com restrições e regras mais apertadas para evitar o aumento de contágios nesta época festiva. Mas as dúvidas sobre como vai ser, e o que se pode ou não fazer, vão ser esclarecidas já no próximo sábado, dia 5 de dezembro de 2020, pelo primeiro-ministro, António Costa, quando for anunciada a renovação do estado de emergência e divulgadas as novas medidas que devem prolongar-se até 6 de janeiro de 2021.
Sem desvendar muitos detalhes sobre o que aí vem, António Costa revelou em entrevista ao jornal Observador que o Natal não vai ser normal e que a “passagem do ano vai ter todas as restrições”. “O desejo era que o Natal fosse um Natal normal. Não vai poder ser. Quanto mais o Natal for à mesa, mais perigoso é porque não há máscaras. Quanto mais pessoas estiverem à mesa, mais perigo de contaminação há”, disse o primeiro-ministro. Quer isto dizer que, se para o Natal se quer um “alívio” – ainda não se sabe em que termos – , para o Ano Novo espera-se tolerância zero.
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa vai falar aos portugueses esta sexta-feira, 4 de dezembro de 2020, sobre o prolongamento do estado de emergência. O próximo período deverá ser de 7 a 21 de dezembro, ou seja, mais 15 dias, mas o Presidente quer preparar já a próxima renovação do estado de exceção em que o país vive (de 21 de dezembro a 4 de janeiro), e que já irá incluir o período de Natal e de Ano Novo, o que quer dizer que o preâmbulo do decreto apontará já para o próximo prolongamento
“Temos de fazer um grande esforço para controlar esta segunda vaga. Temos de ter um dezembro estável, porque em janeiro e fevereiro chega o período de maior frio, em que normalmente há o pico da gripe e os riscos aumentam”, disse ainda, referindo o aumento da pressão que se irá colocar sobre o SNS se não forem tomadas medidas preventivas.