04/10/2022
Essas plataformas de low-code e no-code têm em comum o fato de serem rápidas e acessíveis, permitindo que seus usuários criem aplicações usando software de modelagem visual. Funcionam dessa forma como uma alternativa ao desenvolvimento de software tradicional.
A opção sem código usa programação declarativa, conforme explica a Microsoft, com foco em “o quê” e não em “como”. Você diz, portanto, ao sistema o que deseja, e ele cria o aplicativo. Esse “você diz” é literal, já que o usuário dita para o sistema aquilo que deseja, descrevendo as funcionalidades buscadas, e a Inteligência Artificial transforma a fala automaticamente em código. Essa evolução tecnológica foi destacada por Satya Nadella, chairman e CEO da Microsoft, durante o keynote do evento Inspire 2022, realizado recentemente pela empresa.
A popularização do uso de código vai acelerar a adoção da nuvem e a transformação digital nas empresas. A área de negócios/marketing, por exemplo, conseguirá escrever suas próprias aplicações – inclusive para testar hipóteses de mercado antes do lançamento de determinado produto ou serviço. Com o tempo, a tendência é que essas plataformas de low-code e no-code se tornem mais avançadas, elevando a complexidade desses códigos e, por consequência, as possibilidades de desenvolvimento de aplicações mais robustas. Isso fará com que a demanda por nuvem e outros serviços próprios da transformação digital cresça, levando as empresas, de variados tamanhos e atividades econômicas, a buscar/contratar parceiros de TI para atender às suas necessidades.
No Brasil, em um contexto crônico de falta de profissionais, essa movimentação é muito bem-vinda. Estudo da consultoria McKinsey mostrou que, enquanto a Índia forma um profissional de tecnologia para cada três administradores ou advogados, os Estados Unidos formam um para cinco, e o Brasil, um para 11. Já pesquisa da Brasscom constatou que, até o fim do ano passado, o Brasil tinha 159 mil postos de trabalho em aberto, mas só formou 53 mil profissionais na área de tecnologia. Ou seja, um déficit anual superior a cem mil profissionais.
Via: it forum