03/07/2024
queria começar com a importância dessas fotos pra mim, a semiótica delas/nelas
gosto da primeira foto porque sou eu e minha câmera olhando para algo que não é mostrado. pode ser qualquer coisa, sempre - quase uma simbiose, no mesmo movimento, lá como Vertov "filmou" que deveria ser: um homem e uma câmera. Glauber também falou, adicionou "uma ideia na cabeça".
as outras são basicamente um registro histórico da importância desse dia pra mim. Uma diária do filme "O Resgate do Cine Inoue", na Cinemateca do MAM, entrevistando a Talitha Ferraz, que eu virei fã desde o 1° momento que conheci o trabalho sobre os cinemas de rua no Rio de Janeiro.
as últimas são partes da Cinemateca, que a importância é muito óbvia pra quem gosta minimamente de cinema, mas pra mim, que "sou apenas um rapaz latino americano, dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior" de Itaguaí, nesse dia se tornou ainda maior.
em todas elas eu tô sorrindo, coisa que eu quero sempre fazer ao lado de uma câmera.
falando em câmera, tem outra coisa: eu sempre senti muita vergonha de não ter os equipamentos do ano por não ter acesso (o que me fez pegar ranço da palavra "videomaker', porque "videomaker" só sabe falar disso, na maioria das vezes) e muita gente vai dizer que você não faz cinema por causa dessas coisas. Esses nem são meus equipamentos atuais, mas se tem uma coisa que eu carrego comigo, é que eu acho lindo poder falar que eu trabalho com cinema com um set up tão pequeno na época, mas que já filma coisas gigantescas, que não cabem em um post de uma rede social que não valoriza mais fotos. 😂
todas as fotos são da meu amor, que compartilha o mesmo amor que eu pelo cinema.