22/05/2026
Este brasão sacerdotal deseja expressar, em seus sinais e cores, uma vida inteiramente confiada à vontade de Deus. Sob o chapéu prelatício, a composição heráldica une contemplação, fidelidade e missão. O azul do escudo conduz o olhar à Virgem Maria, cuja presença é evocada pelo monograma circundado por doze estrelas, sinal de sua realeza e de sua pureza imaculada; nela, o sacerdote encontra refúgio, direção e modelo perfeito de entrega ao Senhor. O lírio florescido recorda São José, homem do silêncio e da obediência, guardião casto da Sagrada Família e exemplo de fidelidade perseverante no cumprimento da missão recebida. As mãos abertas, colocadas sobre o ouro, tornam visível a espiritualidade do abandono confiante: tudo é colocado nas mãos de Deus, numa oferta contínua da própria vida, do ministério e do sacrifício sacerdotal. O ouro recorda ainda a dignidade do sacerdócio de Cristo e a luz firme da terra nordestina, marcada pela resistência da fé e pela esperança que não se extingue. Na base do escudo, as ondas azuis e prateadas representam o Rio Pajeú, símbolo das raízes, da memória e da graça divina que conduz silenciosamente a caminhada do servo de Deus. Assim, cada elemento converge para o lema “Em tuas mãos, Senhor”, expressão de uma existência sacerdotal sustentada pela confiança absoluta na Providência, sob a proteção materna de Maria Santíssima e a poderosa intercessão de São José.