13/08/2026
Finalizando a agenda de Cibersegurança em São Paulo, além da IA outro tema me chamou especialmente a atenção: a computação quântica.
As discussões me fizeram voltar no tempo, para o período entre 1998 e 2000. Naquela época, como programador, vivíamos a corrida contra o relógio para corrigir sistemas antes da chegada do tão temido Bug do Milênio.
A diferença é que, naquela época, sabíamos exatamente qual era a data-limite: 31/12/1999.
Hoje, enfrentamos um desafio semelhante, mas muito mais imprevisível.
🔐 A criptografia é um dos pilares que sustentam o mundo digital. Ela protege transações bancárias, documentos, comunicações e dados armazenados.
⚛️ Porém, a evolução da computação quântica poderá exigir uma transformação profunda nos atuais mecanismos de segurança.
O desafio já tem nome: Criptografia Pós-Quântica (PQC).
Quem acompanha o tema sabe que a questão não é mais se essa mudança ocorrerá, mas quando.
E aqui está a grande diferença em relação ao Bug do Milênio:
Antes, conhecíamos a data.
Agora, não sabemos quando a mudança chegará.
Mas sabemos que ela virá.
Talvez a pergunta mais importante para governos, empresas e profissionais de tecnologia seja:
Estamos nos preparando com a velocidade necessária ou já estamos atrasados nessa corrida?