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ÁFRICA E A PALAVRA ESCRITA No dia 28/05 (quinta-feira), às 10h, vou colar como palestrante convidado na disciplina de EX...
26/05/2026

ÁFRICA E A PALAVRA ESCRITA

No dia 28/05 (quinta-feira), às 10h, vou colar como palestrante convidado na disciplina de EXPRESSÃO GRÁFICA E CULTURA Licenciatura em Expressão Gráfica da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) a convite da professora Auta Luciana Laurentino e seu aluno e amigo .eu.matozo.

Vamos trocar uma ideia sobre como os fundamentos do Design e da Comunicação Visual se manifestam no continente africano através de diferentes dialetos, idiomas e formas de registro e escrita. Uma investigação que atravessa diretamente a minha pesquisa entre imagem, palavra e o livro como evento estético-político. Assim, fortalecendo pontes, redes e o diálogo acadêmico e artístico pelo nosso país.

Vamos nessa!!! Aproveitem os últimos dias para inscrição no minicurso DESIGN X ÁFRICA E A PALAVRA ESCRITA. Saiba mais e Inscreva-se via sympla [link na bio]

Todas as aulas serão gravadas para consulta. Para informações sobre bolsas de estudo, entre em contato através do email e envie uma carta de intenção: [email protected] e/ou whatsapp: +55 21 973 477 907

Imagem: Bamum Script Archives

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Em 2006, o Festival de Angoulême exibiu um importante painel sobre as histórias em quadrinhos no continente africano e a...
06/05/2026

Em 2006, o Festival de Angoulême exibiu um importante painel sobre as histórias em quadrinhos no continente africano e apresentou ao mundo a figura do Rei Ibrahim Njoya, um dos primeiros artistas africanos a trabalhar com desenho em papel. Nascido por volta de 1887 no reino de Bamum, no oeste de Camarões, entre as décadas de 1920 a 1950, ele desenhou cenas da história e do cotidiano da cultura Bamum, frequentemente utilizando imagens justapostas, narrativas sequenciais, enquadramentos sofisticados e relações inovadoras entre a imagem desenhada e o texto caligráfico. Além disso, Njoya foi responsável por desenvolver um sistema de escrita original estabelecendo uma conexão milenar da palavra escrita no continente ligando os pontos entre os hieróglifos egípcios até as culturas modernas.

A arte de Ibrahim Njoya oferece uma janela para o tempo e o lugar onde ele viveu, trabalhou e sua inovação mais famosa foi a criação de um sistema de escrita original, conhecida escrita Bamum. Em meados da década de 1890, pouco depois de ascender ao trono, Njoya decidiu, segundo ele, após um sonho que seu povo precisava de um sistema de escrita próprio, distinto dos alfabetos árabe ou europeu. Ele encomendou um alfabeto pictográfico, inicialmente composto por até 1000 caracteres concluída entre 1896 e 1897, conhecida como escrita Lewa; um de seus principais criadores foi Nji Mama. Posteriormente, uma versão da escrita Bamum passou a ser usada em documentos oficiais da corte e em escritos históricos, médicos e religiosos. O Sultão Njoya inaugurou escolas reais para ensinar a escrita, bem como a história de Bamum. Em seu auge, o alfabeto chegou a ter 1000 usuários alfabetizados. Essas ações do Sultão teriam um grande impacto na arte gráfica do povo Bamum. Como aponta o escritor camaronês Patrice Nganang, a invenção da escrita Bamum pelo Sultão Njoya inaugurou uma nova forma de escrita que está “relacionada ao desenho, de uma maneira muito íntima”.

Saiba mais e Inscreva-se via sympla [link na bio]

DESIGN X ÁFRICA E A PALAVRA ESCRITA
Professor: Rodrigo Rosm | Designer e Editor

INFOS
Aulas às SEGUNDAS – das 19h00 às 20h30
1 aula inaugural 1 de JUNHO/2026
4 aulas online 8,15, 22,

Entre um trabalho e outro, gostaria de convidar todos para essa oportunidade de experimentação gráfica que surge no próx...
02/05/2026

Entre um trabalho e outro, gostaria de convidar todos para essa oportunidade de experimentação gráfica que surge no próximo curso/oficina:

DESIGN X ÁFRICA E A PALAVRA ESCRITA 2.0

Do último terço do século XIX até o rufar das primeiras décadas do século XXI, o design e suas ferramentas desenvolveram ao passo de mediarem grande partes da interação do indivíduo em sociedade, da moda aos aplicativos, da educação à distância aos elementos de comunicação visual presentes na sinalização urbana, se reconhecermos, em síntese, que design é projeto, pode-se afirmar que ele está presente em todos espaços do mundo contemporâneo. Desse modo, é mais que necessário pensá-lo por uma perspectiva racializada e não-branca.

Este curso tem como objetivo proporcionar uma compreensão abrangente da intersecção entre design e cultura, com foco especial na influência das culturas africanas no desenvolvimento da escrita e do design gráfico. Ao longo de seis aulas, exploraremos o contexto histórico do design antes e depois da Bauhaus, analisaremos as raízes da escrita ao redor do mundo e examinaremos o uso de pictogramas, ideogramas e símbolos na comunicação visual. Além disso, abordaremos formas específicas de escrita e comunicação visual tradicionais de culturas africanas, como os adinkras, bamum, wolof e o nsibidi, e exploraremos iniciativas contemporâneas de criação de novos alfabetos africanos. Por fim, dedicaremos uma aula para refletir sobre a experiência negra no campo do design e discutir maneiras de promover uma prática de design mais inclusiva e diversificada. Todas as aulas terão exercícios para criação de zines e cartazes. Compartilhem essa ideia!!!

Inscreva-se via sympla [link na bio]

DESIGN X ÁFRICA E A PALAVRA ESCRITA
Professor: Rodrigo Rosm | Designer e Editor

INFOS
Aulas às SEGUNDAS – das 19h00 às 20h30
1 aula inaugural 1 de JUNHO/2026
4 aulas online 8,15, 22, 29 de JUNHO/2026
Carga horária: 8h

Acesse a ementa via sympla. Todas as aulas serão gravadas para consulta.

Para bolsas de estudo, entre em contato por email e
envie uma carta de intenção: [email protected] e/ou zap: +55 21 973 477 907

Imagem: seshat, a senhora que escreve.

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Dança das Cabeças   _Da série Inventário Incompleto
29/04/2026

Dança das Cabeças

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Da série Inventário Incompleto

Por que essa foto é importante? "Meeting of Lady Rosebery, Joseph Beuys and Buckminster Fuller" Essa fotografia foi tira...
29/04/2026

Por que essa foto é importante?

"Meeting of Lady Rosebery, Joseph Beuys and Buckminster Fuller"

Essa fotografia foi tirada em 1974 por Richard Demarco na Escócia, especificamente no jardim botânico de Dalmeny House, a residência oficial dos Condes de Rosebery. 0O encontro ocorreu durante a visita de Joseph Beuys e Buckminster Fuller a Edimburgo para uma conferência e exposição. Beuys estava muito interessado no conceito de "Escultura Social" e Fuller na "Nave Espacial Terra".

À esquerda: Joseph Beuys, com seu icônico chapéu de feltro e colete de pesca. Para ele, esse encontro era parte de sua prática artística, tanto que a imagem foi posteriormente editada por ele como uma obra/múltiplo.

No centro: Lady Rosebery, uma aristocrata e figura influente que hospedou esses ícones. Ela representa aqui o elo entre o "establishment" e a vanguarda intelectual da época.

À direita: Buckminster Fuller, o gênio da engenharia sistêmica. Na foto, aparece inclinado, provavelmente explicando algum princípio de design ou eficiência energética (sua especialidade).

Para a sua última análise, vale notar que o encontro simboliza a união da Arte (Beuys), Ciência/Design (Fuller) e o **Patrimônio/História (Lady Rosebery)**w
L0 sob o teto de uma estrutura de vidro — um ecossistema controlado que remete diretamente às preocupações ecológicas que ambos os homens defendiam. Beuys via em Fuller um aliado na ideia de que "cada homem é um artista" (designer de sistemas).

Essa imagem faz parte de acervos importantes, como o da Tatee das National Galleries of Scotland. É um prato cheio para discutir como o pensamento sistêmico e a ecologia profunda se cruzaram no auge da contracultura artística!

30/03/2026

Um breve comentário sobre Design de Livro, Produção Gráfica e Conhecimento.

Sobre professor-artista e vice-versa. [+]Para mais informações e sobre bolsa de estudo, envie um e-mail para adeazuela@g...
26/03/2026

Sobre professor-artista e vice-versa. [+]

Para mais informações e sobre bolsa de estudo, envie um e-mail para adeazuela@gmail com carta de intenção, vem no inbox ou mando um alô via whatsapp da firma: +55 21 973 477 907

image credit: A son of chief eholla in Nigeria with Objects from the Benin Kingdom in 1900-1902 (Ethnologisches Museum)

 

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el gran combo .wav

04/03/2026

Entre 1100 e 1500, Ifé se distinguiu como um do mais relevantes centros econômicos, políticos, religiosos e sobretudo artísticos da Bacia do grande Rio Niger. Era uma cidade repleta de ateliês e oficinas, onde eram produzidas esculturas em terracota, pedra, bronze, latão e cobre, destacadas pelo alto grau de sofisticação técnica e pelo refinamento estético e artístico; os governantes yorubás de Ifé se ocuparam de promover a arte, o artesanato, a tecelagem e as técnicas de fundição de metais. As conhecidas ‘cabeças de ifé’ são esculturas com representações humanas, marcadas por seu aspecto extraordinariamente realista, antecipando uma modelagem que somente encontraria-se paralelo na Europa a partir do auge do Renascimento.

As mais antigas cabeças de Ifé têm aproximadamente 1.000 anos de idade e já se destacavam pela técnica avançada. As peças eram fundidas utilizando o método da cera perdida . Sendo, utilizado moldes criados a partir de originais esculpidos em cera, que eram então derretidos e substituídos por metal em estado líquido, no caso, bronze em tamanho natural (aproximadamente 36 cm de altura). A fisionomia transmite serenidade e altivez, realçadas pelo equilíbrio, alto senso de anatomia e proporção. As faces apresentam padrões de incisões de frisos, aludindo a escarificações. Além de evocarem a memória dos reis falecidos, homenageando-os em ambientes palacianos, as cabeças também tinham funções ritualísticas. E a estrutura de organização das oficinas com mestres e aprendizes garantia a transferência das técnicas ao longo dos anos.

image credit:

ARQUIVOS NEGROS E A INVENÇÃO DA CULTURA*
PLANO DE AULAS

Aula 1 - 07/Abril - Crítica ao Cânone
Aula 2 - 14/Abril - Teoria dos Arquivos
Aula 3 - 21/Abril - Epistemologias Africanas
Aula 4 - 28/Abril - Invenção da Cultura
Aula 5 - 05/Maio - Agência e Materialidade
Aula 6 - 12/Maio - Design antes do Design

Compartilhe essa ideia e faça sua inscrição via sympla [ link na bio ] e acesse mais informações sobre o professor e ementa completa ou mando um alô via whatsapp da firma: +55 21 973 477 907

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cera-perdida .mp4

Não deixe o artista virar professor Entre em contato com essa expressão a partir da perfomance do  executada no Parque L...
03/03/2026

Não deixe o artista virar professor

Entre em contato com essa expressão a partir da perfomance do executada no Parque Lage com mesmo título em 2016, uma aula de 20 horas seguidas correspondente ao conteúdo de um semestre, sendo que essa perfomance é um comentário direto a obra-panfleto público pelo artista brasileiro Ivald Granato em 1977, onde anunciava em letras garrafas: ADOTE UM ARTISTA, NÃO DEIXE ELE VIRAR PROFESSOR.

Me lembro que fiquei muito impactado com essa frase, eu não consegue assistir a aula mas cheguei e ter o encarte da performance colado na parede durante um tempão; o frase em si contém ironia e um tanto de realidade concreta, em diferentes tempos ambos refletem sobre a condição do artista na sociedade, e na verdade é um confronto ao paradigma de que é a docência seria algo menor em relação produção artística institucionalizada. Infelizmente uma máxima que é senso comum para alguns membros da comunidade artística.

Essa perspectiva é simplória demais e coloca a docência em segundo plano, como se todo artista pudesse ser professor. O que não é verdade, a docência em si tem suas particularidades, é necessário um esforço gigantesco de pesquisa e em muitos casos, também de conhecimento prático, assim colocando a dicotomia da teoria x prática. Há vários tipos de professores, e mesmo que não seja sua intenção, a perfomance do Daniel Jablonski evoca certa aura estética para o ato da docência, ainda mais a aula sendo sobre FOTOGRAFIA E SEUS FANSTAMAS. O que me faz lembrar de uma professora querida que tive no Parque Lage em 2013, fiz o curso de Estudo do Plano com Cristina de Pádula que me incentivou muito a mergulha nas investigações sobre o conceito de livro de artista e também comentou sobre a docência com uma estratégia para construção da carreira de artista. Tudo isso, ecoa na minha cabeça até hoje em forma de pensamento e atitudes, acredito que a figura do professor é fundamental para qualquer tipo de aprendizagem e na arte não é diferente.

Com isso, people, valorizem os professores ao seu redor, como existem múltiplas inteligências também há diversas formas de ensinar, de transferência conhecimento pelo experiencia, seja..

Do post-it ao projeto editorial.
11/07/2025

Do post-it ao projeto editorial.

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