27/07/2026
Há quarenta e um anos, eu dei o meu primeiro “sim” para a mulher que virou o meu sempre.
Foi assim: uma praça em Balneário Camboriú, uma tarde qualquer, e uma moça que eu nunca tinha visto e que, de repente, era tudo o que eu queria ver. Dois dias depois, estávamos aos pés da cruz, na praça da igreja. E ali, debaixo do olhar de Deus e do espanto de quem passava, eu roubei um beijo. E ali, naquele beijo roubado aos pés da cruz, o Céu deve ter sorrido porque Ele sabia o que estávamos começando.
Dois anos. Casados. A gente não perdeu tempo. Quando Deus escreve uma história, Ele usa tinta permanente.
Cida, quarenta e um anos depois, eu olho para você e vejo a mesma moça da praça. O lugar onde eu paro, respiro, e sinto estou em casa.
Você é a parceira da caminhada na praia onde a gente fala de tudo e de nada, e o nada vale mais que tudo. A companheira do filme que a gente começa e você dorme no sofá e eu fico assistindo sozinho, sorrindo, porque adoro o som da sua respiração. A parceira de oração porque tem coisa que a gente só consegue dizer de mãos dadas, de olhos fechados, e na presença de Deus.
Trouxemos dois filhos ao mundo. Eles trouxeram quatro netos e o nosso coração não cabe mais no peito. Sabe por quê? Porque o amor não é um vaso que se enche e para. O amor é uma fonte quanto mais jorra, mais espaço ele encontra.
Cida, se eu pudesse voltar àquela praça, eu faria tudo exatamente igual. O mesmo olhar. O mesmo beijo aos pés da cruz. O mesmo “sim”. Porque de todas as coisas que Deus me deu neste mundo e Ele me deu muitas, a maior delas não foi uma bênção qualquer. Foi você.
Quarenta e um anos, e o meu amor por você não diminuiu. Ele aprendeu a ter raízes.
Feliz aniversário de casamento, minha vida. Que venham mais quarenta e um. E depois mais quarenta e um. E quando a eternidade chamar, eu quero continuar te encontrando na praça só que, dessa vez, a praça será maior, a cruz será de ouro, e o beijo não terá mais fim.
Eu te amo. Ontem, hoje, e em todos os amanhãs que Deus nos der.